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Programa de educação financeira é apresentado pelo MEC

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A temática da educação financeira, que integra a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e é considerada um tema transversal contemporâneo da macroárea economia, avançou no âmbito das políticas do Governo Federal. Na quarta-feira, 9 de abril, foi apresentado o programa que tratará da educação para a cidadania financeira, fiscal, previdenciária e securitária nas escolas brasileiras de educação básica. O primeiro encontro do programa ocorreu no Ministério da Educação (MEC), que recebeu outros integrantes do Governo Federal para um debate sobre a iniciativa. 

O evento abordou as dimensões da nova política pública e os recursos pedagógicos disponibilizados para sua execução, além de encaminhar orientações para adesão, construção e implementação dos planos de ação. Com o programa de educação financeira, o MEC assegura aos estudantes da educação básica os direitos de aprendizagem e desenvolvimento que lhes permitam reconhecer, compreender e analisar criticamente as relações econômicas que se manifestam na vida social, tomando decisões convergentes para o bem-estar individual e comum.   

A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, agradeceu a contribuição dos presentes na articulação da política e lembrou que ela deve estar alinhada à realidade do país, com foco nos estudantes mais vulnerabilizados. “A política deve dialogar com os currículos dentro das realidades territoriais do Brasil e na direção do enfrentamento das desigualdades”, afirmou.  

Ao contextualizar dados do Censo Escolar 2024, divulgados também na quarta-feira (9), Schweickardt indicou que “a partir de uma certa idade, a distorção idade-ano, que tira direitos desses adolescentes, se aprofunda. Em certas regiões, tem cor, raça, gênero e renda, disse. Educação financeira é falar de combate à desigualdade, senão, não vai adiantar. Estamos falando muito com as crianças e adolescentes da importância de entenderem e melhorarem sua relação com o dinheiro. Mas não dinheiro enquanto um papel, mas como um motor de possibilidades de ter uma trajetória acadêmica e de vida sustentável, com seus direitos garantidos”, defendeu Kátia Schweickardt.   

O diretor de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica, Alexsandro do Nascimento Santos, acrescentou que o programa é parte do processo de construção da cidadania brasileira. “A educação financeira é um compromisso do Estado brasileiro para a formação cidadã de todas as pessoas. O objetivo central do programa, além de coordenar esforços que já vinham sendo feitos por diferentes atores, é garantir a implementação da macroárea educação financeira, que está lá na nossa Base Nacional Comum Curricular. Então, se trata do cumprimento de uma obrigação do estado brasileiro”, reiterou Alexsandro. O diretor lembrou que o Ministério da Educação tem um papel “coordenador, indutor e de assistência técnica para aqueles que fazem, de fato, a política de educação básica nos territórios”.  

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Além de um eixo principal de orientação curricular, Alexsandro ainda informou que a política conta com eixos de formação de professores e de material pedagógico; e de avaliação da implementação do programa e das aprendizagens dos estudantes. Também presente na mesa de abertura da iniciativa, o secretário de Educação de Rio Verde e representante da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Miguel Rodrigues Ribeiro, reforçou a importância do eixo de formação dos profissionais da educação. “Temos aqui uma proposta de mudança de paradigma muito grande, com a necessidade de uma formação. Peço atenção aos profissionais da educação, porque nós também precisamos muito desse programa. Aprender o que diz esse programa, para poder repassar aos alunos e à sociedade brasileira”, afirmou. 

ParceriasAo representar o Fórum Brasileiro de Educação Financeira (FBEF), o diretor da Superintendência de Seguros Privados (Susep) do Ministério da Fazenda, Airton Almeida, disse que a ação cumpre o papel de aumento do diálogo entre o Fórum e as demais entidades. “O programa é muito importante para alcançar os objetivos e as prioridades do Fórum. Afinal, vai permitir o diálogo entre instituições das três esferas do poder e, em última instância, levará conhecimento sobre educação financeira para escolas de todo o território nacional”, comemorou. O FBEF coordena a Estratégia Nacional de Educação Financeira (Enef) e promove ações colaborativas para elevar o nível de educação financeira, securitária, previdenciária e fiscal no Brasil. O diretor convidou os presentes a participarem da 12ª Semana Nacional de Educação Financeira, que ocorrerá entre os dias 12 e 18 de maio de 2025, com o tema: “Educação financeira para crianças e jovens: preparando a sociedade para escolhas conscientes”. 

Já o diretor do Departamento do Regime de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, Narlon Gutierre Nogueira, celebrou o evento como “um marco de reconhecimento do Estado brasileiro de institucionalização das políticas relacionadas à educação financeira”. “Esse engajamento com essa dimensão federativa tem um papel muito importante para que nós possamos educar nossas crianças, adolescentes e jovens sobre esses temas que são tão relevantes”, afirmou. Gutierre lembrou que o tema em específico da previdência deve ser tratado ao longo de toda a vida escolar, “seja porque a previdência protege o trabalhador em relação a diferentes eventos, seja porque estamos vivendo uma grande revolução, que é a da longevidade”. Dentro dessa realidade, precisamos preparar as pessoas para que elas possam desenvolver os seus ativos de bem-estar, e um deles é o bem-estar financeiro”, defendeu. 

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Nesse sentido, o gerente de projetos do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (Conselhão) da Presidência da República, Adriano Laureno, reforçou a necessidade de educação financeira aos jovens, incluindo problemáticas relacionadas à atualidade. “Acredito que é fundamental a gente disputar, por meio dessa disseminação do conhecimento, com narrativas que hoje pregam um enriquecimento fácil, uma certa ilusão desse cenário”, afirmou. O especialista defendeu a pauta da educação financeira como “fundamental para criarmos um canal de diálogo com essa parcela da população. Segundo Laureno, a juventude carece desse tipo de conhecimento, indicado para a prosperidade no atual contexto de múltiplos estímulos em que se encontra. 

Em sua fala, o representante da Presidência da República lembrou a importância do programa Aprender Valor, do Banco Central, que ajuda professores, escolas e redes de ensino a levarem a educação financeira a estudantes do ensino fundamental de todo o país. 

Encontro Cerca de 80 pessoas estiveram presentes no encontro, entre representantes e articuladores das secretarias de educação estaduais e municipais, além de representantes das instituições parceiras do programa, como Ministério da Previdência Social; Banco Central do Brasil; Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda; Caixa Econômica Federal; Superintendência de Seguros Privados; Superintendência Nacional de Previdência Complementar; Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Receita Federal; Comissão de Valores Mobiliários; União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); e Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed). 

 

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da SEB 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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