BRASIL
Senasp e PC-AM promovem encontro nacional para integrar ações contra o narcotráfico
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Manaus, 17/3/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), promove, nos dias 16 e 17 de março, o Encontro Técnico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). O evento ocorre em parceria com a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).
A iniciativa busca fortalecer a integração das unidades especializadas das Polícias Civis, ampliar o compartilhamento de informações técnicas e investigativas e impulsionar operações integradas de combate ao narcotráfico em todo o território nacional.
O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado, Getúlio Monteiro, afirmou que o Amazonas é referência no combate ao narcotráfico, lembrando que a Polícia Civil deve ser vista como uma instituição nacional, presente em todos os estados, com o objetivo de ampliar a capacidade de enfrentamento ao crime por meio da integração entre os órgãos.
“O Renarc já é um dos nossos projetos mais exitosos em Manaus (AM) e terá a ampliação de cursos de investigação financeira e análise patrimonial, com investimentos do Governo Federal que serão bem aproveitados no Amazonas. A integração com a Receita Federal e o compartilhamento de informações, mesmo diante de adversidades, são cruciais para o sucesso das operações”, declarou.
De acordo com o delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, a parceria demonstra a representatividade da Polícia Civil na construção de um estado mais seguro e se consolida como referência para outras regiões.
“A dimensão continental do Amazonas impõe dificuldades logísticas que afetam o trabalho policial. Essa é a diferença do Denarc, que vai muito além das grandes apreensões de entorpecentes, com novas metodologias, investigações qualificadas e capacitação contínua para identificar o mentor intelectual responsável pelo transporte dessas drogas, asfixiando o sistema financeiro do crime organizado”, afirmou Fraga.
O delegado Rodrigo Torres, diretor do Denarc, agradeceu a presença dos investigadores e da equipe, que, segundo ele, buscam constantemente o aperfeiçoamento do trabalho, o que contribui para os resultados. “A troca de experiências com profissionais de outros estados sobre metodologias de investigação representa mais do que reconhecimento. Esse diálogo fortalece as investigações e nos coloca em posição de destaque em todo o Brasil”, completou Torres.
O auditor-fiscal da Receita Federal Maurício Santos explicou que já houve reuniões anteriores e que a instituição tem interesse em ampliar ainda mais o trabalho conjunto com os estados. “Com a grande quantidade de informações e inteligência disponíveis, é possível avançar ainda mais nas operações”, relatou.
Programação
A abertura do encontro ocorreu na sede da Delegacia-Geral (DG), no bairro Dom Pedro, zona centro-oeste de Manaus, e contou com a presença de chefes de investigação dos estados do Acre (AC), Amazonas (AM), Amapá (AP), Ceará (CE), Rio Grande do Norte (RN), Rondônia (RO) e São Paulo (SP). O momento marcou o início das atividades formativas.
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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