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Revista Susp lança edição especial com dossiê sobre ensino na segurança pública

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Brasília, 02/01/2026 — O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou uma edição especial da Revista Susp, publicação científica vinculada à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A nova edição, composta por dois volumes, destaca um dossiê temático sobre o ensino na segurança pública e artigos acadêmicos voltados a desafios estruturantes do setor.

A obra reúne contribuições inéditas de pesquisadores, docentes e profissionais da área. O foco recai sobre metodologias contemporâneas de ensino, práticas pedagógicas inovadoras e experiências institucionais de qualificação das forças de segurança. Os textos abordam a integração entre segurança pública, justiça e direitos humanos nos currículos formativos, além dos desafios impostos por contextos complexos e dinâmicos.

O lançamento marca o vigésimo aniversário da Rede de Ensino a Distância da Senasp (Rede EaD-Senasp). A plataforma, gratuita e de alcance nacional, consolidou-se como uma das principais ferramentas de formação continuada para profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com a marca de 800 mil profissionais capacitados desde sua criação.

A diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, afirma que “a qualificação permanente dos profissionais do Susp é um dos pilares para o fortalecimento das instituições e para a oferta de um serviço público mais eficiente, democrático e alinhado aos direitos fundamentais”.

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Balanço

Além de celebrar as duas décadas da Rede EaD-Senasp, a edição especial apresenta um balanço das especializações desenvolvidas pela Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp). A iniciativa amplia o acesso à pós-graduação para policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, peritos criminais e guardas municipais, fortalecendo a formação acadêmica e técnica desses agentes.

Entre os cursos ofertados, figuram especializações em:

Políticas sobre drogas e segurança pública;

– Gestão e governança da segurança pública;

– Enfrentamento a crimes ambientais e proteção dos povos indígenas;

– Proteção de pessoas vulnerabilizadas.

As formações são conduzidas por universidades públicas de referência e coordenadas por docentes com reconhecida atuação acadêmica e institucional.

Um dos destaques é o artigo inédito do secretário nacional de Segurança Pública, Mario Luiz Sarrubbo. O texto aborda o enfrentamento ao crime organizado por meio da análise de suas características, de sua conceituação e de sua relação com o sistema jurídico-penal brasileiro.

Outros artigos discutem temas como violência urbana, violência contra mulheres e crianças e a atuação da segurança pública junto a povos indígenas, temas fundamentais para o aprimoramento das políticas públicas do setor.

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A edição especial da Revista Susp está disponível para acesso gratuito no portal da publicação. O periódico recebe artigos em fluxo contínuo e mantém aberta, até 14 de março, a chamada para o próximo dossiê temático, que abordará o tema Uso da força em perspectiva: ciência, gestão pública e prática profissional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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