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Rondônia registra queda na taxa de analfabetismo
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O Brasil alcançou a menor taxa de analfabetismo da série histórica, de acordo com os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C). Em 2025, o índice caiu para 4,9% entre a população de 15 anos ou mais, faixa etária incluída nas políticas de educação de jovens e adultos (EJA) nos estados da federação. Os dados da Pnad-C também apontam que a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais em Rondônia saiu de 5,2% em 2024, para 5,1% em 2025.
A superação do analfabetismo tem sido trabalhada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio de uma série de ações vinculadas ao Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA), um conjunto de ações colaborativas, implementadas com a participação dos entes federativos, como o Cadastro da Educação de Jovens e Adultos (CadEJA) – plataforma virtual criada para facilitar o acesso de pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir a educação básica na idade regular.
Instituído pela Portaria nº 275/2026, o CadEJA possibilita a manifestação por parte de quem deseja retomar os estudos, além de oferecer orientação sobre como encontrar uma oportunidade de matrícula.
A iniciativa também organiza a atuação das redes de ensino por meio de quatro perfis de acesso: usuários, operadores, agentes de cadastro e gestores.
Usuário – Pessoas com 15 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Fundamental, ou com 18 anos ou mais que desejam retomar o Ensino Médio.
Na plataforma, basta clicar em “Quero voltar a estudar”, preencher os dados solicitados e aguardar o contato de um operador.
Operador – É responsável por acompanhar os cadastros realizados, entrar em contato com os usuários e auxiliá-los no encaminhamento de oportunidades de matrícula.
Para atuar como operador, é necessário acessar o CadEJA utilizando os dados cadastrados na conta Gov.br. No sistema, o operador terá acesso às demandas por região e poderá auxiliar os cidadãos no processo de retorno aos estudos.
Agente de Cadastro – É o responsável por apoiar pessoas que enfrentam dificuldades para acessar a plataforma e registrar sua demanda de vagas na educação de jovens e adultos. Esse agente deve ser servidor público. Para atuar, é necessário realizar um cadastro individual e assinar um Termo de Responsabilidade.
Gestor CadEJA – É o servidor público indicado pelo governo estadual, municipal, distrital ou por uma instituição federal de ensino para gerenciar as demandas de EJA registradas na plataforma. Por meio do gestor, o CadEJA organiza as demandas e facilita o encaminhamento dos interessados às instituições que ofertam a modalidade.
Confira os números de escolas e matrículas da EJA por unidade da federação (UF) em 2025:
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Escolas da rede pública e privada com matrículas na EJA, por UF (2025) |
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UF |
Escolas de EJA |
Matrículas na EJA |
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Total de escolas públicas e privadas |
Rede pública |
Total de matrículas na rede pública e privada |
Rede pública |
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Total |
29.696 |
28.204 |
2.252.069 |
2.084.947 |
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Norte |
4.487 |
4.337 |
255.014 |
233.101 |
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Rondônia |
91 |
80 |
13.038 |
12.647 |
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|
Acre |
341 |
334 |
21.041 |
20.535 |
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|
Amazonas |
1.330 |
1.315 |
56.831 |
54.986 |
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|
Roraima |
88 |
83 |
6.367 |
5.575 |
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|
Pará |
2.219 |
2.153 |
131.380 |
119.486 |
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|
Amapá |
173 |
161 |
15.924 |
11.756 |
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|
Tocantins |
245 |
211 |
10.433 |
8.116 |
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|
Nordeste |
16.901 |
16.753 |
1.205.167 |
1.185.878 |
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|
Maranhão |
3.104 |
3.070 |
134.643 |
131.896 |
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|
Piauí |
1.306 |
1.293 |
98.975 |
98.525 |
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|
Ceará |
1.633 |
1.603 |
148.616 |
144.271 |
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|
Rio Grande do Norte |
652 |
644 |
46.335 |
45.221 |
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|
Paraíba |
1.402 |
1.384 |
89.977 |
87.886 |
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|
Pernambuco |
1.608 |
1.591 |
116.631 |
114.429 |
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|
Alagoas |
1.082 |
1.078 |
108.630 |
107.965 |
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|
Sergipe |
481 |
477 |
33.472 |
33.382 |
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|
Bahia |
5.633 |
5.613 |
427.888 |
422.303 |
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|
Sudeste |
5.027 |
4.671 |
493.690 |
459.438 |
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|
Minas Gerais |
1.937 |
1.730 |
125.517 |
118.527 |
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|
Espírito Santo |
317 |
308 |
31.486 |
30.145 |
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|
Rio de Janeiro |
1.145 |
1.070 |
150.054 |
144.197 |
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|
São Paulo |
1.628 |
1.563 |
186.633 |
166.569 |
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|
Sul |
2.287 |
1.641 |
192.944 |
118.872 |
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|
Paraná |
974 |
565 |
75.543 |
42.770 |
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|
Santa Catarina |
474 |
393 |
46.933 |
29.442 |
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|
Rio Grande do Sul |
839 |
683 |
70.468 |
46.660 |
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|
Centro-Oeste |
994 |
802 |
105.254 |
87.658 |
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|
Mato Grosso do Sul |
177 |
122 |
16.098 |
12.573 |
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|
Mato Grosso |
281 |
209 |
19.978 |
12.645 |
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|
Goiás |
413 |
359 |
46.571 |
41.322 |
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Distrito Federal |
123 |
112 |
22.607 |
21.118 |
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Fonte: Censo Escolar da Educação Básica. IBGE/MEC, 2025. |
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Entre as estratégias desenvolvidas pelo MEC no âmbito do Pacto EJA consta também o Programa Nacional de Formação para a Docência na Educação de Jovens e Adultos (ProfEJA) que contribui para fortalecer a política nacional e aproximar a demanda da oferta educacional existente nas redes de ensino.
Com o ProfEJA, o MEC cumpre o papel de contribuir para a formação continuada dos profissionais da educação que atuam na EJA e dos educadores populares vinculados ao Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e outras iniciativas voltadas à alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais, conforme a Portaria nº 38/2026.
Pacto EJA – O Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA é uma política pública que tem como objetivos superar o analfabetismo e elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e ampliar a oferta da EJA integrada à educação profissional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
EPT: 117 anos transformando futuros
Há 117 anos, a Educação Profissional e Tecnológica (EPT) faz parte da história do Brasil. Criada a partir das 19 escolas de aprendizes e artífices, instituídas em 23 de setembro de 1909, durante o governo do presidente Nilo Peçanha, a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica acompanhou as transformações do país e ampliou sua atuação para diferentes territórios, públicos e áreas de conhecimento.
A data, que marca o início dessa trajetória, também é celebrada como o Dia Nacional da Educação Profissional e Tecnológica. Mais do que lembrar a criação das primeiras escolas, 23 de setembro representa a evolução de uma política educacional que hoje articula formação profissional, ciência, tecnologia, pesquisa, extensão e inovação.
A EPT está presente tanto na educação básica quanto na superior. Ao total, são 3,1 milhões de matrículas na educação profissional técnica de nível médio, segundo o Censo Escolar da Educação Básica, e cerca de 2 milhões de estudantes em cursos tecnológicos de graduação, conforme o Censo da Educação Superior. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior. A expansão e a qualidade na oferta da EPT contemplam os objetivos 12 e 13 do novo Plano Nacional de Educação (PNE).
Para o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Marcelo Bregagnoli, uma das características da modalidade é justamente sua capacidade de aproximar a formação às necessidades de cada território.
“A educação profissional e tecnológica tem esta característica: olhar para os arranjos produtivos e sociais locais e para as demandas que existem no território. Com isso, ela contribui para o desenvolvimento, para a geração de emprego e renda e para a melhoria da qualidade de vida”.
Institutos Federais – Essa trajetória ganhou um novo marco em 2008, por meio da Lei nº 11.892, que instituiu a Rede Federal e criou os institutos federais. Assim, a formação passou a ser desenvolvida de forma integral, articulando ensino, pesquisa, extensão e inovação, além de levar cursos gratuitos para estudantes de todos estados do país. Destaca-se ainda que o carro-chefe dos institutos federais são os cursos técnicos integrados ao ensino médio.
Atualmente, a Rede Federal conta com 755 unidades, entre campi e polos de inovação. Em cada território, os cursos assumem características próprias, sintonizados com os arranjos sociais e econômicos de cada região.
Inserção na comunidade – Um exemplo pode ser encontrado no Instituto Federal de Brasília (IFB), no Campus Estrutural. Ali, estudantes do curso técnico integrado em meio ambiente participam de pesquisas, ações de extensão e projetos que relacionam o conhecimento aprendido em sala de aula aos desafios da comunidade.
A estudante Francielly Pereira, de 17 anos, descobriu essa dimensão da formação ao participar de um projeto de pesquisa sobre resíduos sólidos. A experiência levou à criação do Zerocast, iniciativa de comunicação voltada à divulgação de conteúdos sobre sustentabilidade e gestão de resíduos.
“Eu percebi que aquilo que a gente aprende pode realmente fazer uma diferença, pode contribuir para um mundo melhor”, conta Francielly, que cursa o técnico integrado em Meio Ambiente.
A experiência representa uma das possibilidades oferecidas pela EPT: aprender uma profissão sem deixar de desenvolver pesquisa, pensamento crítico e participação social.
Para a professora Adrielen Moraes, do Campus Estrutural (IFB), a integração entre formação e realidade é fundamental para esse processo. Segundo ela, os projetos permitem que os estudantes deixem de ser apenas receptores do conhecimento e passem a atuar na identificação de problemas e na construção de soluções.
“Eles chegam aqui muitas vezes inseguros e saem com um diploma, envolvidos com ciência, pesquisa, esporte, música, cultura. Saem prontos para serem protagonistas”, afirma.
Uma rede que se transforma com o país – Ao longo de mais de um século, a Rede Federal passou por diferentes momentos e se adaptou às necessidades de uma sociedade em transformação. Hoje, o desafio continua sendo fazer com que a educação acompanhe as mudanças do mundo do trabalho, incorpore novas tecnologias e, ao mesmo tempo, permaneça conectada às pessoas e aos territórios.
Dos primeiros 19 estabelecimentos criados em 1909 até as quase 800 unidades atuais, são 117 anos de uma história construída por estudantes, professores, técnicos, pesquisadores e comunidades de todas as regiões do Brasil. Uma história que continua em movimento e que, a cada nova geração formada, transforma conhecimento em possibilidades de futuro.
Ingresso – O acesso à educação profissional e tecnológica pode ocorrer por meio de diferentes formas de seleção, de acordo com a instituição, o curso e o nível de ensino. A oferta é realizada pelas redes federal, estaduais, distrital e municipais, pelos sistemas nacionais de aprendizagem e por instituições privadas de educação superior.
Na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, que reúne institutos federais, Cefets, escolas técnicas vinculadas a universidades federais, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná e o Colégio Pedro II, o acesso ocorre conforme os critérios definidos por cada instituição e divulgados em edital. São ofertados cursos de qualificação profissional, técnicos de nível médio e de graduação, com possibilidades de ingresso por processos seletivos próprios e, no caso da educação superior, também pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), conforme as regras estabelecidas para cada instituição e curso.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec
Fonte: Ministério da Educação



