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Ufra coordena expedição para mapear biodiversidade marinha
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A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), está coordenando o cruzeiro de pesquisa Ciências do Mar II, que percorre a costa norte do país para mapear a biodiversidade da região, conhecida como Amazônia Azul. A embarcação parte de Belém (PA) e deve percorrer mais de 3 mil quilômetros entre os estados do Amapá e Piauí.
O cruzeiro tem como objetivo coletar informações sobre a fauna e flora marinhas, incluindo microalgas, invertebrados, peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos. Além disso, a expedição permite a capacitação de estudantes de graduação e pós-graduação em atividades práticas de pesquisa, incluindo coleta de amostras, análises de laboratório a bordo e registro de dados científicos.
De acordo com o coordenador do projeto, Eduardo Tavares, doutor em Oceanografia, “há grande conhecimento sobre a Amazônia terrestre, mas a região marinha ainda é pouco estudada. A pesquisa busca ampliar a compreensão sobre os ecossistemas costeiros e sua biodiversidade”.
A embarcação Ciências do Mar II integra uma frota nacional de quatro navios científicos, adquiridos por meio de parceria entre o MEC, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil. O navio possui laboratórios equipados, guindastes e instrumentos para coletas em mar aberto, permitindo análises imediatas e seguras dos materiais biológicos e oceanográficos. Pela primeira vez, os quatro navios realizam cruzeiros no mesmo período, em todo o país. Agora, é a vez da região Norte.
Durante a expedição, os pesquisadores esperam identificar novas espécies e avaliar os impactos das mudanças climáticas e de processos ambientais, como a salinização de rios, na biodiversidade costeira e marinha. A iniciativa também pode servir de base para a criação futura de um centro de estudos de biodiversidade marinha amazônica, que funcionaria como referência para pesquisas e formação de recursos humanos na região.
O cruzeiro integra políticas do MEC voltadas à pesquisa científica, à formação de jovens pesquisadores e à valorização das universidades federais. A ação destaca a presença da universidade federal na Amazônia Azul e contribui para o fortalecimento da ciência e tecnologia em regiões estratégicas do país.
Fonte: Ministério da Educação
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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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