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Sine completa 50 anos com homenagens a servidores e mutirão de emprego

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O Sistema Nacional de Emprego (Sine) completa, nesta quarta-feira (8), 50 anos de serviços prestados à população. Para celebrar a data, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) realizou, em sua sede em Brasília, o workshop Sine: Ontem, Hoje e Amanhã, reunindo representantes dos entes conveniados da rede, incluindo estados e municípios. Durante o evento, 37 servidores foram homenageados em reconhecimento à sua trajetória e contribuição ao longo da história do Sine.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que a Rede Sine está em processo de reconstrução e reforçou a importância da parceria com estados e municípios na prestação de serviços a trabalhadores e empresas. Ele ressaltou que conhecer o diagnóstico do mercado de trabalho em cada território é essencial para orientar de forma adequada os trabalhadores que buscam emprego. “O Sine completa 50 anos, mas ainda temos muito a aperfeiçoar, especialmente na modernização das ferramentas, com o objetivo de oferecer mais facilidade e eficiência”, ressaltou.

O presidente do Fórum Nacional de Secretarias do Trabalho (FONSET), Vladyson Viana, também destacou a relevância do Sine para o país. “Se essa é uma política tão longeva, é porque existe uma demanda social latente. Por isso, é fundamental que seja fortalecida”, afirmou.

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Durante as comemorações, 37 servidores foram homenageados por suas contribuições ao longo da história do Sine. Entre eles, Maria da Conceição Vale de Souza, servidora desde 1977 na unidade do Sine em Belém (PA), recebeu uma medalha do MTE em reconhecimento ao seu trabalho, que incluiu atividades importantes como a digitação do programa de emprego e desemprego do estado. “Essa é a primeira vez que recebo uma homenagem, e estou muito feliz com esse reconhecimento. Tenho orgulho de trabalhar no Sine; cada momento foi importante”, declarou.

As comemorações também contaram com um mutirão de emprego, promovido pelo MTE em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do Distrito Federal. Realizada na Esplanada dos Ministérios, no estacionamento do MTE, a ação reuniu 40 empresas e atendeu 738 candidatos em busca de oportunidades.

Em 2024, 575.262 trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho por meio das agências do Sine. Somente de janeiro a setembro deste ano, 462.749 pessoas conquistaram uma vaga de emprego.

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Rede Sine

Coordenada pelo MTE, a Rede Sine atua em parceria com estados e municípios que recebem recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para oferecer serviços à população. Atualmente, a rede conta com cerca de 1.500 agências em todo o país, oferecendo intermediação de mão de obra, encaminhamento ao seguro-desemprego, orientação profissional e programas de qualificação. Esses serviços também estão disponíveis na Carteira de Trabalho Digital.

Criado em 1975, o Sistema Nacional de Emprego (Sine) tem como base a Convenção nº 88 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que recomenda aos países-membros a manutenção de um serviço público e gratuito de emprego, com o objetivo de promover uma organização mais eficiente e justa do mercado de trabalho.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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