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Prefeitura credencia empresas para destinação de resíduos sólidos

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Ao mesmo tempo, está contratando universidade para estudo do passivo ambiental

O vice-prefeito Acacio Ambrosini conduziu, no início da manhã desta quarta-feira (22 de outubro), uma reunião para tratar sobre a destinação de resíduos sólidos (volumosos, lixo seco) no Município. O diálogo envolveu os secretários Hilton Polesello (Governo), Cledson de Assis (adjunto de Governo), Clóvis Picollo Filho (Agricultura e Meio Ambiente) e o engenheiro sanitarista Marcelo de Oliveira.

Diogo Martins, que é o diretor do Departamento de Saneamento Básico, que integra a Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Logística (Sintra), e o procurador-geral do Município, Alex Sandro Monarim, também participaram do momento de análise, em especial porque, mais uma vez, foram registrados focos de incêndio no Depósito Municipal de Entulhos e Galhadas (DMEG) na noite de ontem, o que resultou em muita fumaça em vários pontos da cidade. “Estamos muito atentos a isso e queremos, definitivamente, resolver esta situação”, afirmou Acacio, acrescentando que está sendo investigada a possibilidade de o incêndio ter sido provocado.

O Município está com o credenciamento aberto para que empresas possam atuar na prestação de serviço de transporte e destinação final de resíduos sólidos volumosos (os entulhos ou lixo seco, como também são chamados). “Com isso, poderemos garantir que os resíduos que hoje são levados ao DMEG possam ter o destino ambientalmente adequado”, contextualiza Diogo Martins.

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O processo para que empresas interessadas em prestar este serviço possam se cadastrar junto à Prefeitura pode ser acessado no Portal Transparência, na aba “Licitações”. O diretor do Departamento de Saneamento Básico relembra que, em 2023, o DMEG foi fechado para a destinação de “grandes geradores”, ficando a estrutura aberta somente para os “pequenos geradores” e para a própria Prefeitura, que ali deposita o resultado da coleta de resíduos sólidos, realizada pela Administração Municipal em todos os oito setores em que a cidade foi dividida, que resulta no recolhimento de móveis e eletrodomésticos velhos e inservíveis; assim como restos da limpeza de jardins (folhas e restos vegetais que podem servir como criadouro de insetos e animais peçonhentos, como a grama quando é cortada).

O fechamento do DMEG ainda no fim de 2023 obedeceu a decisões da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a partir de uma provocação do Ministério Público do Estado (MPE). Sorriso tem Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público desde 2013; teve autuações da Sema em 2015 e 2016 que já orientavam para o fechamento do local.

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“Vale lembrar que os grandes geradores, como indústrias, ou outras empresas de grande porte devem fazer a destinação destes resíduos”, complementa Diogo.

Na semana passada, o Município foi acionado pela Justiça a comprovar que está tomando todas as medidas necessárias para regular este processo de recebimento e destinação de resíduos sólidos, ou mesmo restabelecer o serviço. “Aproveitamos este momento para também analisarmos esta situação, e junto ao nosso representante do Departamento Jurídico, subsidiarmos todas as medidas que estamos tomando para avançar neste processo da destinação correta dos resíduos sólidos.

Além do credenciamento, Diogo complementa ainda que a Prefeitura também está finalizando as negociações com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para elaboração do estudo do passivo ambiental da área e as formas para descontaminar a área.

“É um assunto complexo, delicado e traz reflexo direto para toda a comunidade, e por isso estamos agindo com muita cautela, de forma integrada entre várias pastas, para que a solução seja adequada, assertiva e não resulte em problemas crônicos para o Município”, completa Acacio.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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