VÁRZEA GRANDE
DAE amplia atuação dos caminhões-pipa com força-tarefa emergencial
VÁRZEA GRANDE
Ação estratégica vai garantir atendimento a bairros que não receberem água pela rede
O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG) vai ampliar a ação dos caminhões-pipa em todo o município. A partir desta semana, será realizada uma força-tarefa especial para reforçar o abastecimento, atendendo de forma paralela às solicitações feitas pelos canais oficiais.
No total, 19 caminhões-pipa estarão em operação, com a missão de mapear as regiões que não receberam água pela rede nos últimos dias e garantir que essas comunidades sejam atendidas de maneira emergencial.
A decisão foi tomada em reunião realizada neste domingo (28), que contou com a presença da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), do diretor-presidente do DAE, Tenente-Coronel Zilmar Dias, e da equipe de operações da autarquia, em conjunto com a empresa responsável pelo fornecimento dos caminhões. O encontro teve como objetivo alinhar as estratégias e garantir mais eficiência na distribuição.
A prefeita destacou a importância de ouvir os moradores neste momento delicado. “Estamos sempre atentos às demandas da população e buscando soluções rápidas. Essa ampliação é uma forma de reforçar nosso compromisso com cada família várzea-grandense”.
Já o diretor-presidente do DAE, Tenente-Coronel Zilmar Dias, ressaltou o esforço contínuo da autarquia. “Nosso trabalho é diário, sempre buscando melhorar o abastecimento e atender com responsabilidade. Essa ação com os caminhões-pipa é mais uma demonstração do empenho da nossa equipe”.
O DAE reforça que os pedidos de caminhão-pipa continuam sendo feitos prioritariamente pelos canais oficiais de atendimento, mas que a força-tarefa garantirá cobertura adicional às regiões mais afetadas.
VÁRZEA GRANDE
Biblioteca Pública de Várzea Grande inaugura Afroteca para valorizar memória e produção intelectual negra
A Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda, em Várzea Grande, passa a contar, a partir desta quinta-feira (10), com a Afroteca, uma coleção especializada dedicada à preservação, organização e valorização da história, da cultura, da memória e da produção intelectual negra. O espaço foi apresentado durante evento realizado na tarde desta quinta-feira (10) e representa um novo passo na democratização do acesso à informação e no fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial no município.
Mais do que uma coleção de livros sobre racismo, a Afroteca nasce como um espaço de memória, conhecimento e reparação histórica. O acervo é separado da coleção geral da biblioteca e reúne materiais que permitem ao público conhecer diferentes aspectos da trajetória da população negra no Brasil e no mundo.
A coleção está organizada em três frentes. A primeira é dedicada à produção afro-brasileira e africana, com livros sobre a história da África, a diáspora africana e o período pós-abolição, religiões de matriz africana, literatura negra brasileira e biografias de personalidades negras.
A segunda reúne a produção intelectual negra, com obras escritas por autoras e autores negros, além de teses, dissertações, zines, cordéis e produções da literatura periférica. Já a terceira frente é voltada à memória e às raridades, reunindo documentos, fotografias, jornais antigos da imprensa negra, discos de vinil e outros materiais que ajudam a preservar registros históricos.
Para a secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, a criação da Afroteca fortalece o papel da biblioteca como espaço de conhecimento, inclusão e construção da cidadania.
“A Afroteca amplia o acesso ao conhecimento e valoriza uma história que precisa ser conhecida por todos. É um acervo que preserva memória, fortalece a identidade e ajuda a construir uma sociedade mais consciente e respeitosa”, destaca Maria Fernanda.
A superintendente de Cultura, Luh Arruda, ressalta que a construção da Afroteca representa um processo coletivo e reforça o compromisso de Várzea Grande com a valorização da cultura negra.
“Esse acervo é fruto de uma construção coletiva e nasce com a missão de dar visibilidade à produção e à memória negra. A biblioteca passa a ser também um lugar de encontro com essa história, para que ela seja conhecida, valorizada e preservada”, afirma Luh Arruda.
A construção da coleção também contou com a participação do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Várzea Grande (CMPIR/VG). Segundo a presidente do Conselho, Janaína Hellwich, o reconhecimento da importância do acervo começou dentro do próprio Conselho, em diálogo com os conselheiros, com destaque para a atuação da professora Rosana, e avançou por meio da parceria com a Superintendência de Cultura.
“O primeiro passo foi abrir a Afroteca. Agora, precisamos fazer esse conhecimento chegar às escolas e à sociedade, atraindo pessoas negras e não negras para conhecer essa história e contribuir para romper preconceitos”, pontua Janaína.
O bibliotecário Odiley Santiago, que participa da organização e da construção do acervo, destaca que a Afroteca foi pensada para ser um espaço vivo de pesquisa, leitura e descoberta.
“A Afroteca não é apenas uma estante temática. É um acervo especializado que reúne diferentes formas de conhecimento e memória negra, permitindo que o público encontre autores, histórias e registros que muitas vezes não estão presentes nos acervos tradicionais”, explica Odiley.
A partir desta quinta-feira, o acervo está disponível para consulta da população negra e de todos os moradores que tenham interesse em conhecer, pesquisar e se aprofundar na história, na cultura e na produção intelectual da população negra.
A proposta é que a Afroteca também se consolide como ferramenta de apoio às escolas e às ações previstas na Lei nº 10.639/2003, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, contribuindo para ampliar o acesso a conteúdos e referências que valorizem a diversidade e a contribuição da população negra para a formação da sociedade brasileira.
Com a abertura do espaço, a Biblioteca Pública Municipal Professora Laurinda amplia seu papel como guardiã da memória e transforma o conhecimento em instrumento de valorização, pertencimento e combate ao preconceito, aproximando a população de uma história que pertence a toda a sociedade.
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