BRASIL
Silveira participa da inauguração de Cozinha Comunitária Sustentável em Belém
BRASIL
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou nesta quarta-feira (12/11), ao lado da primeira-dama Janja, da inauguração do projeto-piloto Cozinhas Comunitárias Sustentáveis, na cozinha Mãos de Mulheres, de Ananindeua (PA), em meio à COP 30. O local teve instalações e reformas realizadas para promover o cozimento limpo e fortalecer as ações contra à fome e a pobreza energética.
Silveira destacou que as cozinhas solidárias são um exemplo concreto da política de cozimento limpo.
“Este é um projeto que nasceu da solidariedade do povo em meio à pandemia com o objetivo de garantir alimentação a quem mais precisava. Agora, com a parceria do nosso Governo, liderado pelo presidente Lula, estamos conseguindo garantir a infraestrutura para que possam seguir com essa grande missão. E o uso de biodigestores, além de ser uma tecnologia limpa, trará muito mais autonomia para estes projetos, garantindo o fornecimento de biogás necessário para a preparação dos alimentos. É um projeto que une o combate à fome e a pobreza energética”, afirmou Alexandre Silveira.
O projeto surge no contexto do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas do G20 e em sinergia com a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, que visa reduzir desigualdades e contribuir com parcerias globais para o desenvolvimento sustentável, defendendo caminhos de transição sustentáveis justos e inclusivos.
Foram instalados biodigestores, sistema fotovoltaico, sistema agroecológico da Embrapa e novos equipamentos de cozinha. A cozinha solidária recebeu também a doação de um carro elétrico. Durante todo o processo, representantes do MME acompanharam de perto a reforma da cozinha. O projeto das cozinhas solidárias faz parte do Decreto n° 11.937, de 5 de março de 2024.

Foto: Ricardo Botelho/MME
Combustível do Futuro
A instalação de biodigestores na cozinha solidária integra as ações do MME no âmbito da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que instituiu mandatos para o biogás e para o biometano, ampliando o uso de fontes limpas no país.
Os biodigestores permitem dar uso aos resíduos orgânicos gerados pelas cozinhas, produzir biogás para cozimento de alimentos e insumos para adubar quintais produtivos.
O projeto
O projeto Cozinhas Comunitárias Sustentáveis busca unir segurança alimentar e geração de energia limpa. Além dos biodigestores, cada cozinha piloto contará com placas fotovoltaicas para geração de energia solar e hortas comunitárias que aproveitam o biofertilizante gerado pelos equipamentos.
A iniciativa prevê a instalação de sete cozinhas-piloto em diferentes regiões do país, equipadas com biodigestores, uma iniciativa da Abiogás, com o apoio do MME. O equipamento foi desenvolvido pelo Centro Sustentável de Tratamento de Resíduos (CSTR). O projeto também conta com o apoio da Secretaria-Geral, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Itaipu Binacional e Cáritas Brasileira.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
MJSP cria grupo de trabalho para regulamentar banco nacional de dados sobre facções criminosas, milícias e grupos paramilitares
Brasília, 5/6/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou a construção da regulamentação do Banco Nacional de Dados de Organizações Criminosas Ultraviolentas, Grupos Paramilitares ou Milícias Privadas. Para isso, foi instituído um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), responsável por elaborar a proposta normativa que definirá as regras de funcionamento, governança, compartilhamento de informações, interoperabilidade e segurança do sistema.
Previsto no artigo 29 da Lei nº 15.358, de 24 de março de 2026, o Banco Nacional será uma ferramenta estratégica de integração de dados e produção de inteligência no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), destinada ao fortalecimento das ações de prevenção, monitoramento, investigação e repressão qualificada ao crime organizado.
A proposta em elaboração prevê a criação de uma base nacional unificada com informações sobre integrantes, colaboradores, financiadores e pessoas vinculadas a organizações criminosas ultraviolentas, milícias privadas e grupos paramilitares, além de registros sobre estruturas organizacionais, vínculos operacionais, financeiros e territoriais, dados de inteligência, investigações criminais e articulações interestaduais e transnacionais dessas organizações.
O sistema será coordenado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Gestão e Integração de Informações (DGI), e deverá funcionar de forma integrada aos bancos estaduais que serão implementados pelas unidades da Federação. A proposta também prevê mecanismos de interoperabilidade, auditoria permanente, rastreabilidade dos acessos e elevados padrões de segurança da informação e proteção de dados.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa um avanço estrutural na capacidade do Estado brasileiro de enfrentar organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do país. “O crime organizado não respeita divisas estaduais. Por isso, precisamos de ferramentas capazes de integrar informações, identificar conexões e permitir uma atuação coordenada entre as forças de segurança. O Banco Nacional nasce com esse propósito: transformar dados em inteligência, fortalecer as investigações e ampliar a capacidade do Estado de enfrentar facções criminosas, milícias e grupos armados que ameaçam a população brasileira”, afirmou.
O grupo de trabalho reunirá representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Conselho Nacional dos Chefes de Polícia Civil (Concpc) e Conselho Nacional dos Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG).
Também deverão ser convidados representantes do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais (CNPG), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Banco Central, Receita Federal, Ministério Público Federal, além de pesquisadores e instituições de referência na área da segurança pública, como o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Núcleo de Estudos da Violência da USP (NEV-USP), o Instituto Sou da Paz e o Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).
Além de apoiar investigações e ações de inteligência, o banco permitirá identificar vínculos operacionais, financeiros e associativos entre indivíduos e organizações criminosas, fortalecer a cooperação entre os entes federativos, subsidiar a formulação de políticas públicas baseadas em evidências e ampliar a integração entre os sistemas de segurança pública de todo o país.
A regulamentação também deverá estabelecer critérios objetivos para inclusão, atualização e exclusão de registros, protocolos de compartilhamento nacional e internacional de informações, mecanismos de auditoria e responsabilização, além da utilização de tecnologias avançadas para correlação de dados, análise de vínculos e apoio à atividade de inteligência.
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