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Seminário discute recursos para educação no Brasil e no mundo
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O Seminário Internacional sobre Financiamento da Educação começou na quarta-feira, 25 de março, em Brasília (DF), e ocorre até esta quinta (26). Realizado pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o evento reúne especialistas nacionais e internacionais, gestores públicos, representantes da sociedade civil e instituições educacionais para debater estratégias, desafios e oportunidades no financiamento da educação.
O seminário busca fortalecer o debate sobre governança, equidade e sustentabilidade dos recursos destinados à educação. A iniciativa dialoga com compromissos assumidos pelo Brasil como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS-4), que prevê a garantia de uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade.
Na abertura, o diretor de Programas da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC, Armando Simões, afirmou que o Brasil teve grandes projetos na área de financiamento durante a sua história. “A primeira iniciativa, lá do Manifesto dos Pioneiros, era a criação de vinculações de fontes estáveis ao longo do tempo, para que a educação pudesse ter um financiamento sustentável. Nós conseguimos lograr isso em diferentes momentos, mas, finalmente, ficou sacramentado no artigo 212 da Constituição de 1988”, relembrou.
Ele explicou que a segunda grande iniciativa do país foi a de criação de um fundo suficiente para atração à carreira do magistério, que mais tarde se configuraria como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). “Mas nós estamos tendo uma crise em relação a isso. O desafio é encontrar mecanismos e formas, e nesse seminário teremos mesas para discutir mecanismos inovadores em relação ao financiamento, para que a gente consiga ampliar fontes de recursos e atingir as metas estabelecidas no novo Plano Nacional de Educação”, observou.
O encontro acontece em um contexto de avanços importantes na área, como a aprovação do Sistema Nacional de Educação (SNE) e a ampliação da complementação da União ao Fundeb. Ao mesmo tempo, a iniciativa busca enfrentar desafios persistentes, como a necessidade de ampliar o investimento público, reduzir desigualdades entre redes de ensino e garantir maior eficiência e transparência na aplicação dos recursos.
A expectativa é que o seminário contribua para o aprimoramento das políticas públicas, promovendo o intercâmbio de experiências e a construção de alternativas inovadoras que assegurem maior equidade e sustentabilidade no financiamento da educação no país.
Programação – A programação está organizada em dois dias de atividades, com a mesa de abertura e painéis temáticos que abordam diferentes dimensões do financiamento educacional. Nesta quarta-feira, a abertura contou com a presença de autoridades do governo federal, estaduais e municipais. Foram discutidos temas como tendências globais de financiamento da educação, o papel do Plano Nacional de Educação (PNE), os impactos do Fundeb e os desafios de implementação do Custo Aluno Qualidade (CAQ).
Na quinta-feira, 26 de março, os debates se concentrarão na governança e no regime de colaboração entre os entes federativos, além de mecanismos de transparência e controle social dos recursos educacionais. A programação também inclui painéis voltados à inovação, com a apresentação de experiências internacionais e estratégias alternativas de financiamento, incluindo novas fontes de recursos e modelos de investimento em infraestrutura educacional.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase)
Fonte: Ministério da Educação
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Luiz Marinho defende em SP redução de jornada para 40 horas semanais com dois dias de folga remunerados
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), em São Paulo, a aprovação da proposta que estabelece a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que debate, nos estados, a PEC 221/2019, voltada ao fim da escala 6×1 no Brasil. “É isso que a PEC precisa definir, o restante deve ser definido por negociação coletiva, na convenção coletiva de cada categoria. Essa discussão da regulamentação deve ser construída entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, defendeu Marinho.
Segundo o ministro, a mudança para a escala 5×2 vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho. “Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais. A maioria dos países já não utilizam mais a jornada de 44 horas”, afirmou.
Sobre a compensação pedida por algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada, o ministro ressaltou que isso não vai ocorrer. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho, pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. Ao reduzir a jornada, se elimina o absenteísmo, evita acidentes e doenças”.
As audiências nos estados da Comissão Especial que discute a PEC 221/2019 continuam por todo o mês de maio, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.
Ao fim da audiência, o ministro prestigiou o encontro nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que acontece em São Paulo até o dia 16 de maio e reúne sindicalistas de todo o país para debater temas como negociação coletiva, os desafios dos sindicatos, o uso da inteligência artificial e a LGPD no movimento sindical, além da aplicação da norma da NR-1.
Aos participantes, Luiz Marinho destacou a importância da pressão da classe trabalhadora para que medidas como a redução de jornada, fim da escala 6×1 e regulamentação de trabalhadores por aplicativos sejam aprovadas no Congresso Nacional.
“A classe trabalhadora passou por uma reforma trabalhista traumatizante nos governos anteriores e para aprovar mudanças que beneficiem a categoria agora, tem de pressionar o Parlamento, senão elas não saem. Foi assim para a inserção de quem ganha até R$ 5 mil reais por mês no imposto de renda, ganho real no salário mínimo e várias outras conquistas. Hà um clamor do povo trabalhador brasileiro, em especial das mulheres e da juventude, que quer ter mais tempo para a família, cuidar dos filhos. Muitas empresas estão com dificuldade de preencher as vagas quando se fala que a escala é 6×1″, defendeu. “Algumas empresas resolveram antecipar a redução, implantando a escala 5×2, e o resultado é que eles zeraram as faltas, melhoraram a produtividade, o qualidade do seu serviço. O Brasil pode e deve sim cuidar melhor da saúde mental e física dos seus trabalhadores”, complementou.
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