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Saeb traz panorama em matemática e língua portuguesa
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Celebrados nesta semana, o Dia Mundial da Língua Portuguesa (5 de maio) e o Dia Nacional da Matemática (6 de maio) colocam em evidência duas disciplinas fundamentais para a trajetória educacional. Nesse contexto, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) torna-se elementar ao trazer dados sobre o desempenho dos estudantes brasileiros nessas matérias. O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), aplicou, em 2023, a edição mais recente da avaliação.
No 5º ano do ensino fundamental, a proficiência em língua portuguesa concentrou-se nos níveis 4 e 5 da escala do Saeb — com 17,3% e 16,7% dos alunos, respectivamente (mesmo padrão de distribuição observado em 2021 e 2019). Cabe pontuar que o percentual de alunos nesses níveis (que tinha diminuído de 2019 para 2021) subiu em 2023, se comparado a 2021.
Em 2023, a concentração de estudantes nos quatro primeiros níveis da escala (abaixo de 1; 1; 2 e 3) foi de 39,9%. Em 2021, esses níveis concentravam 43,8% dos alunos. Nota-se, portanto, uma diminuição nos níveis inferiores de proficiência. Ao voltar o olhar para os quatro últimos níveis da escala (6; 7; 8 e 9) — que representam as maiores proficiências —, observa-se que 26,1% dos estudantes estão neles. Verifica-se, assim, um aumento em relação a 2021, cujo percentual, nesses níveis, foi de 22,8%.
Na área de matemática, os alunos do 5º ano do fundamental também se concentram nos níveis 4 e 5 — com 17,2% e 16,3% deles, respectivamente (mesmo padrão de distribuição observado em 2019). Em 2021, os níveis com o maior porcentual de estudantes foram o 3 e o 4, com 17,5% e 18,8% dos estudantes, respectivamente.
O agrupamento de estudantes nos quatro primeiros níveis da escala (abaixo de 1; 1; 2 e 3), em 2023, foi de 34%. Em 2021, tais níveis concentravam 38,8% dos alunos, o que significa uma diminuição nos níveis inferiores de proficiência, em comparação à 2021. Observa-se, ainda, que 32,5% dos estudantes estão nos cinco últimos níveis da escala (6; 7; 8; 9 e 10), como representam as maiores proficiências na disciplina. Esse cenário revela um aumento de 7,8% em relação a 2021 (25,7%).
No 9º ano do ensino fundamental, a proficiência em língua portuguesa teve uma maior concentração nos níveis 3 e 4 da escala do Saeb — com 17% e 17,3% dos alunos, respectivamente (mesmo padrão de distribuição observado em 2021 e 2019). O percentual de alunos no nível 3, porém, foi maior em 2019 e 2021. No nível 4, não houve diferenças significativas entre as três últimas edições da avaliação (2019, 2021 e 2023).
Também no ano de 2023, 59% dos alunos tiveram desempenho para os quatro primeiros níveis da escala (abaixo de 1; 1; 2 e 3). Na edição anterior (2021), 60,5% concentravam-se nesses mesmos níveis, o que mostra uma diminuição desse percentual em relação a 2021. Os três últimos níveis da escala (6, 7, 8) tiveram a concentração de 9,8% dos estudantes, em 2023 — um aumento em relação a 2021, cujo percentual nesses níveis foi de 9,1%.
Na área de matemática, os alunos do 9º ano concentram-se nos níveis 2 e 3 — com 16,8% e 17,1% deles, respectivamente. Em 2021 e 2019, os níveis 3 e 4 obtiveram a maior concentração em percentual de estudantes.
Em 2023, a concentração de estudantes nos quatro primeiros níveis da escala (abaixo de 1; 1; 2 e 3) foi de 62,8%. Em 2021, esses mesmos níveis concentram um percentual aproximado de alunos: 62,6%. Observa-se, ainda, que 10,6% dos estudantes estão nos quatro últimos níveis da escala (6, 7, 8 e 9) — um aumento em relação a 2021, cujo percentual, nesses níveis, era de 8,1%.
Ensino médio – Na 3ª série do ensino médio regular, a proficiência em língua portuguesa concentrou-se no nível abaixo de 1 e no nível 3 — com 19,3% e 17,8% dos alunos, respectivamente (mesmo padrão de distribuição observado em 2021 e 2019).
A quantidade de estudantes nos quatro primeiros níveis da escala (abaixo de 1; 1; 2 e 3), em 2023, foi de 64,9%. Em 2021, esses mesmos níveis concentravam 66,1% dos alunos. Assim, observa-se uma diminuição do percentual de alunos em tais níveis. Nos três últimos níveis da escala (6; 7 e 8), estão 7,2% dos estudantes. Verifica-se, então, um aumento em relação a 2021, cujo percentual nesses níveis foi de 6,7%.
Na área de matemática, o percentual de alunos foi maior no nível abaixo de 1 e no nível 2 — 19% e 19,4%, respectivamente. Esse padrão de distribuição foi similar, em 2021, ao nível 3, tendo apenas 0,1% a menos que o nível 2. Em 2019, os níveis abaixo de 1 e o nível 3 concentraram os maiores percentuais de alunos.
Em 2023, a concentração de estudantes nos quatro primeiros níveis da escala (abaixo de 1; 1; 2 e 3) foi de 73,2%. Em 2021, esses mesmos níveis concentravam 71,6% dos alunos. Observa-se, ainda, que 7,8% dos estudantes estão nos cinco últimos níveis da escala (6, 7, 8, 9 e 10). Tal cenário representa um aumento de 0,2% em relação a 2021 (7,6).
Padrões de desempenho – Em 2024, o Inep realizou uma série de oficinas com docentes da educação básica e consultores internacionais especialistas no Método Angoff Modificado, a fim de definir os padrões de desempenho do Saeb. O trabalho será publicado antes da próxima aplicação, e os níveis estabelecidos contribuirão para a compreensão da proficiência dos alunos e para uma visão mais completa do aprendizado.
Saeb – Realizado desde 1990, o Sistema de Avaliação da Educação Básica é uma avaliação em larga escala que oferece subsídios para a elaboração, o monitoramento e o aprimoramento de políticas educacionais. Permite que os diversos níveis governamentais avaliem a qualidade da educação praticada no país, a partir de evidências.
Entre outros aspectos, também possibilita a compreensão sobre as condições de acesso e permanência na escola, além de avaliar o quão eficiente é o ensino. Por meio de testes e questionários, a avaliação reflete os níveis de aprendizagem demonstrados pelo conjunto de estudantes no contexto escolar.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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MEC participa da 16ª Festa Literária das Periferias no Rio
Ana Maria Gonçalves, Conceição Evaristo, Cidinha da Silva, Eliana Alves Cruz, Elisa Lucinda, Nei Lopes e Estêvão Ribeiro estão entre os autores que participam da 16ª edição da Festa Literária das Periferias (Flup), realizada de 23 a 27 de setembro no Rio de Janeiro. O evento ocorre no Teatro Municipal Carlos Gomes, na Sala Guarani e na Praça Tiradentes, com programação que reúne autores, pensadores, estudantes e professores e aborda temas relacionados à literatura negra, periférica e às matrizes ancestrais.
Com o tema “As Filhas das Filhas das Filhas”, a edição homenageia a escritora Ana Maria Gonçalves, primeira mulher negra eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL). A programação conta também com a participação da pensadora norte-americana Kimberlé Crenshaw, além de intelectuais como Djamila Ribeiro, Cida Bento, Carla Akotirene, Jeferson Tenório, Sidnei Nogueira e Bianca Santana. A Flup inclui ainda atividades voltadas à produção audiovisual, entre elas trabalhos desenvolvidos pelo Laboratório de Narrativas Negras e Indígenas.
O Ministério da Educação (MEC) participa da Flup por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). Durante a programação, serão disponibilizados dois totens interativos para acesso ao MEC Livros, biblioteca digital de acesso público e gratuito. A programação completa da 16ª Flup pode ser consultada no site oficial do evento.
A secretária da Secadi, Zara Figueiredo, pontuou que a literatura constitui um direito humano fundamental por sua capacidade de proporcionar o exercício da alteridade e a compreensão de dilemas existenciais. Também ressaltou que a literatura produzida por autores negros e periféricos expressa a diversidade cultural do país e aborda temáticas centrais da sociedade brasileira. Ela destacou ainda a relevância da presença do ministério no festival e enfatizou que a disponibilidade dessas obras na plataforma MEC Livros fortalece a representatividade, a autoestima e a aprendizagem dos estudantes na rede pública.
Literatura negra e acervo digital – A programação do festival também se relaciona ao acervo do MEC Livros, biblioteca digital e gratuita que reúne obras de diversos autores presentes na 16ª Flup. Entre os títulos disponíveis está o romance histórico Um Defeito de Cor, de Ana Maria Gonçalves, que inspira o tema desta edição do festival. Também integra a plataforma o título Canção para Ninar Menino Grande, de Conceição Evaristo, atualmente o quinto livro mais emprestado do acervo, além de outras obras da autora, como Becos da Memória, Ponciá Vicêncio, Literatura Negra: uma poética de nossa afro-brasilidade e Olhos d’água.
O catálogo contempla também títulos como Um Exu em Nova York, Sobre-viventes! e Exuzilhar, de Cidinha da Silva; Nada Digo de Ti, que em Ti Não Veja, de Eliana Alves Cruz; Afro-Brasil Reluzentes, de Nei Lopes; e produções voltadas à infância e juventude, como Rê Tinta e a Revolução Escolar, de Elisa Lucinda, e Rê Tinta e o Pé de Jamelão, de Estêvão Ribeiro.
O MEC Livros reúne autores de diferentes gerações, com obras de escritores como Maria Firmina dos Reis, Machado de Assis, Lima Barreto e Carolina Maria de Jesus, além de autores contemporâneos brasileiros e estrangeiros, entre eles Itamar Vieira Junior, Lilia Guerra, Eliane Marques, Tom Farias, Paulina Chiziane, Buchi Emecheta, Oyinkan Braithwaite, Akwaeke Emezi e Randall Kenan.
Sobre a plataforma – O MEC Livros é uma biblioteca digital de acesso público e gratuito, com mais de 25 mil títulos em formato digital, entre obras licenciadas e em domínio público. A plataforma integra ações relacionadas à ampliação do acesso à leitura e ao Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, a Academia Brasileira de Letras, o Instituto Mojo de Comunicação Intercultural e a Companhia Editora de Pernambuco.
O acesso pode ser feito via navegador ou aplicativo para dispositivos móveis, mediante login com a conta Gov.br. A plataforma permite o empréstimo gratuito de obras licenciadas, além da leitura ilimitada de títulos em domínio público. Para consultar o acervo e obter mais informações, acesse o portal do MEC Livros.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi e da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação



