CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

VÁRZEA GRANDE

Alunos da EMEB Paulo Freire se unem para fortalecer a campanha Agosto Lilás e combater a violência contra a mulher

Publicados

VÁRZEA GRANDE

Os alunos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Professor Paulo Freire se uniram para debater uma causa urgente e necessária: o combate à violência contra a mulher, em apoio à campanha Agosto Lilás. A iniciativa busca fortalecer as ações de conscientização e enfrentamento à violência de gênero, levando o debate para o ambiente escolar.

“Neste mês, vamos trabalhar esse tema com os alunos dos 8º e 9º anos, até porque grande parte deles já está vivendo os primeiros relacionamentos. Estamos abordando a importância de relações saudáveis e, principalmente, o combate à violência contra a mulher”, explicou a diretora da unidade, Cristiane Costa Jesus de Souza.

A diretora destacou que o tema também está sendo trabalhado de forma interdisciplinar nas disciplinas de Língua Portuguesa, Redação e Matemática. Nesta última, os estudantes analisam gráficos e indicadores sobre os índices de violência contra a mulher no Brasil e no mundo.

“Essa interdisciplinaridade é importante para que eles compreendam que os números da violência contra a mulher continuam crescendo no país e que Mato Grosso ocupa uma posição preocupante nesse cenário”, ressaltou.

Leia Também:  Mutirão especial de limpeza urbana recolhe mais de 100 t de lixo doméstico  

Cristiane Costa afirmou ainda que toda a sociedade tem a responsabilidade de discutir e combater esse tipo de violência, mas destacou que a escola é um espaço fundamental para transformar realidades.

“É importante que a escola seja um polo de reflexão e de formação de cidadãos mais conscientes, comprometidos com a igualdade e o respeito mútuo. A mobilização dos jovens reforça a importância de conhecer a Lei Maria da Penha e as redes de apoio às mulheres desde cedo, contribuindo para desconstruir comportamentos machistas e prevenir a violência doméstica antes mesmo que ela aconteça”, enfatizou.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que o envolvimento dos estudantes durante o Agosto Lilás vai além das salas de aula.

“Precisamos que os jovens atuem como agentes de transformação em todos os espaços, principalmente dentro de casa, onde muitas vezes esse assunto ainda não é discutido. É na escola que eles desenvolvem essa consciência e levam esse debate para suas famílias”, afirmou.

PRIMEIRA AÇÃO

De acordo com a diretora Cristiane Costa, esta é a primeira atividade da campanha desenvolvida pela escola. No entanto, ao longo de todo o mês de agosto, outras ações serão realizadas com a participação da comunidade escolar.

Leia Também:  Bairro da Manga recebe ação de limpeza e desobstrução de calçadas

“Também promoveremos uma reunião com os pais e responsáveis para tratar de diversos temas, entre eles a violência contra a mulher e a gravidez na adolescência. Temos muitos jovens na escola e é fundamental abordar essas questões como forma de orientação e prevenção”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Propaganda

VÁRZEA GRANDE

Capacitação em hanseníase amplia diagnóstico e identifica 42 novos casos em Várzea Grande

Publicados

em

O que poderia ser apenas mais uma consulta de rotina acabou contribuindo para uma avaliação mais detalhada do tratamento de uma paciente com hanseníase em Várzea Grande. Sueli Alves da Rosa já fazia acompanhamento contra a doença e procurou a unidade de saúde durante uma capacitação realizada pela rede municipal para saber se já poderia receber alta da medicação.

Durante a avaliação, os profissionais entenderam que ainda era necessário manter o tratamento e o acompanhamento. A decisão foi tomada a partir da análise do quadro clínico da paciente, que deverá retornar à unidade para uma nova avaliação dentro do período definido pela equipe médica.

A situação de Sueli é um exemplo de como a capacitação aproxima o conhecimento técnico da realidade dos pacientes. Ao longo da atividade, os profissionais puderam avaliar casos reais, discutir condutas e aprofundar a identificação de sinais da doença, alterações neurológicas, reações hansênicas, recidivas e a necessidade de acompanhamento.

Realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs) dos bairros Parque do Lago e Maringá, a capacitação resultou em 108 atendimentos e na identificação de 42 novos casos de hanseníase. Do total, 36 foram registrados em adultos e seis em crianças menores de 15 anos. Também foram identificadas 11 recidivas — retorno da doença — ou outros reingressos.

Leia Também:  Setor de Legislação e Normas da Educação passa a atender no prédio do Net-VG

O número de casos encontrados mostra a importância da avaliação dermatoneurológica e da busca ativa dentro da Atenção Primária. Entre os pacientes avaliados, também foram identificados casos com diferentes graus de incapacidade física (GIF): 15 pacientes com GIF 0, 23 com GIF 1 e 15 com GIF 2.

Os casos de crianças menores de 15 anos chamam atenção porque exigem uma investigação mais cuidadosa dos contatos e do histórico epidemiológico, além do acompanhamento pela equipe de saúde.

Conhecimento compartilhado entre municípios

Além dos profissionais de Várzea Grande, participaram da capacitação trabalhadores dos municípios de Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Nova Brasilândia, ampliando a troca de experiências entre as equipes que atuam no enfrentamento da hanseníase.

Ao todo, 23 profissionais de Várzea Grande participaram diretamente da capacitação: 10 enfermeiros, 12 médicos e um dentista. A atividade foi conduzida pela enfermeira especialista Adriana de Oliveira Matos, responsável técnica pela Linha de Cuidado da Hanseníase e pelas equipes do Ambulatório de Atenção Especializada e Regionalizado em Hanseníase (AAER), localizado no Centro de Especialidade em Saúde, conhecido como Postão.

Leia Também:  Bairro da Manga recebe ação de limpeza e desobstrução de calçadas

Mais do que atualizar conhecimentos, a proposta foi levar os profissionais para dentro da realidade do atendimento. A partir dos casos encontrados nas próprias unidades, foi possível discutir diagnóstico, tratamento, avaliação dos nervos periféricos, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos pacientes.

A orientação dos profissionais é que os pacientes em tratamento mantenham o acompanhamento e retornem às consultas mesmo quando percebem melhora. A hanseníase pode provocar alterações nos nervos e incapacidades físicas, e a avaliação regular permite identificar essas mudanças e agir antes que os danos se agravem.

A experiência reforça o papel das unidades de saúde como porta de entrada para o diagnóstico e o acompanhamento da hanseníase e mostra que, muitas vezes, uma avaliação cuidadosa pode fazer a diferença na condução do tratamento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA