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Professores da Amazônia fazem formação em mídia e meio ambiente

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Profissionais da educação das redes estaduais do Norte do Brasil participaram da formação MídiaCOP – Educação Midiática e Ambiental, uma iniciativa conjunta do Ministério da Educação (MEC), da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) e do governo francês, por meio da Embaixada da França no Brasil e do Centre pour l’Éducation aux Médias et à l’Information (CLEMI), com apoio técnico da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). 

O evento-piloto, que ocorreu entre quarta-feira (14) e sexta-feira (16), foi realizado no Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (Ciseb), na Escola Estadual Marechal Cordeiro de Farias, em Belém, com apoio da Secretaria de Educação do Estado do Pará (Seduc/PA). 

Fortalecer a competência digital e midiática dos professores é também ampliar as possibilidades de ensinar com mais intencionalidade e compromisso com a formação crítica dos estudantes. Esse movimento está alinhado ao compromisso do MEC de apoiar as redes na formação de educadores capazes de enfrentar os desafios da desinformação e de fomentar uma cultura de cidadania digital e ambiental, disse a coordenadora-geral de Tecnologia e Inovação do MEC, Ana Ungari Dal Fabbro. 

Durante a abertura da formação, David Almansa, diretor do Departamento de Direitos na Rede e Educação Midiática da Presidência da República, destacou a importância estratégica da iniciativa no contexto da COP30 e no enfrentamento à desinformação. 

“O governo federal tem a preocupação de que a COP30 deixe um legado para a nação brasileira. Nesse contexto, temos um compromisso importante com a comunicação voltada à defesa e à proteção do meio ambiente, especialmente diante do cenário de mudanças climáticas. Por isso, elaboramos um projeto em parceria com o governo francês para formar professores da região Norte do país em educação midiática, uma abordagem que ensina a utilizar diferentes mídias, para promover uma comunicação ética e crítica”, explicou. 

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Para Rossieli Soares, secretário de Estado de Educação do Pará, a iniciativa colabora com a promoção de uma educação transformadora para as questões climáticas. “A educação é o principal agente transformador e deve estar no centro nas discussões climáticas e ambientais. Por isso, a gente está recebendo, aqui, professores da nossa rede estadual e de toda a região Norte do país para aprender mais sobre educação digital e midiática”, afirmou o secretário. 

O objetivo da formação é capacitar educadores para que se tornem multiplicadores em seus territórios de origem, desenvolvendo projetos-piloto voltados à educação ambiental com abordagem midiática. Para Anderson Melo, professor e chefe do Centro de Inovações Educacionais e Mídias Digitais da Seduc do Acre, a formação possibilitará desenvolver o protagonismo dos estudantes no contexto ambiental e midiático. 

“Vamos levar os saberes dessa semana para que os alunos desenvolvam uma percepção crítica das narrativas ambientais. Queremos que eles sejam protagonistas nos conteúdos e histórias que produzimos sobre a nossa região, e isso começa na sala de aula”, afirmou. 

Programação Durante a programação, os participantes desenvolveram tanto habilidades técnicas da produção de conteúdos midiáticos nas escolas como a criação de podcasts, vídeos e jornais, quanto os fundamentos necessários para abordar a temática ambiental por meio da comunicação de forma crítica e ética. Os temas estão diretamente relacionados à Base Nacional Comum Curricular e à Estratégia Brasileira de Educação Midiática. 

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“Por meio da formação dos professores, queremos apoiar o desenvolvimento das habilidades dos alunos no campo jornalístico-midiático, como a análise crítica da informação, diretamente relacionada às temáticas de cultura e cidadania digital”, afirmou Mariana Filizola, coordenadora-geral de Educação Midiática da Presidência da República. 

A formação foi desenvolvida pela equipe do CLEMI, centro de formação de professores em educação midiática ligado ao Ministério da Educação francês e com atuação de mais de 40 anos. Para Pauline Le Gall, uma das formadoras presentes em Belém, a perspectiva é de que projetos inovadores surjam a partir dessa semana. 

“Os professores brasileiros que participaram da formação têm uma experiência interessante no desenvolvimento de projetos na parte ambiental, então, desenvolver a parte de produção midiática com os alunos vai, sem dúvidas, resultar em ideias bastante interessantes dessa combinação de temas”, afirmou. 

Brasil-França O projeto MídiaCOP faz parte do contexto de uma cooperação iniciada pela Secom e o MEC com o Ministério da Educação francês a partir de visita de uma delegação brasileira, formada por membros de ambos os ministérios, em janeiro de 2024. Na sequência, por ocasião da vinda do presidente francês, Emmanuel Macron, ao Brasil, foi assinado um acordo de cooperação entre os países sobre o tema da educação midiática. 

 

 Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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