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Rede nacional articula forças de segurança para rastrear armas e combater crime organizado
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Brasília, 29/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), iniciou, na terça-feira (28), o 1º Encontro Técnico da Rede Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Armas, Munições, Acessórios e Explosivos (Renarme). O evento, que ocorre até dia 29, reúne representantes das Polícias Civis de todo o País, do Ministério da Defesa, do Comando Logístico do Exército, da Receita Federal e da sociedade civil, representada pelo Instituto Sou da Paz, na capital federal.
A Renarme é uma iniciativa estratégica que articula os ministérios da Justiça, da Defesa e da Fazenda, instituída pela Portaria Interministerial nº 63/2026. O objetivo é fortalecer a interoperabilidade entre as instituições, com compartilhamento de dados e integração de ações de inteligência, para enfraquecer as rotas do tráfico de armamentos no Brasil.
Foco em inteligência e rastreabilidade
O encontro foi estruturado para gerar resultados práticos. A agenda prioriza a escuta dos estados para identificar boas práticas, aprimorar a modernização e a integração de sistemas e consolidar fluxos de registro de apreensões.
“Nosso foco é avançar em propostas objetivas, especialmente na integração das informações de apreensões, condição essencial para qualificar a rastreabilidade e fortalecer o enfrentamento ao crime”, afirmou o diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), José de Anchieta Nery.
Próximos passos
Ao final dos dois dias de discussões técnicas, o grupo deve deliberar sobre encaminhamentos práticos que definirão o cronograma de ações da rede para o próximo semestre. A expectativa é que o alinhamento resulte em uma resposta mais ágil e coordenada no monitoramento de armas e munições no território nacional.
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



