CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Senad lança plataforma que amplia notificações no Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas

Publicados

BRASIL

Brasília, 26/02/2026 – A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) lançou, na terça-feira (24), a nova plataforma de notificações do Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR). O anúncio ocorreu durante evento no Palácio da Justiça, em Brasília, que marcou o primeiro ano do sistema como política permanente.

Instituído pela Portaria nº 880, de 21 de fevereiro de 2025, o SAR é responsável por monitorar a emergência e a circulação de novas substâncias psicoativas, além de adulterações e mudanças na apresentação de drogas que possam representar riscos à população.

A nova plataforma foi desenvolvida para ampliar a capilaridade da rede e tornar mais ágil, padronizado e seguro o envio de informações sobre novas substâncias psicoativas, adulterações e outras situações de risco. Antes, as notificações eram feitas somente por e-mail, com as demandas administradas pela Diretoria de Pesquisa, Avaliação e Gestão de Informações (DPAG) da Senad.

Agora, o acesso será por meio da conta GOV.BR. No momento do cadastro, é necessário que a pessoa que irá enviar a notificação selecione a categoria institucional à qual está vinculada, conforme os perfis institucionais habilitados. A medida garante maior organização, rastreabilidade e qualificação dos dados recebidos.

Leia Também:  MDIC destaca NIB, descarbonização e minerais críticos na Hannover Messe

“A plataforma de notificações do SAR vem exatamente para organizar e constituir um banco de dados bem estruturado, que vai permitir uma análise temporal dos eventos e mais celeridade no envio, no processamento e na geração de alertas rápidos”, destaca a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado.

Os perfis institucionais que podem contribuir com notificações estão estruturados em seis categorias:

1. Laboratórios de química forense;
2. Laboratórios de toxicologia forense;
3. Centros de intoxicação, hospitais e serviços de emergência;
4. Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS);
5. Outros órgãos e entidades da Administração Pública; e
6. Universidades e institutos nacionais de ciência e tecnologia.

A secretária Marta Machado reforça ainda que a plataforma é o principal instrumento operacional do Sistema e fortalece a atuação integrada entre as áreas de saúde, segurança pública, perícia, vigilância sanitária, academia, sociedade civil e demais instituições estratégicas envolvidas.

Um ano de atuação

No primeiro ano de funcionamento permanente, o SAR recebeu sete notificações e emitiu seis alertas rápidos à rede. Entre os casos monitorados, estiveram triptaminas sintéticas, nitazenos, canabinoides sintéticos, benzodiazepínicos e episódios de intoxicação por metanol decorrentes de adulteração de bebidas alcoólicas.

Leia Também:  MTE atualiza Instrução Normativa e moderniza fiscalização do FGTS

As notificações resultaram em desdobramentos, como a inclusão de substâncias nos controles nacionais pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a criação de uma sala de situação do governo brasileiro para acompanhamento de casos de intoxicação por metanol.

Com a nova plataforma, a expectativa é ampliar o volume de notificações, reduzir as subnotificações — especialmente na área da saúde — e fortalecer a integração entre segurança pública, vigilância sanitária, pesquisa científica e serviços assistenciais.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

BRASIL

Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

Publicados

em

Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

Leia Também:  Alckmin celebra reconhecimento mútuo para transferência de dados entre Brasil e União Europeia: "Investimentos recíprocos"

​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

Leia Também:  Descontos exclusivos e oportunidade para garantir a sua próxima viagem pelo Brasil, saiba o que esperar do Feirão Nacional em 2025

​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA