VÁRZEA GRANDE
DAE-VG orienta consumidores sobre revisão de faturas emitidas pela média durante transição de sistema
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O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) informa à população que, durante o processo de implantação do novo sistema de gestão comercial, realizado entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, algumas faturas de consumo de água foram emitidas com base na média de consumo dos imóveis.
Em alguns casos, consumidores relataram divergências nos valores cobrados, apontando que o consumo faturado não corresponde à utilização real registrada no imóvel. Diante da situação, o DAE-VG reforça que está à disposição para analisar individualmente cada caso e realizar os procedimentos necessários para a correção das cobranças, quando forem constatadas inconsistências.
Os consumidores que se sentirem prejudicados devem procurar um dos pontos de atendimento da autarquia, levando documento pessoal, número da matrícula da unidade consumidora ou outro documento que permita sua identificação, além de uma foto atual do hidrômetro, demonstrando a leitura do dia.
Os atendimentos estão sendo realizados nos seguintes locais:
- Unidade de atendimento próxima ao Terminal André Maggi;
- Ganha Tempo do Cristo Rei;
- Guichê do IPTU, localizado na Prefeitura de Várzea Grande.
O DAE-VG reafirma seu compromisso com a transparência e o respeito ao consumidor, destacando que as equipes estão preparadas para atender não apenas demandas relacionadas às faturas emitidas por média, mas também quaisquer outras situações em que o usuário considere necessário solicitar esclarecimentos ou revisão de cobranças.
A autarquia orienta que os consumidores procurem os canais oficiais de atendimento para que cada caso seja devidamente analisado e solucionado.
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Muito além de uma “micose”: Várzea Grande capacita profissionais para identificar e acompanhar doenças fúngicas graves
Uma coceira, uma ferida que não cicatriza ou uma alteração aparentemente simples na pele pode esconder uma doença que exige investigação e acompanhamento médico. As micoses não se resumem às infecções superficiais conhecidas pela população: algumas formas são causadas por fungos que podem atingir órgãos internos, provocar quadros graves e, em determinados casos, estar relacionadas ao contato com animais infectados.
É o caso da esporotricose, uma micose que pode ser transmitida ao ser humano principalmente pelo contato com animais infectados, especialmente gatos. A doença costuma provocar lesões na pele e, sem diagnóstico e tratamento adequados, pode evoluir para formas mais graves.
É justamente para ampliar a capacidade de identificação, investigação e acompanhamento dessas doenças que profissionais da Vigilância em Saúde de Várzea Grande participaram de uma capacitação para a implantação da Vigilância das Micoses Endêmicas e Oportunistas em Mato Grosso. A atividade foi realizada durante dois dias, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá, com a participação de profissionais de municípios do Estado e da equipe estadual de Vigilância em Saúde.
No primeiro dia, os participantes tiveram contato com o conteúdo teórico e participaram de simulações para o preenchimento das fichas de notificação. A capacitação abordou a identificação das micoses e a importância de reconhecer corretamente os casos, para que possam ser registrados e acompanhados pela rede de saúde.
Já no segundo dia, o treinamento foi direcionado à parte prática, com a utilização do Sistema Micosis, ferramenta que permitirá registrar as informações dos pacientes, acompanhar a evolução dos casos e organizar o fluxo relacionado ao tratamento.
A implantação do sistema representa uma mudança importante na forma como essas doenças serão acompanhadas. A partir da identificação de um caso, as informações poderão ser inseridas na plataforma e atualizadas ao longo do tratamento, permitindo que a Vigilância em Saúde tenha um histórico do paciente e dados mais precisos sobre a ocorrência das micoses no município.
O sistema também será utilizado no processo de solicitação dos medicamentos indicados para o tratamento. Após a notificação e a avaliação do caso, a solicitação seguirá o fluxo estabelecido, incluindo a análise do profissional farmacêutico para a dispensação do medicamento.
A implantação será feita de maneira gradativa na rede. A expectativa é iniciar a estruturação do fluxo e, posteriormente, ampliar a utilização para outras unidades. Quando um caso for identificado na Atenção Primária e houver necessidade de avaliação especializada, o paciente poderá ser encaminhado aos serviços de referência para a continuidade da investigação e do tratamento.
Para a enfermeira da Vigilância em Saúde, Maria José Neves, a capacitação é fundamental para fortalecer a identificação e o acompanhamento dos casos.
“Quanto mais cedo uma doença é reconhecida, notificada e acompanhada, maior é a capacidade do poder público de compreender onde os casos estão acontecendo, quais são os fatores envolvidos e como organizar a assistência aos pacientes”, explica.
Além de cuidar de quem já apresenta sintomas, os registros também ajudam a Saúde Pública a compreender o cenário epidemiológico. A partir das notificações, é possível identificar a ocorrência das doenças, acompanhar sua evolução e planejar ações de prevenção, investigação e assistência.
A implantação do Sistema Micosis ainda passará por etapas de avaliação e validação. Após essa fase, os profissionais capacitados deverão participar de novas orientações para atualização e continuidade da implantação da ferramenta na rede municipal.
Mais do que aprender a preencher uma ficha ou utilizar um sistema, a capacitação prepara a rede para uma etapa importante: transformar a identificação de um caso de micose em informação, acompanhamento e cuidado contínuo para o paciente.
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