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Últimos dias para inscrição de cuidotecas em federais

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Superior (Sesu), em articulação com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), recebe, até 1º de agosto de 2026, as candidaturas para a Chamada Estratégica UniCuidotecas. O objetivo é selecionar até 50 universidades federais para a implantação de espaços gratuitos de acolhimento infantil nas instituições.  

As cuidotecas são destinadas ao acolhimento de crianças de 3 a 12 anos, com ou sem deficiência, no horário das 17h às 23h, podendo o funcionamento se estender aos finais de semana, feriados e férias escolares. Os espaços visam atender filhos de discentes, docentes, técnicosadministrativos em educação e trabalhadores terceirizados que possuem aulas ou turnos de trabalho noturnos no respectivo campus. Cada unidade selecionada terá capacidade para atender até 40 crianças simultaneamente. 

Recursos e utilização As universidades federais selecionadas receberão um valor que cobre a implantação do espaço e o custeio do funcionamento por um período de 12 meses. 

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Os recursos poderão ser utilizados para aquisição de mobiliário infantil, equipamentos de acessibilidade e segurança, materiais lúdicos, contratação de profissionais como coordenadores, pedagogos e agentes de cuidados e manutenção operacional básica, incluindo alimentação e limpeza. A destinação do montante para reformas físicas de grande porte é vedada pelas regras da chamada. A oferta de espaço físico adequado deve ser garantida como contrapartida da universidade. 

Critérios e documentação A seleção não tem caráter eliminatório, funcionando mediante um sistema de priorização com base em 100 pontos. A matriz de avaliação é composta pelos seguintes critérios objetivos: demanda comprovada (40%); vulnerabilidade socioeconômica, medida pela proporção de beneficiários do Programa Nacional de Assistência Estudantil (20%); cobertura regional, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste (25%); e infraestrutura e suporte institucional disponíveis (15%). No caso de instituições com múltiplos campi, a candidatura deve especificar um único local para a implantação. 

O envio das propostas deve ser feito, exclusivamente, por meio eletrônico, direcionado ao endereço [email protected]. Para o processo de inscrição, exige-se o envio de documentação obrigatória, que inclui: Plano de Trabalho preenchido; Termo de Compromisso assinado pela Reitoria; plantas arquitetônicas e registros fotográficos do espaço; além de declarações oficiais quantitativas de discentes e servidores com jornada noturna emitidas pelas pró-reitorias ou setores de contratos equivalentes. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)

Fonte: Ministério da Educação

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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