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Presidente Lula e ministro Luiz Marinho recebem representantes da Economia Solidária e destacam avanços do setor

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Nesta terça-feira (1º/4), representantes do Conselho Nacional de Economia Solidária e convidados foram recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro teve como objetivo destacar a importância da economia solidária como modelo econômico sustentável e inclusivo no país.

Durante o encontro, o presidente Lula elogiou o esforço dos trabalhadores e reafirmou o compromisso do governo com a economia solidária. “O governo pode facilitar para que as coisas aconteçam, se a gente acreditar nas pessoas. Esse é o grande papel do governo: não fazer tudo sozinho, mas criar as condições para que a sociedade possa se organizar”, afirmou o presidente.

O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, enfatizou o histórico da economia solidária no Brasil, relembrando que, desde 2003, o governo federal tem trabalhado para estimular esses empreendimentos. “Essas experiências que hoje provocam satisfação e emoção nasceram com muitas dificuldades. Algumas cresceram, se modernizaram e são hoje uma amostra do que esses trabalhadores estão fazendo”, destacou. 

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O secretário Nacional de Economia Popular e Solidária, Gilberto Carvalho, ressaltou que a reunião buscou apresentar essa abordagem econômica a partir das experiências reais dos trabalhadores que a vivenciam diariamente em seus territórios. Seis cases foram apresentados, abrangendo as áreas de agricultura familiar, cooperativa de catadores, mobilidade urbana, vestuário, bancos e moedas sociais.

Um dos destaques foi a Justa Trama, uma marca gaúcha de algodão agroecológico, que conta com uma cadeia produtiva envolvendo fornecedores de cinco estados e cerca de 700 trabalhadores. Todos atuam sob os princípios da economia solidária: autogestão, cooperação, sustentabilidade e comércio justo.

“Há um ano avançamos na política pública e entregamos lençóis orgânicos para o Grupo Hospitalar Conceição de Porto Alegre e já estamos na próxima chamada pública. Nós estamos construindo um outro modelo econômico”, afirmou Nelsa Nespolo, representante da Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários e do Fórum Nacional de Economia Solidária, além de presidente da Justa Trama.

Outro case apresentado foi o Banco Palmas, a primeira instituição bancária comunitária do Brasil. Joaquim Melo, seu fundador, lembrou que, em 2002, Lula visitou a iniciativa em Fortaleza e demonstrou interesse em expandir esse modelo para outros estados. “Em 2005, o então secretário de Economia Popular e Solidária, Paul Singer, me chamou e nós levamos os bancos comunitários para todo o Brasil, incluindo comunidades quilombolas, indígenas e periferias urbanas e rurais. Hoje, somos uma rede de 182 bancos comunitários no país”, explicou Melo. Essas instituições oferecem acesso a crédito com juros reduzidos, fortalecendo o comércio local e impulsionando o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde atuam.

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Também foram apresentadas as experiências do aplicativo de mobilidade urbana Liga Coop, presente em 12 estados; da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes); da Cooperativa Guaraná Urupadi, da Amazônia; e da Central de Cooperativas de Catadores de Material Reciclável do Distrito Federal.

Saiba mais sobre os empreendimentos:

– Justa Trama https://justatrama.com.br/

– Unicafes https://justatrama.com.br/

– Banco Palmas https://bancopalmas.com/

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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