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Sorrisenses participam da 4ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora

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Trata de políticas públicas voltadas à saúde da população trabalhadora

Os delegados eleitos durante a 1ª Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, realizada no último dia 10 de março, marcaram presença na 4ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CESTT). O evento aconteceu entre os dias 22 e 24 de abril, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

A conferência reuniu representantes de diversos municípios de Mato Grosso para discutir políticas públicas voltadas à saúde da população trabalhadora. A presidente do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Lou Sans Magano, e a conselheira Ana Cláudia Pereira Terças Trettel reforçaram a importância da revisão da Política Estadual de Saúde do Trabalhador, destacando a necessidade de um sistema de saúde descentralizado e integrado.

Estiveram presentes os seguintes delegados de Sorriso: Governo e Prestadores de Serviços: Danieli Aline Buzzacaro e Solange Ribeiro (titulares), Luciene Carvalho Pimenta e Leonir Cledione Simon (suplentes); Trabalhadores da Saúde: João Vitor Ferreira Velasco e Matheus Leandro Freiria (titulares), Elenice Tosta Dias e Alexandre Maciel Cesar de Moraes (suplentes), além de Diana Silva Ribeiro, Regina Cristina Costa, Everaldo da Rosa Santos e Ana Luísa Silva de Oliveira (titulares), Isalina Padilha Pereira dos Anjos e Ruth Olímpio (suplentes).

Dentre as 92 Conferências realizadas em municípios de Mato Grosso, foram recebidas 89 diretrizes e 429 propostas do Eixo I sobre “Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito Humano”, sendo 9 diretrizes e 59 propostas apreciadas e deliberadas durante a 4ª CESTT, e escolhidas:

Diretrizes:

– Implantação de uma mesa de negociação de saúde do trabalhador e da trabalhadora do setor público, privado e autônomo, visando garantir os direitos de saúde do trabalhador e da trabalhadora no âmbito municipal, buscando a integração e representatividade de todos os segmentos das categorias profissionais.

Propostas:

– Implantar e assegurar na lei federal 11350 uma política para regulamentação de vínculos das categorias dos agentes comunitários de saúde (ACS) e aos agentes de combate a endemias (ACE) após a emenda constitucional 51/2006, garantindo a estabilidade dos direitos e inclusão no plano de cargo e carreira no município;

– Criar comissos para revisar o estatuto do servidor e reestruturar o plano de cargos e carreiras, garantindo composição paritária conforme funções e cargos;

– Implantar uma política nacional para a instituição de serviços de atendimento aos trabalhadores da saúde nos aspectos biopsicossociais, com vistas à promoção de saúde física e emocional, prevenção de agravos e acidentes, tratamento e reabilitação, considerando as especificidades deste grupo populacional, com garantias de financiamento nas três esferas de governo para a criação de unidades de referência;

– Fortalecer a fiscalização das condições de trabalho, garantindo o cumprimento das normativas de segurança e saúde por parte dos empregadores; e promover campanhas de conscientização sobre a importância de ambientes de trabalho seguros, envolvendo empregadores, trabalhadores e a sociedade civil.

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O Eixo II tratou sobre “As novas relações de trabalho e a Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora”, conduzido por Maria Celma de Oliveira, vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores de Mato Grosso e diretora de Assuntos Jurídicos e Legislativos do Sintep-MT, tendo como:

Diretrizes:

– Promoção, prevenção e vigilância dos ambientes, processos e atividades de trabalho: Intervenção sobre os fatores determinantes da saúde dos trabalhadores, Planejamento e avaliação com as práticas de saúde; Desenvolvimento e capacitação de recursos humanos; Apoio ao desenvolvimento de estudos e pesquisas;

– Garantir a análise da situação de saúde dos trabalhadores e da população em geral, bem como, tornar obrigatório em todo território nacional a construção dos perfis produtivos, e o grau de risco do trabalho considerando: os trabalhadores formais e informais, os seus impactos ambientais, por meio da articulação intra e interinstitucional, a partir das áreas de abrangência das equipes de saúde da família, garantindo o monitoramento pelos municípios, estados, Distrito Federal.

Propostas:

– Regular a carga horária dos trabalhadores da área da saúde para 30 horas semanais, sem redução de salário;

– Assegurar os direitos trabalhistas como jornada de trabalho, férias e benefícios, sejam mantidos e adaptados às novas condições de trabalho, independentes da sua situação empregatícia;

– Garantir a realização periódica de concursos públicos e assegurar o preenchimento de vagas no serviço público, visando a estabilidade e valorização dos profissionais;

– Criar políticas que garantam a estabilidade no emprego e estabeleçam remunerações justas através da definição de pisos salariais condizentes com a qualificação e riscos inerentes às funções desempenhadas;

– Criar um programa de gestão do estresse e inteligência emocional, oferecendo cursos e treinamentos para que os profissionais desenvolvam ferramentas de autocuidado; promovendo serviços que visem a prevenção de depressão, ansiedade e esgotamento profissional, oferecendo suporte para redução de riscos psicossociais, como assédio moral e jornadas exaustivas. Contando com suporte psicológico on-line gratuito de assistência à saúde para os todos os profissionais, incluindo os profissionais de saúde mental e contando também com convênios com instituições particulares com valor reduzido garantindo atendimento com psicólogo para os trabalhadores com atividades individuais;

– Capacitar efetivamente os profissionais que lidam com pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista) e outros transtornos e doenças ocultas;

– Propor que o governo federal implemente, de forma obrigatória, uma política nacional em saúde mental para os trabalhadores da saúde, garantindo reuniões e acompanhamentos regulares com psicólogos e psiquiatras para a promoção da saúde mental e a prevenção de distúrbios emocionais. Para assegurar a efetividade da iniciativa, torna-se essencial a destinação de recursos financeiros federais específicos, obrigando estados e municípios a estruturarem esses atendimentos de forma contínua. A política deverá incluir práticas terapêuticas, como: atividades de relaxamento, práticas integrativas e oficinas de bem-estar, garantindo melhores condições emocionais para os profissionais que dedicam suas vidas ao cuidado da população.

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O Eixo III, destacou a importância da “Participação Popular na Saúde dos Trabalhadores e das Trabalhadoras para o Controle Social”, liderado pelo doutor em Saúde Coletiva, Maelison Silva Neves, docente do Instituto de Saúde Coletiva da UFMT e pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso. Dentre as diretrizes e propostas apresentadas, veja as escolhidas:

Diretriz:

– Garantir a participação ativa e representativa dos trabalhadores e trabalhadoras na formulação, implementação, monitoramento e avaliação das políticas públicas de saúde ocupacional, por meio do fortalecimento dos conselhos de saúde, da realização de conferências e audiências públicas, da criação de canais acessíveis para denúncias e sugestões, e da promoção da educação popular em saúde, assegurando transparência, equidade e efetividade no controle social em todas esferas de governo.

Propostas:

– Incentivar processos de formação continua para trabalhadores e trabalhadoras do foco na saúde do trabalhador e da trabalhadora, levando em conta as realidades locais e regionais, as novas manifestações de agravos e doenças, com base nas leis em vigor e na salvaguarda de direitos;

– Elaborar projeto de lei que garanta a dispensa do trabalho e participação dos trabalhadores e trabalhadoras nas conferências, sem prejuízos de suas remunerações e carga horária de trabalho;

– Garantir, por meio de normativas estaduais e apoio técnico-financeiro, a estruturação física e funcional dos conselhos municipais de saúde (CMS), incluindo sede própria ou espaço adequado, equipamentos, recursos humanos e condições para o funcionamento da ouvidoria do sus vinculada ao CMS;

– Fortalecimento da fiscalização das condições de trabalho no setor da saúde, melhorando a fiscalização da jornada de trabalho, número de profissionais e condições laborais dos trabalhadores da saúde pública e privada;

– Aplicabilidade da NR-15 no âmbito municipal, referente ao adicional de insalubridade e periculosidade aos servidores públicos, regulamentação de legislação específica para concessão humanizada dos referidos benefícios.

“Esse é um espaço importante de diálogo e construção coletiva de propostas voltadas a melhoria das condições de trabalho e saúde dos profissionais com foco na promoção, prevenção e proteção da saúde no ambiente de trabalho, fortalecendo a articulação entre o município e o Estado, permitindo que as demandas locais sejam ouvidas e incluídas nas diretrizes estaduais, que contribuam para políticas mais eficazes e alinhadas com a realidade local”, destacou a enfermeira Elenice Tosta Dias.

No encerramento do evento, foi realizada a apresentação e homologação das moções, além da eleição dos delegados que representarão Mato Grosso na 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. As sorrisenses Luciene Carvalho Pimenta e Regina Cristina Costa também foram escolhidas para compor a comitiva mato-grossense durante a 5ª CNSTT, prevista para acontecer de 18 a 21 de agosto.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Sorriso se destaca no 2.º Desafio Agro de MTB

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Equipe sorrisense participou da competição em Lucas do Rio Verde

Com apoio da Prefeitura de Sorriso, via Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude (Semel), 38 ciclistas sorrisenses participaram do 2º Desafio Agro de MTB, Etapa Algodão, que foi realizado em Lucas do Rio Verde no dia 1.º de maio, sendo a 3ª etapa válida do Campeonato Regional do Médio do Norte de MTB XCM 2026.

Presidente da Associação Ciclismo Sorriso, Kleber Arruda informa que 38 atletas representaram Sorriso, dentre os 350 ciclistas de outras 29 cidades. Entre os destaques, aponta, estão Anderleia Scariot, como 5ª colocada geral na categoria feminina, e Vitor Rodrigues, o 4º colocado geral na categoria masculina.

“Ficamos muito orgulhosos do desempenho dos nossos atletas e é muito gratificante ver como o ciclismo tem se firmado em nosso Município, não apenas como opção esportiva, mas igualmente como prática que une lazer e preservação da saúde”, destaca o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, Odimar Bianchin.

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Confira o resultado:

Pódios Femininos Competição

3º Sub 23 Ana Marodim

1º Master A2 Katia Abreu

3º Master A2 Francieli Daltoé

1º Master B1 Eliane Baranzeli

5º Master B1 Laís Turatti

1º Master B2 Fabiana Dal Moro

2º Master C1 Sandra Bergamin

2º Master D Ivone Munaro

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Feminino

11º Master A2 Joana Horas

9º Master B1 Ana Miller

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Pódios Masculinos Competição

1º Júnior Amadeus Mascouto

2º Júnior Davi Peres

1º Sub 23 Mateus Turatti

5º Sub 23 Alisson Souza

3º Sub 30 Willgner Menezes

5º Sub 30 Filipe Wisniewski

1º Master A1 Alisson Furtado

3º Master A2 Cleiton Cherobin

1º Master B1 Odirlei Banfi

2º Master B1 Adriano da Silva

4º Master B1 Igor Haddad

1º Master B2 Ronny Silva

5º Master B2 Adailson Clemente

1º Master C1 André Baranzeli

4º Master C1 Adaberto Iung

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Masculino

11º Sub 30 Anthony Baraviera

11º Master A1 Mateus Queiroz

21º Master A2 Filipe Farias

8º Master B1 Ronaldo Proença

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10º Master B1 Rodrigo Mileu

15º Master B1 Rogério Oliveira

16º Master B1 Leandro Barros

24º Master B1 Robson Reis

9º Master B2 Antônio Araújo

16º Master B2 Kleber Arruda

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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