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Policiais civis de todo o Brasil aprimoram técnicas de planejamento de operações de repressão qualificada
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Brasília, 19/05/2025 – Gestores das unidades especializadas de enfrentamento das organizações criminosas das Polícias Civis iniciaram, nesta segunda-feira (19), curso de planejamento de operações de repressão qualificada. As aulas seguem até sexta-feira (23), em Cuiabá (MT). Os 27 participantes vão aprimorar seus conhecimentos e técnicas para melhorar a eficácia e a eficiência das ações policiais contra o crime organizado. Os profissionais integram a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim).
Na grade curricular, estão temas como estratégias de atuação, inteligência operacional, medidas cautelares, cadeias de custódia e análise de risco, além de estudo de casos. A capacitação abrange desde o planejamento das operações integradas até a análise de riscos das ações policiais e de inteligência.
O curso é coordenado pela Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) e da Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Púbica (MJSP). A Polícia Civil de Mato Grosso participou com a organização do curso.
O diretor da Diopi e secretário da Senasp substituto, Rodney da Silva, destaca que a formação dos gestores é fundamental para o sucesso das operações de segurança pública, pois garante a proteção da sociedade e o combate efetivo às organizações criminosas. “O curso também contribui para o fortalecimento das instituições de segurança e para a integração das unidades de repressão à criminalidade organizada das Polícias Civis dos estados e do Distrito Federal”, completa.
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



