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Projeto Defensoras Populares chega a Minas Gerais
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Belo Horizonte, 27/3/2026 – Em um cenário em que a violência contra a mulher persiste como uma das principais violações de direitos no País, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) promove, neste sábado (28), em Belo Horizonte (MG), o lançamento do projeto Defensoras Populares, em Minas Gerais.
A iniciativa leva conhecimento, promove o empoderamento de mulheres e integra as ações da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), além de compor o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
O encontro ocorre no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e marca a abertura do projeto na capital mineira. Lançado oficialmente no último dia 6 de março, em João Pessoa (PB), o projeto também passará pela Bahia (BA), pelo Rio Grande do Norte (RN), por São Paulo (SP), pelo Rio Grande do Sul (RS), pelo Ceará (CE) e pelo Espírito Santo (ES), totalizando quase mil mulheres atendidas em dez municípios brasileiros.
A solenidade de abertura contará com a presença da ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, além de representantes de instituições parceiras dos Poderes Executivo e Legislativo.
Missão do Defensoras Populares
A iniciativa tem como missão formar uma rede de mulheres para atuar como lideranças em suas comunidades, prestando assistência, apoio e orientação a mulheres inseridas em contextos de violência doméstica, seja física, psicológica, patrimonial ou sexual.
De acordo com a secretária nacional da Saju, Sheila de Carvalho, o Defensoras Populares atua como ponte entre o empoderamento feminino e o acesso à Justiça para quem mais precisa.
“Não basta ter leis, é também essencial saber como acessar os direitos que elas garantem. O programa Defensoras Populares demonstra que o Governo do Brasil está presente e atua de forma preventiva, assegurando às mulheres o acesso à Justiça antes mesmo da ocorrência de situações de violência ou de violações de direitos”, ressalta.
O curso será realizado por meio de encontros presenciais e virtuais, nos quais as participantes elaborarão um Plano de Articulação Comunitária, baseado na realidade de suas regiões.
A iniciativa demonstrou que pode ser aplicada em diferentes realidades e contextos sociais ao vencer o Prêmio Innovare, em 2025, que reconhece práticas inovadoras no sistema de Justiça. A conquista veio com o projeto-piloto desenvolvido no Ceará (CE) pela Saju, em parceria com a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).
BRASIL
Brasil apresenta à OCDE avanços do primeiro Plano Nacional sobre Migração, Refúgio e Apatridia
Atualmente em consulta pública, o I PlaNaMigra reúne medidas voltadas à integração socioeconômica de migrantes e refugiados, ao reconhecimento de qualificações profissionais, à ampliação do acesso ao mercado de trabalho, ao incentivo ao empreendedorismo e ao aprimoramento do uso de dados para a formulação de políticas públicas.
Experiência brasileira em grandes fluxos migratórios
O encontro reuniu representantes de governos e especialistas para debater governança migratória, integração, mobilidade laboral e respostas aos deslocamentos internacionais. Durante a agenda, o Brasil compartilhou experiências reconhecidas internacionalmente no acolhimento, na integração e na proteção de pessoas migrantes, refugiadas e apátridas.
O governo brasileiro destacou a resposta ao fluxo de pessoas provenientes da Venezuela, especialmente por meio da Operação Acolhida e da aplicação ampliada da definição regional de refugiado prevista na Declaração de Cartagena, que possibilitou mecanismos de reconhecimento mais ágeis e abrangentes para pessoas que fugiram de graves e generalizadas violações de direitos humanos.
Também foi apresentado o Programa Brasileiro de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário para nacionais afegãos, recentemente institucionalizado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública e atualmente em fase de expansão.
A iniciativa é considerada referência internacional por combinar proteção humanitária, regularização migratória, documentação, acesso a serviços públicos, integração local e promoção da autonomia.
A delegação contou com a participação do diretor do Departamento de Migrações da Secretaria Nacional de Justiça (Demig), Victor Semple, e da representante da Polícia Federal, a delegada Juliana Teixeira. A equipe se reuniu com o embaixador Sarquis José Buainain Sarquis, representante permanente do Brasil junto à OCDE.
“Os desafios decorrentes dos deslocamentos em larga escala exigem cooperação com diferentes organismos internacionais, e a OCDE reúne grandes países receptores de migrantes e refugiados, como o Brasil”, afirma Victor Semple.

- Foto: Divulgação
Cooperação internacional
A OCDE é um organismo internacional que reúne atualmente 38 países membros, com o objetivo de promover políticas públicas voltadas ao crescimento econômico sustentável, à geração de empregos, à inclusão social e ao aprimoramento da governança pública.
A organização funciona como um importante fórum de cooperação e intercâmbio de experiências, produzindo estudos, indicadores e recomendações em áreas como economia, trabalho, educação, migração, meio ambiente e inovação. O Brasil participa de diversos comitês e iniciativas da OCDE e está em processo de adesão formal à organização.
A participação brasileira reforça o compromisso do MJSP com o fortalecimento da governança migratória, a promoção de vias regulares de migração e a ampliação da cooperação internacional. O intercâmbio de experiências com os países membros da OCDE contribui para o aperfeiçoamento das políticas públicas brasileiras e para o desenvolvimento de sistemas migratórios mais eficientes, inclusivos e resilientes.


