BRASIL
Turismo doméstico lidera movimentação no Brasil com 60% dos embarques e R$ 5,46 bilhões em faturamento
BRASIL
O turismo nacional reafirmou sua relevância em 2024, segundo dados do Anuário Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo). Ao longo do ano, 60% dos embarques realizados por empresas do setor foram para destinos dentro do país, totalizando 5,88 milhões de passageiros.
O número equivale a aproximadamente 31,6 mil aviões comerciais lotados, considerando a capacidade média de 186 pessoas de um Boeing. O fluxo doméstico gerou um faturamento de R$ 5,46 bilhões, o que representa 25% do valor comercializado pelas operadoras filiadas à (Braztoa).
O ministro do Turismo, Celso Sabino, avalia que os números evidenciam a força do mercado interno e sua contribuição ao desenvolvimento nacional. “O turismo doméstico é essencial para a geração de empregos e o desenvolvimento regional. Esses resultados mostram que o brasileiro está redescobrindo o próprio país e valorizando experiências únicas que só o Brasil oferece. Seguiremos investindo em ações que ampliem a conectividade, promovam nossos destinos e fortaleçam a infraestrutura turística nacional”, enfatiza Sabino.
O turismo doméstico segue aquecido não apenas nas viagens a lazer, mas também nos deslocamentos regionais e com motivação familiar. A malha aérea expandida, o fortalecimento da infraestrutura turística e as políticas públicas de fomento ao setor têm impulsionado a atividade em diversas frentes.
No ano passado, a maioria das viagens durou de 5 a 8 dias (51,97%), perfil típico do período de férias escolares. Já os roteiros de até quatro dias representaram 35% das vendas, indicando o hábito de aproveitar feriados prolongados para pequenos passeios.
DESTINOS – A região Nordeste do país concentrou 45% do faturamento e 44% dos embarques domésticos, consolidando a liderança como principal destino turístico dos brasileiros. Na sequência vieram Sudeste (26%), Sul (11%), Centro-Oeste (10%) e Norte (8%), o que reflete a diversidade da oferta turística nacional. Quanto à origem dos viajantes, o Sudeste liderou com 62%, seguido pelo Sul (15%), Centro-Oeste (13%), Nordeste (7%) e Norte (3%).
Entre os produtos turísticos mais vendidos em 2024, destaque para experiências na natureza e parques temáticos, sendo que o Beto Carrero World (SC) e o Beach Park (CE) se mantiveram no topo da lista. Os cruzeiros ocuparam o 3º lugar, seguidos das Cataratas do Iguaçu (PR), dos passeios de jangada – tradicionais nas regiões litorâneas –, de tours por praias (6º), do Jalapão (7º), de resorts (8º) e de city tours (9º).
PERFIL – O levantamento também detalhou o perfil dos viajantes que utilizaram operadoras. A geração X (45 a 65 anos de idade) representou 34% do público, seguida pela geração Y (30 a 45 anos), com 25%. Já pessoas com mais de 65 anos somaram 19%, enquanto a geração Z (15 a 30 anos) respondeu por 13%. O perfil majoritário é de um viajante que valoriza conforto, praticidade e segurança, buscando pacotes que proporcionem tranquilidade e qualidade à experiência turística.
INCENTIVO – Coordenado pelo Ministério do Turismo e lançado em 2023, o “Conheça o Brasil” é um movimento nacional que tem como objetivo incentivar e facilitar viagens de brasileiros no país. A iniciativa envolve a ampliação da conectividade aérea e da mobilidade entre destinos de norte a sul, além do aumento do fluxo de visitantes, estimulando a geração de negócios, emprego e renda nas comunidades receptoras.
A ação engloba o “Conheça o Brasil: Voando”, parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos e a Associação Brasileiras das Empresas Aéreas (ABEAR) para democratizar o acesso à aviação civil e melhorar o ambiente de negócios na área.
Por Lívia Albernaz
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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