VÁRZEA GRANDE
Corrida de rua abre comemorações ao padroeiro dos pescadores
VÁRZEA GRANDE
Rota do Peixe, na bicentenária Bonsucesso, se prepara para celebrar a sua mais tradicional festa. Semana será de muitas atividades para preparação do grande dia: 29 de junho, dia de São Pedro
Várzea Grande se prepara mais uma festa popular, dessa vez, em comemoração a São Pedro, padroeiro dos pescadores. Em mais uma demonstração de fé, tradição, história e gratidão, a população do distrito de Bonsucesso, em Várzea Grande, deu início aos preparativos das festividades que têm como ponto alto, o grande almoço gratuito no próximo domingo, dia 29, dia de São Pedro.
Nesse ano, a 44ª Festa de São Pedro foi aberta hoje, domingo (22), com a corrida de rua ‘Rota do Peixe’, que teve como trajeto e cenário, seis quilômetros na bucólica região de Bonsucesso.
Do dia 24 ao dia 28, a comunidade estará focada na limpeza das cinco toneladas de peixe para esta edição da festa.
A Prefeitura de Várzea Grande está apoiando a realização da festa com estrutura, divulgação e melhorias pontuais na região. Como explica o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, várias secretarias estão unidas na promoção desse evento que atrai milhares de pessoas para o grande almoço festivo. “A comunidade se une para festejar seu padroeiro, organiza e distribuiu as tarefas. A gestão vem com apoio, inclusive, da Guarda Municipal para ordenamento do trânsito no dia do almoço. Hoje foi muito bonito acompanhar a corrida num cenário desses, ao lado do rio Cuiabá. Rio de deu início a um pequeno povoado, que virou distrito, é nosso cartão postal e mais antigo que a nossa cidade. Aqui a tradição e a história estão por todos os lugares”. O distrito completa em 15 de outubro, 202 anos de fundação.
Também acompanhou a corrida, o superintendente de Esporte e Lazer, Héliton Gomes.
PROGRAMAÇÃO:
– 24/06, a partir das 7h, no porto, no Engenho de Dona Buguela: Início da limpeza dos peixes que serão servidos na festa do domingo
– 28/06, às 19h – Abertura oficial com feira gastronômica e apresentações culturais
– 29/06 – 04h – Alvorada
08h – Procissão
09h30 – Missa, na sequência levantamento do mastro com cururueiros e cururueiras
11h30 às 13h30 – Almoço gratuito
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CMEI promove reflexão e conscientização sobre a violência contra a mulher
Nem toda violência deixa marcas visíveis. Muitas vezes, ela se esconde no silêncio, no medo, no controle e em situações que, por muito tempo, foram tratadas como algo “normal”. Para discutir essa realidade e ampliar o debate sobre o enfrentamento à violência contra a mulher, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Manoel Rosa de Figueiredo promoveu um encontro com a comunidade escolar.
A professora Márcia Maria de Souza Oliveira foi convidada para ministrar a palestra “A realidade da mulher não é cor de rosa”, que abriu espaço para informação, reflexão e conscientização sobre as diferentes formas de violência que podem atingir as mulheres.
“Mais do que falar sobre o problema, a iniciativa buscou fortalecer a compreensão de que informação também é uma ferramenta de proteção e que romper o silêncio pode ser o primeiro passo para buscar ajuda”, destacou a diretora da unidade escolar, Andreia Cristina Zangari.
Segundo a gestora, a atividade também reforçou o papel da educação na construção de relações baseadas no respeito, na dignidade e na valorização da vida.
“Ao trazer temas sociais para dentro do ambiente educacional, a unidade amplia o diálogo com profissionais, famílias e comunidade. O encontro também marcou o encerramento do Espaço de Saberes 2026, abordando um tema necessário e urgente, que precisa ser discutido por toda a sociedade”, afirmou.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destacou que combater a violência exige uma sociedade preparada para ouvir, acolher e agir.
“Não podemos fechar os olhos para uma realidade que ainda atinge tantas mulheres. A educação tem o poder de abrir caminhos, romper silêncios e transformar comportamentos. Quando falamos sobre violência, quando orientamos e conscientizamos, estamos ajudando a construir uma rede de proteção. Nenhuma mulher deve sentir que está sozinha ou que precisa aceitar a violência como parte da sua vida”, afirmou Maria Fernanda.
A secretária ressaltou ainda que o enfrentamento à violência começa também pela mudança de atitudes e pela formação de uma cultura de respeito.
“Precisamos ensinar, desde cedo, que respeito não é uma escolha, é um princípio. Uma sociedade que educa para o respeito também se prepara para não tolerar a violência”, acrescentou.
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