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Crianças aprendem a proteger animais durante ações do Abril Laranja em Várzea Grande

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Respeito se aprende desde cedo. Em Várzea Grande, alunos da rede municipal tiveram, neste mês de abril, uma aula diferente: como cuidar, proteger e, principalmente, não maltratar os animais.

As palestras fazem parte da campanha Abril Laranja — a primeira realizada pela prefeitura voltada exclusivamente à causa animal — e já alcançaram cerca de 150 crianças. A iniciativa levou conscientização para dentro das escolas com a participação de médicos-veterinários voluntários e parceiros do Projeto Pet VG, que atua na defesa dos animais no município.

Durante os encontros, histórias reais, exemplos práticos e uma linguagem acessível ajudaram a prender a atenção dos estudantes — e a plantar uma semente importante. “O principal que buscamos transmitir é que a vida vem acima de tudo. Quando a criança aprende a ter amor por cães, gatos e outros animais, ela leva isso para a vida e para a sociedade”, explica o médico-veterinário Paulo Augusto Custódio, da AllegroVet Pet Shop.

Além dos cuidados básicos, os alunos também aprenderam a identificar sinais de maus-tratos — algo que, muitas vezes, passa despercebido no dia a dia. “O medo é um sinal forte. Um animal machucado, muito magro ou com fome constante também pode indicar que está sendo maltratado”, alerta o veterinário.

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A proposta vai além da sala de aula. A ideia é que o conhecimento seja levado para dentro de casa. Para o médico, esse tipo de abordagem deve fazer parte da formação das crianças. “A conscientização precisa começar desde cedo. Se isso estiver presente na educação, conseguimos mudar essa realidade no futuro”, afirma.

Outro ponto importante abordado nas palestras foi como agir diante de uma suspeita de maus-tratos. A orientação é clara: crianças devem procurar um adulto de confiança, enquanto os responsáveis podem acionar canais oficiais, como a Polícia Militar ou a Guarda Municipal.

As ações educativas integram um movimento mais amplo da prefeitura para estruturar políticas públicas voltadas à proteção animal. “Mais do que ensinar sobre animais, as palestras mostram que empatia, responsabilidade e respeito são valores que se aprendem e fazem diferença dentro e fora da escola”, destaca a gerente de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Luana Gabriele dos Santos Rosa, responsável pelas ações do Abril Laranja no município.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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Projeto do Judiciário promove acolhimento e fortalece vínculos na EMEB Joaquim da Cruz Coelho em Várzea Grande

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A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, em Várzea Grande, recebeu mais uma etapa do projeto “Raízes da Paz: Cultivando Diálogo e Fortalecendo Vidas”, iniciativa do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC) da Comarca de Várzea Grande, desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL).

A unidade escolar foi escolhida como escola piloto do projeto, que prevê encontros periódicos com estudantes, professores, servidores e famílias ao longo de 2026. A proposta é criar espaços seguros de escuta, reflexão e diálogo, contribuindo para o fortalecimento das relações interpessoais e para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor e humanizado.

A iniciativa integra uma ação desenvolvida pelo Poder Judiciário em escolas municipais de diferentes regiões de Mato Grosso, priorizando unidades que enfrentam maiores desafios sociais e educacionais. Conforme o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), o objetivo é aplicar metodologias já utilizadas pelo CEJUSC para promover a cultura da paz, fortalecer vínculos e prevenir conflitos no ambiente escolar.

Desde o início deste ano, a equipe responsável pelo projeto realizou reuniões de planejamento, visitas técnicas, ações de sensibilização da comunidade escolar e encontros com pais e responsáveis. Em março, tiveram início os Círculos de Construção de Paz com estudantes do Ensino Fundamental II, conduzidos por facilitadores capacitados em Justiça Restaurativa.

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Para a diretora da EMEB Joaquim da Cruz Coelho, Rosalina Marques de Almeida, o trabalho tem gerado impactos positivos na identificação e no acolhimento de estudantes em situação de vulnerabilidade social.

“Fomos agraciados com esse trabalho voltado para nossas crianças. Temos alunos que vivem realidades muito difíceis e os círculos têm sido fundamentais porque permitem identificar suas dores e trabalhar questões sociais, psicológicas, afetivas e emocionais. Esse atendimento está ajudando as crianças, a escola e toda a comunidade”, destacou.

Segundo Rosalina, as ações desenvolvidas têm contribuído significativamente para o bem-estar emocional dos estudantes. “Cada criança precisa se sentir ouvida, valorizada e acolhida. Não podemos ignorar as dificuldades que muitas delas enfrentam fora da escola. Esse projeto tem nos ajudado a oferecer suporte, fortalecer vínculos e criar oportunidades reais de transformação em suas vidas”, destacou.

A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, ressaltou a importância da parceria entre o Município e o Poder Judiciário para ampliar as ações de apoio aos estudantes e fortalecer o ambiente escolar.

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“Projetos como o Raízes da Paz mostram que a educação vai muito além da sala de aula. Quando o Poder Judiciário se aproxima da escola para ouvir, orientar e construir soluções junto com a comunidade, todos ganham. Estamos falando de acolhimento, prevenção de conflitos e fortalecimento emocional dos nossos alunos. Essa parceria é fundamental para garantir um ambiente mais seguro, humano e preparado para transformar vidas”, afirmou a secretária.

A expectativa é que os resultados obtidos na EMEB Joaquim da Cruz Coelho contribuam para o aperfeiçoamento da metodologia e para a ampliação do projeto em outras unidades escolares, fortalecendo a cultura da paz e o desenvolvimento integral dos estudantes da rede pública.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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