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Tráfico de pessoas: PF desmonta grupo que aliciava mulheres para a Europa e organização que trazia paraguaios para o Brasil

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Brasília, 15/07/2025 – Dois casos envolvendo o crime de tráfico de pessoas levaram a Polícia Federal a deflagrar duas operações distintas nesta terça-feira (15). Em uma delas, foi desmontado o esquema em que mulheres brasileiras eram aliciadas com promessas de trabalho e de ganhos altos na Europa mas, na verdade, eram submetidas à exploração sexual. Na segunda ação, a corporação atuou contra uma organização criminosa que recrutava cidadãos paraguaios para trabalharem em uma fábrica clandestina de cigarros em Ourinhos (SP).

“Por trás de cada caso de tráfico de pessoas, há uma história marcada por promessas quebradas e direitos violados. São mulheres, homens e migrantes que sonham com uma vida melhor e acabam sendo vítimas de organizações criminosas”, explica a coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), Marina Bernardes. O órgão é vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Para coibir esse crime, a Senajus coordena a execução do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, que tem atividades previstas até 2028, com previsão de parcerias, de ações de prevenção, de políticas de proteção e de assistência às vítimas, além de repressão ao crime e responsabilização dos culpados.

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O tráfico de pessoas se caracteriza por ser um crime complexo contra os direitos humanos e que envolve fatores econômicos, sociais, culturais e psicológicos. Ele ocorre principalmente para a exploração sexual; o trabalho em condição análoga à escravidão ou qualquer tipo de servidão; a adoção ilegal; e a remoção de órgãos, tecidos ou partes do corpo. A Polícia Federal é uma das instituições que contribuem diretamente para a prevenção, a investigação e a repressão a esse tipo de crime.

Operações da PF

Na operação que investiga o tráfico internacional de mulheres, a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (DF) e em São Paulo (SP), além de um mandado de prisão preventiva. Também foram determinados o sequestro de bens no valor de até R$ 6,6 milhões, a apreensão de passaportes e a proibição de que as investigadas deixem o País.

As vítimas, em geral jovens com perfil de modelos, eram atraídas pelas redes sociais com promessas de trabalho e altos rendimentos. Ao chegarem à Europa, encontravam um cenário de violência física e psicológica, jornadas exaustivas, retenção de documentos e exploração sexual.

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Já a Operação Chrysós teve como foco a repressão ao tráfico de pessoas para fins de trabalho em condição análoga à escravidão. Nesse esquema, cidadãos paraguaios eram trazidos ilegalmente ao Brasil para trabalhar em uma fábrica clandestina de cigarros. Mantidos sob vigilância, em condições degradantes e sem comunicação com o exterior, os trabalhadores estavam submetidos a jornadas intensas e insalubridade. Essa ação da Polícia Federal contou com o apoio do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.

Denúncias

No Brasil – Comunica PF e Disque 100 (para violações de direitos humanos, de crianças e de adolescentes) e o Ligue 180 (para violações contra mulheres e meninas) e a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. 

No Exterior – Localize a Embaixada ou Consulado do Brasil no país. Fora do horário comercial, faça contato com o Plantão Consular do Itamaraty no Brasil pelo telefone +55 (61) 98260-0610

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Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil e China ampliam oportunidades de cooperação e intercâmbio

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Entre os dias 11 e 13 de maio, o Ministério da Educação (MEC) participa da quarta edição da Conferência Mundial de Educação Digital (WDEC), em Hangzhou, na China. O Brasil teve papel de destaque durante a cerimônia de assinatura de atos, com a assinatura de dois memorandos de entendimento, um voltado para a cooperação em educação e o outro para a transformação digital e inteligência artificial (IA). Com o tema “IA + Educação: Transformação, Desenvolvimento e Governança”, o evento busca explorar como a IA pode impulsionar a transformação sistêmica da educação, promover o desenvolvimento educacional de alta qualidade e fomentar um novo paradigma de governança global inclusivo, seguro e sustentável. 

O Memorando de Entendimento sobre Cooperação em Educação estabelece um mecanismo de consulta e diálogo ministerial, com reuniões periódicas para acompanhar a implementação da cooperação educacional entre os dois países. O documento também prevê que a China oferecerá aos cidadãos brasileiros pelo menos 30 bolsas de estudos por ano, dentre outras formas de cooperação. 

Já o Memorando de Entendimento na Área de Transformação Digital e Inteligência Artificial Aplicada à Educação tem por objetivos impulsionar a aplicação de novas tecnologias pedagógicas na educação, modernizar e tornar mais inclusivos os sistemas educacionais em ambos os países e promover a equidade educacional e a formação de talentos. O Brasil é um dos primeiros países com os quais a China realiza a assinatura de instrumento semelhante.  

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O secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais do MEC, Evânio Araújo, representou o governo brasileiro na ocasião. De acordo com ele, as discussões realizadas em Hangzhou refletem aquilo que o Brasil também considera como importante: “A gente escutou de diversas autoridades e especialistas uma preocupação clara com o uso de inteligência artificial que propicie e fomente a criatividade, o pensamento analítico, a interdisciplinaridade e também a necessidade de uma governança para se pensar e tratar preocupações importantes como segurança, privacidade”, disse. 

O balanço da participação brasileira também foi positivo: “A gente volta da China muito inspirado com tudo que a gente aprendeu, com a perspectiva de pensar como a gente intensifica essa parceria inclusive aqui com o governo chinês, mas também como a gente pensa numa governança nacional para tanto utilizar quanto desenvolver inteligências artificiais que tenham essas premissas em seu escopo”, concluiu. 

Em sua fala de abertura, o vice-presidente da China, Han Zheng, destacou a necessidade de preservar a missão educacional fundamental, que não mudou: promover o desenvolvimento integral da pessoa. De maneira semelhante, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Khaled El-Enany, destacou a necessidade de garantir que a tecnologia sirva tanto aos alunos quanto aos professores, e fortaleça — em vez de substituir — os fundamentos humanos da educação. 

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Cooperação e intercâmbio – O MEC também realizou uma série de visitas técnicas a instituições de ensino superior da região que mantêm colaboração com instituições brasileiras. A primeira delas foi ao campus internacional de Hangzhou da Universidade de Beihang, sede do Centro Brasil Beihang e de uma série de laboratórios sino-brasileiros em ciência, tecnologia e inovação. Na ocasião, o secretário Evânio Araújo participou da inauguração do Laboratório de Aviação Verde, parceria entre as universidades de São Paulo (USP) e de Beihang.  

O MEC também visitou a Universidade A&F Zhejiang, que mantém parcerias com 19 instituições de ensino superior brasileiras. A universidade, especializada em agricultura e ciências florestais, destaca-se pelo ensino e pela pesquisa em medicina tradicional chinesa, além de ser uma das únicas do mundo a oferecer graduação em gestão da indústria cultural (cultura do chá).  

De Hangzhou, o secretário segue para Xangai, onde realizará visitas técnicas a instituições de ensino e formação de professores.  

Assessoria de Comunicação do MEC, com informações da Assessoria Internacional e da Secretaria de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) 

Fonte: Ministério da Educação

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