BRASIL
Rede Nacional de Cidades Acolhedoras capacita municípios sobre parcerias com o Governo Federal
BRASIL
Brasília, 28/07/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), promoveu a 2ª Oficina de Capacitação da Rede Nacional de Cidades Acolhedoras (RNCA). Com o tema Instrumentos de Parceria com o Governo Federal e a Plataforma TransfereGov, a atividade ocorreu virtualmente e reuniu mais de 70 participantes de todo o País.
Promovido na quinta-feira (24), o evento teve como foco o fortalecimento da capacidade institucional de municípios que atuam na gestão de políticas públicas para migrantes, refugiados e apátridas. Profissionais das áreas de planejamento, orçamento, assistência social, direitos humanos e relações institucionais também participaram da atividade, que abordou as principais formas de celebração de parcerias com a União, como convênios, termos de fomento e colaboração, acordos de cooperação técnica e outras modalidades operacionalizadas por meio da plataforma.
A capacitação foi conduzida pela coordenadora-geral de Capacitação da Diretoria de Transferências e Parcerias da União do MGI, Lidiana Gonçalves Basílio. Ela apresentou as funcionalidades e os módulos do Transferegov.br, sistema que reúne e viabiliza atualmente 26 modalidades distintas de parceria com a União, além de oferecer tutoriais, painéis gerenciais e cursos para capacitação continuada de gestoras e gestores públicos.
Segundo a coordenadora-geral de Política Migratória do MJSP, Clarissa Carmo, a iniciativa reforça a importância da cooperação entre os entes federativos e o protagonismo dos municípios na construção de políticas públicas inclusivas e intersetoriais.
“A oficina foi um momento ímpar, que reuniu representantes dos municípios da RNCA, de organismos internacionais e de organizações da sociedade civil, além de lideranças migrantes, para discutir um tema de fundamental importância para a cooperação interfederativa e para o fortalecimento do diálogo social”, afirmou Clarissa.
“Conhecer as formas e os instrumentos de celebração de parceria com a União é uma importante via para a construção de políticas públicas intersetoriais e baseadas no protagonismo de seus beneficiários”, completou a coordenadora.
Rede Nacional de Cidades Acolhedoras
A RNCA é um fórum colaborativo coordenado pelo MJSP, que atua na articulação e no fortalecimento das políticas públicas de acolhimento a pessoas migrantes, refugiadas e apátridas, promovendo espaços de formação, cooperação técnica e troca de experiências entre os entes federativos.
Trata-se de iniciativa com foco no apoio e desenvolvimento de capacidades locais de acolhimento e na integração local da população migrante, refugiada e apátrida; na promoção de troca de experiências; na formulação e oferta de subsídios técnicos e políticos para auxiliar na tomada de decisões para implementação de políticas para migrantes, refugiados e apátridas em nível municipal; e na capilarização dos princípios, objetivos e diretrizes da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apatridia.
BRASIL
MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares
Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.
Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.
A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.
O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.
O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).
Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.
A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.
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