LUCAS DO RIO VERDE
Lucas do Rio Verde avança na proteção às mulheres com apoio da Patrulha Maria da Penha
LUCAS DO RIO VERDE
Nesta semana, a Secretaria de Assistência Social e Habitação se reuniu com a Guarda Civil Municipal para conversar sobre os avanços da Patrulha Maria da Penha em Lucas do Rio Verde. Um dos principais pontos foi a visita técnica realizada nas cidades de Cotia, Barueri e Paulínia, no estado de São Paulo. A viagem teve como objetivo conhecer de perto boas práticas adotadas por outras patrulhas especializadas no atendimento às mulheres vítimas de violência, para que essas experiências possam ser aplicadas aqui no município.
Durante a reunião, ficou evidente o quanto Lucas do Rio Verde tem avançado nesse trabalho. Hoje, o município já conta com uma estrutura organizada, uma equipe dedicada e ações que realmente fazem a diferença na vida de muitas mulheres em situação de vulnerabilidade.
“Ficamos muito felizes ao sabermos que nosso município está hoje muito bem estruturado, com uma equipe específica de atuação junto à sociedade vulnerável e fazendo a diferença na vida de muitas mulheres vítimas de violência. Parabéns à Guarda Municipal e à Patrulha Maria da Penha”, afirmou a e primeira-dama e secretária de Assistência Social e Habitação, Janice Ribeiro.
A Patrulha Maria da Penha, formada por guardas civis capacitados, tem atuado de forma próxima da comunidade. Além do acompanhamento das medidas protetivas, a equipe também realiza palestras, rodas de conversa e visitas às escolas, levando informação e prevenção desde cedo.
A GCM Nogueira, uma das responsáveis pela atuação da patrulha, destacou a importância de trabalhar diretamente com a população: “A gente tem visto que o nosso trabalho tem surtido efeito porque mais mulheres têm se encorajado e denunciado. E isso é uma coisa bem bacana. A gente trabalha para que a violência não aconteça, mas também para que, se acontecer, a mulher tenha coragem de denunciar e receba o apoio da rede de enfrentamento”, explicou.
Ela também falou sobre a experiência de conhecer outras iniciativas no estado de São Paulo: “Foi muito bacana o Município ter proporcionado essa troca de experiências. Tivemos a oportunidade de visitar três cidades e conseguimos trazer ideias e materiais que vamos implementar aqui para melhorar ainda mais nosso serviço”, completou.
O secretário de Segurança Pública, coronel Marcos da Cunha também acompanhou a reunião e fez questão de destacar o quanto a gestão tem dado suporte para que a Patrulha Maria da Penha cresça e chegue cada vez mais perto de quem precisa. “A gente tem dado todo o respaldo necessário à patrulha, com estrutura, capacitação e integração com a Assistência Social. Hoje, o Botão do Pânico funciona como uma ferramenta essencial nesse processo, e os resultados mostram que estamos no caminho certo.”
Ele finalizou reforçando o compromisso da pasta com o enfrentamento à violência contra a mulher: “Neste mês de agosto, dentro da campanha Agosto Lilás, vamos intensificar ainda mais as ações de prevenção. Nosso objetivo é claro: oferecer uma segurança pública próxima das pessoas, com qualidade e sensibilidade.”
Os números mostram esse avanço. Só em 2024 foram mais de 700 visitas domiciliares realizadas, um aumento de quase 300% em relação ao ano anterior. O número de boletins de ocorrência também cresceu, o que mostra que mais mulheres estão buscando ajuda e confiando na rede de apoio.
Esses resultados são fruto de um trabalho feito com escuta, presença e dedicação. A atuação da Patrulha Maria da Penha está integrada com os serviços da Assistência Social e Habitação, da Segurança Pública e demais órgãos que compõem a rede de proteção.
LUCAS DO RIO VERDE
Agricultores luverdenses participam de oficina para elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar
Agricultores familiares de diferentes comunidades, representantes do Sebrae, Empaer, Cooperativa Luverdense de Agricultores Familiares (Cooperlaf), Sicredi e demais instituições participaram, na manhã desta sexta-feira (4), da Oficina de Elaboração do Plano Municipal da Agricultura Familiar.
O encontro é uma das etapas para a construção do documento que irá estabelecer diretrizes e ações para o desenvolvimento da agricultura familiar em Lucas do Rio Verde. A elaboração do plano é precedida por um diagnóstico do setor no município e, nesta etapa, busca reunir produtores e demais atores para levantar demandas e propostas.
O prefeito Miguel Vaz participou da abertura da oficina e destacou a importância de ouvir os agricultores para definir os avanços que precisam ser colocados em prática.
“É um momento importante de colher as informações e as demandas. Já temos um diagnóstico de onde estamos e, agora, essa etapa é justamente para ouvir as demandas. Os cinco eixos vão colher essas informações, que depois serão avaliadas e encaminhadas para aprovação”, explicou.
(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
O prefeito também ressaltou a necessidade de fortalecer a capacidade de geração de renda no campo, especialmente por meio da agregação de valor à produção.
“Como eu sempre costumo dizer, a agricultura familiar não pode só produzir; além de produzir, tem que ter rentabilidade. Uma das formas inteligentes é processar aquilo que é produzido lá, por meio da pequena agroindústria. Isso agrega valor à produção e fortalece a agricultura familiar”, ressaltou.
Cinco eixos
Durante a oficina, os participantes trabalharam cinco eixos que nortearão a elaboração do plano: Sustentabilidade; Agregação de Valor e Comercialização; Assistência Técnica e Extensão Rural; Regularização Ambiental e Fundiária; e Governança e Controle Social.
De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, a participação dos agricultores é fundamental para que o documento seja construído de forma democrática e alinhada à realidade do município.
“Daqui vão sair ideias e propostas para que a gente possa compilar e trazer para dentro do plano e, claro, pensar na agricultura familiar nos próximos 10, 20 ou 30 anos aqui no município”, destacou.
(Foto: Ascom Prefeitura/Anderson Lippi)
Felipe também lembrou que a agricultura familiar vem ampliando sua participação na economia local. “O agricultor já deixou de ser um agricultor de subsistência. Hoje, a gente chama o produtor da agricultura familiar de um empresário do campo. Ele vende na merenda escolar, está no comércio atacadista e varejista, participa dos programas de aquisição de alimentos e está se organizando em associações e cooperativas”, observou.
Entre os temas que serão contemplados pelo plano estão a regularização fundiária das propriedades, a assistência técnica e extensão rural, a agroindustrialização, além de ações voltadas à comercialização e ao fortalecimento da produção.
A oficina foi conduzida pelo consultor do Sebrae, Carlos Eduardo Carvalho. Segundo o consultor, a participação dos agricultores é essencial para que o plano reflita as necessidades reais de quem está no campo.
“O objetivo é atender o produtor da melhor maneira possível, considerando os recursos disponibilizados pelos órgãos públicos. Esse levantamento envolve infraestrutura, logística, estradas, certificações, selos, agregação de valor e comercialização”, explicou.
Carlos avalia que o fortalecimento da agricultura familiar passa pelo equilíbrio entre os aspectos ambiental, econômico e social. “Tudo isso é feito para que essas famílias possam, de alguma maneira, ser sustentáveis no campo. A parte econômica também é um chamativo para a sucessão e a parte social é importante para que esses pequenos produtores possam permanecer no campo”, destacou.
A elaboração do plano também atende a uma exigência do Estado relacionada ao Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), e tem como principal objetivo estabelecer diretrizes que atendam às necessidades dos agricultores familiares do município.



