BRASIL
Unifesp desenvolve jogos digitais educativos
BRASIL
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), lançou três jogos digitais educativos voltados à comunidade escolar. A iniciativa é resultado da parceria entre estudantes do Instituto de Ciência e Tecnologia (ICT/Unifesp) e professoras da Escola Municipal Maria dos Santos Aparecida Roncoi, em São José dos Campos (SP). Os jogos gratuitos foram pensados para apoiar o uso de tecnologias em sala de aula, contribuindo para o aprendizado de formas geométricas e da Língua Brasileira de Sinais – Libras.
Amélia pelo mundo – Entre os jogos desenvolvidos no ciclo mais recente do projeto, destaca-se Amélia pelo Mundo, uma aventura interativa que alia aprendizado e história. Nele, o jogador acompanha a piloto Amélia em uma viagem pelos cinco continentes, explorando formas e sólidos geométricos ao longo do percurso. De forma lúdica, o conteúdo de matemática é apresentado em desafios que incentivam a curiosidade e o raciocínio lógico das crianças. Inspirado na trajetória da aviadora norte-americana Amélia Earhart (1897–1937), o jogo também presta homenagem à primeira mulher a sobrevoar o Oceano Atlântico, em 1928, e a realizar, em 1932, um voo solo transatlântico. Earhart desapareceu durante uma tentativa de dar a volta ao mundo em 1937, mas seu legado de coragem e pioneirismo permanece vivo. Com esse pano de fundo, Amélia pelo Mundo busca despertar o interesse por temas históricos e científicos, ao mesmo tempo em que reforça o aprendizado escolar.
Geodeck – Outro destaque entre os jogos criados pelo projeto é Geodeck, uma aventura digital que transforma o estudo das formas geométricas em uma experiência dinâmica. Os jogadores exploram o universo enquanto constroem baralhos estratégicos para enfrentar desafios relacionados a conceitos matemáticos. Com uma proposta lúdica, Geodeck estimula o pensamento crítico, a tomada de decisão e o domínio das propriedades das formas e sólidos geométricos. Voltado especialmente para estudantes do 3º ano do ensino fundamental, o jogo alia entretenimento e conteúdo curricular, reforçando o papel das tecnologias digitais como aliadas no processo de ensino-aprendizagem.
100 da Bisa – Já o jogo 100 da Bisa convida os jogadores para uma celebração especial: o centenário da bisa. Nessa missão, o personagem Gabriel precisa distribuir pedaços de bolo entre os convidados e, ao longo do caminho, descobrir os vínculos familiares que os conectam. O desafio central é montar a árvore genealógica corretamente, promovendo o raciocínio lógico e a compreensão das relações familiares. Além de explorar noções de organização, sequência e pertencimento, o jogo também apresenta elementos da Libras, ampliando a acessibilidade e a inclusão. Desenvolvido com a colaboração da intérprete de Libras e servidora da Unifesp, Sara Bueno, 100 da Bisa propõe, ainda, uma experiência sensível e educativa que valoriza a diversidade e o convívio intergeracional.
O projeto – A iniciativa é do Centro de Estudos em Games e Internet (Cegi), que tem como objetivo promover jogos digitais, aplicações em tecnologias interativas, desenvolvimento de protótipos, plugins e interfaces para educação, saúde, contexto empresarial e entretenimento. Também é seu objetivo estimular os estudos sobre o uso das tecnologias de comunicação e informação na sociedade.
De acordo com Vanessa Pereira, docente responsável pelo projeto, o Cegi foi criado em 2016 como um projeto de extensão, congrega cerca de 30 estudantes e entrega, ao menos, três jogos por ano à comunidade escolar, que ficam disponíveis na página do projeto. Atualmente o grupo se divide em sete equipes: Game Design, Programação, Música, Arte, Tester, Marketing e de Pesquisa.
O grupo realiza diversas atividades acadêmicas anuais com temas relacionados aos jogos digitais (cursos de criação de jogos, game jams, mostras de arte, palestras e pesquisas) e conta com cerca de 20 jogos disponíveis gratuitamente no site, geralmente, trabalhando conteúdo de matemática do 3.º ano do ensino fundamental. A escolha pela matéria se deve ao baixo desempenho dos alunos brasileiros nos testes internacionais. Espera-se que o engajamento, motivado pelo jogo, possa melhorar o interesse e familiaridade dos alunos com o conteúdo.
Ainda segundo a docente, a iniciativa nasceu com o propósito de aproximar a universidade da comunidade, criando pontes entre o conhecimento acadêmico, a inovação tecnológica e as demandas reais da sociedade.
“Neste ciclo, tivemos a oportunidade de unir o trabalho dos estudantes do ICT/Unifesp com o das professoras da rede estadual de ensino, permitindo um processo colaborativo, rico em trocas, no qual os saberes da escola e da universidade se encontraram para produzir algo significativo para o ambiente escolar, enquanto os alunos do ICT/Unifesp tiveram a oportunidade de desenvolver habilidades importantes para o mundo do trabalho”, disse.
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A Palavra Aberta
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet2 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé


