BRASIL
Projeto Jovens Defensores Populares chega ao Distrito Federal
BRASIL
Brasília, 16/06/2025 – Cerca de 120 moradores de Ceilândia, de São Sebastião e de Sobradinho, regiões administrativas do Distrito Federal (DF), com idade de 18 a 29 anos, começaram a ser preparados para atuar na defesa dos direitos e na construção de ações de acesso à justiça em suas comunidades, por meio do projeto Jovens Defensores Populares. O primeiro módulo da formação ocorreu de sexta-feira (13) a domingo (15), no auditório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Brasília (DF).
Durante a mesa de abertura, na sexta-feira, a secretária de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, explicou que a iniciativa vai além de ensinar o que é direito ou acesso à Justiça, mas trata-se de usar esse conhecimento como ferramenta de transformação, com impacto real nas comunidades. Para a secretária, o desafio dos jovens é justamente conectar essa formação às urgências e às necessidades dos lugares em que vivem.
“O lugar que queremos alcançar é aquele onde cada jovem deste projeto seja um agente multiplicador de direitos em seu território. Que essa experiência abra novas oportunidades para cada um escrever sua história de um jeito diferente daquele futuro que esperam que os jovens periféricos tenham”, destacou Sheila.
Para o coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, André Sobrinho, o projeto, além de formar jovens para atuarem em seus territórios, é uma oportunidade de escuta. “Neste percurso formativo, nós vamos divergir, construir consensos e pactuar projetos em conjunto, porque isso é a democracia. Também vamos construir coletivamente com diferentes saberes técnicos, científicos e populares, produzindo conhecimento compartilhado”, concluiu.
A diretora de Ensino e Pesquisa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), Michele dos Ramos, explicou que as políticas públicas precisam “estar profundamente conectadas com o que se passa nos seus territórios, para que sejam, de fato, políticas de cuidado”. A fala reforça a proposta do projeto, que foi estruturado com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Fátima Letícia da Paz, de 22 anos, moradora da Ceilândia, vê o projeto como uma oportunidade de construir e de pensar coletivamente sobre as periferias. Para ela, é o momento de mostrar para a sociedade que os jovens das periferias estão pensando e revolucionando. “A gente é potência, fonte de conhecimento e de atitude”, destacou.
Segundo a futura jovem defensora popular, a importância do projeto está em lançar luz sobre territórios que muitas vezes são esquecidos pelo poder público e pela sociedade. “Quando você pensa em soluções muito amplas, acaba não entendendo as particularidades dos lugares periféricos, e isso leva à negligência”, afirmou.
A inciativa chega como uma oportunidade de mudar realidades. “Quando soube desse projeto, pensei: essa é uma chance real de ocupar espaços, de trazer a juventude para viver e entender como as coisas funcionam”, disse Felipe Gabriel Chaves de Assis, de 19 anos, também morador da Ceilândia e um dos jovens participantes da iniciativa. Ele relatou que o projeto despertou muitas perguntas, mas também ofereceu ferramentas para buscar as respostas. “Onde eu moro, tem espaços, mas não tem ocupação, projetos ou incentivo. Agora, eu vejo que a juventude pode e deve ocupar esses lugares”, concluiu.
Como funciona
A formação dos jovens tem a duração de dez meses, com encontros presenciais e on-line, elaboração de pesquisas de campo, realização de laboratórios de criação, e, por fim, com a atuação dos jovens em seus territórios. O percurso é dividido em seis módulos:
– Aula inaugural sobre trajetória de vida e território
– Como atuar no território?
– Direitos civis e políticos
– Direitos sociais, econômicos e culturais
– Direitos ambientais
– Direitos a partir de lutas por conhecimento
Sobre o projeto
O projeto Jovens Defensores Populares é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), em parceria com a Fiocruz e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
A iniciativa vai formar mil jovens de regiões periféricas, de favelas, de comunidades tradicionais e de baixa renda, moradores da Bahia (BA), do Distrito Federal (DF), do Pará (PA), de Pernambuco (PE), do Rio de Janeiro (RJ) e de São Paulo (SP), para que possam identificar e enfrentar coletivamente as violações de direitos em suas comunidades. Por meio de uma formação teórica e prática, os participantes se tornam agentes de transformação na defesa dos direitos humanos e na promoção do acesso à Justiça.
O projeto integra as iniciativas do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci).
BRASIL
NIB apresenta soluções inovadoras com sustentabilidade ambiental que são exemplo para o planeta, diz ministro
O Brasil participa da Hannover Messe, na Alemanha, maior feira internacional da indústria, se apresentando ao mundo como parceiro estratégico de uma indústria global sustentável. Na abertura do Pavilhão Brasil, nesta segunda-feira (20/04), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que a Nova Indústria Brasil (NIB) quer apresentar ao mundo soluções modernas de avanço tecnológico com reconhecida sustentabilidade ambiental.
“O Brasil oferece ao mundo a oportunidade de uma indústria capaz de promover a descarbonização, a transição energética com soluções ambientalmente sustentáveis”, destacou o ministro diante de autoridades brasileiras e alemãs e empresários de todo o mundo. “O Brasil de hoje, do presidente Lula, é o que garante indicadores sociais e indicadores econômicos capazes de garantir que nós tenhamos no país um processo de inclusão social contínuo e sem rupturas”, completou o ministro.
País parceiro oficial da feira, o Brasil montou uma programação robusta e estratégica, posicionando o país no centro das discussões globais sobre o futuro da indústria. Ao longo dos cinco dias, a programação inclui atividades simultâneas na Arena de Inovação Brasil (Hall 11 – D56) e no Pavilhão Brasil (Hall 12 – E45), incluindo debates sobre tecnologia, inovação industrial, transição energética e automação, além de atividades culturais para mostrar ao mundo o que o Brasil tem de melhor.
Para Márcio Elias Rosa, a feira é uma oportunidade importante para o Brasil apresentar ao mundo o bom trabalho que o setor produtivo nacional vem realizando.
Confira o discurso completo do ministro Márcio Elias Rosa (vídeo)
Protagonista da transição energética
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na abertura do pavilhão, que o Brasil quer assumir protagonismo global na transição energética e se consolidar como parceiro estratégico da Europa em inovação, indústria limpa e desenvolvimento sustentável. Lula destacou que o país está preparado para competir “em qualquer feira do mundo”, com capacidade de aprender, compartilhar tecnologia e oferecer soluções energéticas limpas.
“Nós temos uma boa base intelectual, nós temos uma boa base tecnológica, nós temos empresas extraordinárias como a Petrobras, nós temos empresas como a Embraer, que é a terceira maior produtora de avião do mundo. E nós temos a capacidade de compartilhar com a Alemanha coisas em toda a América do Sul”, prosseguiu.
Lula destacou a força da matriz energética brasileira e afirmou que o país reúne condições únicas para liderar a oferta de combustíveis renováveis. “O Brasil fala que será uma potência mundial na transição energética e que será uma potência mundial na oferta de combustível renovável ao mundo. Nós não estamos falando pouca coisa”, declarou.
Desafios geopolíticos
“O Brasil oferece para o mundo a possibilidade de instalar indústrias de manufatura com a menor emissão de gases de efeito estufa que é possível no planeta”, afirmou o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, em painel do 42º Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA), o principal fórum bilateral do setor produtivo dos países.
O ministro – ao lado da ministra da Economia e Energia da Alemanha, Katherina Reiche – explicou como o governo federal tem respondido aos desafios geopolíticos globais. O governo lançou o programa Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras impactadas pelo tarifaço norte-americano no ano passado e, mais recentemente, pela crise no Golfo Pérsico.
“Se não fizermos desse modo, as empresas seguramente perderão o mercado, com isso perderão competitividade e perderão também os avanços tecnológicos”, explicou o ministro.
Ao mesmo tempo que enfrenta desafios globais, o Brasil apresenta ao mundo caminhos sustentáveis, como na área de transição energética e ecológica. Como exemplo, o ministro destacou que um carro elétrico produzido no Brasil emite 40% menos de gases de efeito estufa e que o Brasil tem muito a contribuir com os países que precisam descarbonizar a produção.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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