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Programa alfabetiza e eleva escolaridade de trabalhadores do MEC
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Com foco na valorização e no desenvolvimento humano, o Ministério da Educação (MEC) realiza o Programa de Formação, Desenvolvimento e Valorização dos Trabalhadores do MEC (ProFormar), que tem transformado a vida de colaboradores da pasta e de outros ministérios. A iniciativa busca ampliar a escolaridade, oferecer novas oportunidades de aprendizado e promover a cidadania, atendendo especialmente trabalhadores das áreas de limpeza, copa e manutenção que desejam ser alfabetizados, concluir a educação básica ou se preparar para o ingresso na educação superior.
O programa acontece no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC (Cetremec), em Brasília, e conta com turmas da EJA, em parceria com o Governo do Distrito Federal e o Centro de Educação de Jovens e Adultos da Asa Sul (Cesas). Cerca de 30 alunos participam do primeiro e do segundo segmentos, que equivalem ao ensino fundamental. Além disso, mais de 40 trabalhadores estão inscritos no cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com aulas de segunda a quinta-feira e apoio do Instituto Federal do Sul de Minas.
O ProFormar está estruturado em três eixos principais: Formação, Fortalecimento de Trajetórias e Promoção da Cidadania e Inclusão. Além do ensino regular, os participantes possuem acesso a atividades culturais e de formação cidadã, como oficinas de leitura, seminários sobre autonomia, visita ao Congresso Nacional e mutirão de saúde ocular.
“Os estudantes do ProFormar estão tendo acesso à educação básica de forma flexível e adaptada às suas necessidades. Do contrário, não teriam acesso, e a exclusão se repetiria. O ProFormar assegura esse direito e busca a valorização desses colaboradores que são indispensáveis para a oferta de um bom serviço público”, destacou a gerente de projetos do Cetremec e coordenadora do ProFormar, Karin Lucas.
“Com quase 60 anos, eu nunca tinha ido ao Congresso Nacional, nem na porta. Foi uma coisa linda, maravilhosa, fiquei admirada. Enquanto eu puder, e o MEC estiver dando essas oportunidades, eu vou aproveitar”, ressaltou a estudante do segundo segmento da EJA, Maria Rodrigues do Carmo, referindo-se à saída de campo proporcionada aos alunos do programa.
Um diferencial do ProFormar é o cuidado em garantir a permanência dos estudantes nas escolas. O MEC oferece transporte, lanches diários e apoio em inscrições para o Enem, vestibulares e concursos, o que contribui para uma baixíssima evasão.
“Esse curso apareceu em uma hora muito boa. Os professores aqui são muito bons, as aulas têm me ajudado muito. Eu venho cansado às vezes, mas, só de chegar aqui e ter toda essa estrutura, além de comentar no meu ambiente de trabalho que estou participando do curso e ter o apoio dos outros colaboradores, é incrível”, afirmou o estudante do cursinho preparatório para o Enem, Eduardo Nepomuceno Vieira.
Mais do que um programa de capacitação, o ProFormar tem se consolidado como uma ferramenta de inclusão e transformação social. Ao reduzir desigualdades e valorizar trabalhadores muitas vezes invisibilizados, a iniciativa fortalece a autoestima, amplia perspectivas de futuro e contribui para a melhoria da qualidade dos serviços prestados pelo MEC.
Com planos de expansão até 2026, a iniciativa prevê a oferta de educação técnica e profissional e o reconhecimento de saberes práticos de trabalhadores com experiência, mas sem certificação formal. Novas ações também estão previstas, incluindo oficinas sobre economia solidária e o uso de tecnologia para melhorar a qualidade de vida.
Inscrições – Para participar do ProFormar, podem se inscrever trabalhadores do MEC, colaboradores dos demais ministérios e pessoas da comunidade externa que desejam ser alfabetizados, concluir a educação básica ou se preparar para o ingresso na educação superior. Os interessados devem entrar em contato por um dos seguintes canais: telefone (61) 2022-8057, WhatsApp (61) 9131-6063, e-mail [email protected] ou presencialmente no Cetremec, localizado na L2 Sul – Quadra 604, Lote 28, Plano Piloto, Brasília-DF.
Contexto – Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2024, o Brasil tinha 9,1 milhões de pessoas não alfabetizadas, representando 5,3% da população com 15 anos ou mais. Apesar de a taxa ser a menor da série histórica iniciada em 2016, o número absoluto de pessoas não alfabetizadas ainda é um desafio a ser enfrentado.
O Censo Demográfico de 2022 do IBGE também mostra que 18,4% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluíram o ensino superior, percentual que aumentou em relação a 2000 (6,8%) e 2010 (11,3%). Ainda assim, quatro em cada cinco adultos não possuem graduação.
Cetremec – O Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do MEC é um espaço criado na década de 1970, voltado à valorização e à capacitação dos servidores da educação. Após funcionar em diferentes locais e ter suas atividades suspensas em 2011, foi retomado em sua sede original, na Avenida L2 Sul, em Brasília, preservando tanto o patrimônio físico quanto a memória coletiva dos trabalhadores do MEC.
Sua missão é fortalecer a formação inicial e continuada dos servidores para os desafios da gestão educacional, além de articular parcerias com instituições públicas e privadas. O centro também abriga salas de aula e espaços de exposições abertas ao público, que buscam retratar a história da educação brasileira e do próprio MEC, como a mostra Educadoras e Educadores do Brasil, dedicada à diversidade de vozes nas políticas educacionais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Cetremec
Fonte: Ministério da Educação
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Edital cria rede nacional de pesquisa em Educação Especial Inclusiva
nstituído oficialmente no Brasil pela Lei Federal nº 11.133/2005, o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado no dia 21 de setembro, marca a mobilização histórica pela garantia de direitos, acessibilidade e combate ao capacitismo na sociedade. A data reforça a necessidade contínua de políticas públicas voltadas à participação plena e com dignidade de pessoas com todos os tipos de deficiência. No contexto educacional, o Ministério da Educação (MEC) atua para aplicar a igualdade de direitos na prática cotidiana da rede pública de ensino.
O MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), e em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), está com inscrições abertas para o Edital Conjunto nº 5/2026 para a implementação do Observatório da Educação Especial Inclusiva (Obeduc-EI). A iniciativa destinará recursos de custeio, capital e bolsas de pesquisa ao longo de 36 meses, com o objetivo de estruturar uma central de monitoramento da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (PNEEI).
O coordenador-geral de Avaliação, Monitoramento e Fortalecimento da Política de Diversidade da Secadi, Francisco Moraes da Costa Marques, destacou que a educação inclusiva no Brasil percorre um caminho estratégico e que o Obeduc-EI atuará como a central de inteligência, bússola e orientação ao longo do processo. Marques ressaltou ainda que a missão do observatório é aproximar a produção científica das necessidades da sala de aula, substituindo diagnósticos isolados por indicadores nacionais capazes de nortear a tomada de decisão de estados e municípios.
Estrutura em rede – O Observatório integra a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva (Reneei) e será composto por redes regionais formadas por Instituições Públicas de Ensino Superior (IES) em todo o país. Essa arquitetura garante capilaridade no levantamento de dados quantitativos e qualitativos, uma vez que envolve pesquisadores multidisciplinares, estatísticos, gestores e professores da educação básica.
Ao analisar o edital, é possível aferir que a atuação do Obeduc-EI organiza-se em quatro eixos centrais de implementação:
- Acompanhar e Medir (Gerar Dados Reais): elaboração de indicadores de aprendizagem e de qualidade da oferta escolar para mapear a inclusão efetiva de estudantes nas turmas comuns e no Atendimento Educacional Especializado (AEE).
- Conectar Mundos: integração direta entre os programas de pós-graduação das universidades públicas, secretarias de educação estaduais e municipais, e o ecossistema escolar local.
- Criar Materiais e Treinamentos: formulação de cadernos de orientação, dados abertos e tecnologias pedagógicas acessíveis para o ambiente escolar e familiar.
- Formar Pessoas: capacitação continuada de profissionais da rede pública e concessão de bolsas acadêmicas em diversos níveis de formação.
Valorização Profissional – Para assegurar o suporte técnico às equipes, a Capes concederá modalidades de bolsa mensal aos integrantes de acordo com o programa de pesquisa:
- Pós-Doutorando: R$ 5.300
- Doutorando: R$ 3.100
- Coordenador Geral / Mestrando: R$ 2.100
- Coordenador Local: R$ 2.000
- Professor Pesquisador: R$ 1.800
- Professor da Educação Básica: R$ 1.100
- Graduando (Iniciação Científica): R$ 700
Prazos de Submissão de Propostas – A inscrição no processo seletivo pode ser realizada por docentes ou doutores vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu em Educação ou Ensino de IES públicas, a fim de representar a instituição. O coordenador da Secadi, Francisco Marques, fez um alerta aos pesquisadores e às instituições para que não deixem a articulação e o envio das propostas para a última hora, tendo em vista a complexidade da constituição das redes de trabalho.
As propostas devem ser submetidas, exclusivamente, por meio do Sistema de Inscrições da Capes (SiCapes) até o dia 5 de outubro de 2026. O resultado final da seleção está previsto para ser divulgado em 12 de novembro de 2026, com início imediato das atividades. Dúvidas técnicas e consultas sobre o certame podem ser encaminhadas ao e-mail institucional do programa.
- Prazo final de inscrição: 5 de outubro de 2026
- Link para submissão: inscrição.capes.gov.br
- Contato oficial: [email protected]
Com a articulação entre ciência, universidades públicas e redes de ensino, a implementação do Obeduc-EI visa garantir que a produção de dados e o acompanhamento técnico cheguem ao cotidiano da sala de aula, fortalecendo a consolidação da educação especial inclusiva como realidade de aprendizagem e permanência para todos os estudantes do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação






