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Nova sede do CER II é inaugurada em Várzea Grande

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Até aqui, o Município não tinha um Centro de Reabilitação com acessibilidade. Foram anos de espera por uma unidade que pudesse, de fato, ofertasse a recuperação plena dos pacientes e acolhesse com dignidade. “Com a sensibilidade da atual gestão, em menos de um ano essa obra saiu do papel”

Com emoção, senso de dever cumprido e compromisso com a dignidade das pessoas com deficiência, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), inaugurou ontem (12), a nova sede do Centro Especializado em Reabilitação – CER II, que passa a funcionar em um espaço mais amplo, moderno totalmente equipado e realmente com acessibilidade, no antigo Colégio Estadual Antônio Gasparoto Gatiboni, no bairro Ponte Nova.

A nova estrutura representa um avanço importante na política de reabilitação do Município, garantindo melhores condições de atendimento aos pacientes com deficiência física, motora e intelectual, além de mais dignidade para usuários e profissionais que atuam na unidade.

Durante a cerimônia, a prefeita Flávia Moretti destacou que a mudança da unidade era uma necessidade antiga e também uma obrigação da gestão pública, já que o serviço funcionava desde 2016 em um prédio sem acessibilidade, mas destinado ao atendimento de pessoas com redução motora, em grande maioria.

“Essa mudança é um dever do gestor público. O CER funcionava em um prédio sem acessibilidade e nós sabemos que garantir estrutura adequada é garantir dignidade às pessoas. Quando chegamos à gestão, eu e a secretária Deisi, traçamos essa estratégia e colocamos como prioridade cumprir essa missão”, afirmou.

A prefeita também lembrou que, além de melhorar o atendimento à população, a nova sede valoriza os servidores que atuam na unidade.

“Não é apenas para quem é atendido. É também para quem trabalha aqui todos os dias. Quem estava no antigo espaço, ao lado do Postão, agora terá mais dignidade de trabalho e valorização como servidor público”, completou.

O promotor de Justiça Carlos Henrique Richter destacou que a entrega da nova estrutura é resultado de uma luta antiga da comunidade.

“É com grande satisfação que vemos essa obra pronta. Essa é uma luta antiga da comunidade. O Ministério Público encampou essa demanda e, em 2021, ajuizou uma ação para que esse espaço fosse construído. O processo se arrastou por anos, mas com a sensibilidade da atual gestão, em menos de um ano essa obra saiu do papel”, afirmou.

Segundo o promotor, a atuação do Ministério Público é justamente apontar as necessidades da população. “O nosso papel é captar as demandas da sociedade e fazer os apontamentos necessários. E a atual gestão está conseguindo responder a essas demandas de forma diferenciada”, ressaltou.

PARCERIAS E INVESTIMENTOS – A nova sede recebeu investimento de cerca de R$ 380 mil, via emenda parlamentar do deputado estadual Elizeu Nascimento (PL), destinados à aquisição de móveis, equipamentos e sinalização da unidade.

Durante o evento, o deputado ressaltou que a parceria com o Município deve continuar trazendo benefícios à população.

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“Tenho certeza que quem ganha com tudo isso são os munícipes de Várzea Grande. Essa é apenas o início de uma parceria que com certeza ainda irá render muitos frutos para a cidade”, afirmou.

O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, destacou que a união entre gestão e equipe técnica está sendo fundamental para transformação da saúde no Município.

“É com determinação, como a da prefeita Flávia Moretti, e com secretários comprometidos, como a Deisi Bocalon, que estamos promovendo essa grande transformação na saúde de Várzea Grande. Eu sonho com o dia em que vamos chegar aqui para anunciar a construção do novo hospital municipal”, disse.

APOIO DO GOVERNO DO ESTADO – A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou o papel fundamental do governo do Estado para que o Município pudesse avançar em diversas ações na área da saúde.

“Se não fosse o apoio do governo do Estado, nós não teríamos condições de fazer um terço do que estamos fazendo. Várzea Grande é uma cidade que deixou algumas obrigações para trás e hoje sofre as consequências disso. Quem nos sustenta hoje, posso dizer com todas as letras, é o apoio do governo do Estado e da Assembleia Legislativa do Estado”, afirmou.

A secretária também lembrou que, ao assumir a pasta, encontrou diversas notificações do Ministério Público relacionadas à estrutura da rede de saúde, incluindo a falta de acessibilidade do CER II.

“Uma dessas demandas era justamente falta de acessibilidade do Centro de Reabilitação. Como não tínhamos um prédio adequado, fomos buscar apoio. Fomos muito bem acolhidos pelo vice-governador Otaviano Pivetta e pelo secretário de Educação, Alan Porto, que intermediou a cessão da escola que estava fechada. Assim conseguimos realizar a reforma com recursos de emendas parlamentares, apoio do Estado e recursos próprios”, explicou.

CONQUISTA PARA COMUNIDADE – O presidente da Associação Várzea-grandense das Pessoas com Deficiência Física, Dinei Ribeiro, que atua há mais de 20 anos na defesa da causa, destacou a importância da nova sede para a população.

Ele relembrou que há cerca de dez anos o serviço deixou a antiga sede para reforma e passou a funcionar em um espaço improvisado, situação que acabou prejudicando os atendimentos.

“Quando o CER II foi para o espaço ao lado do Postão, a situação ficou ainda mais difícil. Quando conversei com a prefeita sobre a necessidade de uma nova estrutura, ela garantiu que essa mudança iria acontecer. Hoje vemos essa promessa se concretizando”, disse.

Dinei também lembrou que participou da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da sede própria do CER II, há cerca de dez anos, e agora vê a obra finalmente avançar, após articulação da atual gestão que destravou projetos.

“Várzea Grande tem aproximadamente 20 mil pessoas com deficiência. Esse espaço representa dignidade e esperança para todos nós”, afirmou.

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ESTRUTURA MODERNA E ACESSÍVEL – A nova sede do CER II foi totalmente readequada para oferecer mais conforto, segurança e qualidade no atendimento. A unidade conta com:

• Seis consultórios

• Quatro ginásios de fisioterapia

• Recepção

• Sala de pré-triagem

• Coordenação

• Setor administrativo

• Banheiros adaptados para pessoas com deficiência

• Banheiros convencionais

• Playground

• Todos os ambientes climatizados e planejados conforme normas de acessibilidade.

O espaço também dispõe de pátio externo para interação dos usuários e quadra esportiva, que em breve receberá cobertura para ampliar as atividades terapêuticas.

ACESSO E MOBILIDADE – Para facilitar o deslocamento dos pacientes, a unidade conta com acesso pela linha de ônibus 958, além da manutenção do transporte por vans para pacientes assistidos. O entorno do prédio também recebeu melhorias, por parte da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, como faixa de pedestre, placas de sinalização e quebra-molas, garantindo mais segurança para os usuários.

Participaram da cerimônia vereadores do município, representantes de associações, conselhos tutelares, Assembleia Legislativa e governo do Estado.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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CAPS AD III amplia rede de saúde mental com estrutura própria e acolhimento 24 h em Várzea Grande

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A construção da sede própria do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III (CAPS AD III) representa um passo histórico para a saúde mental de Várzea Grande. Mais do que uma nova estrutura física, a unidade promete ampliar o atendimento especializado às pessoas em sofrimento psíquico decorrente do uso abusivo de álcool e outras drogas, oferecendo acolhimento 24 horas e suporte multiprofissional contínuo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com investimento superior a R$ 3,1 milhões, viabilizado por meio do Novo PAC Saúde, a obra já está em andamento e deve ser concluída em aproximadamente dez meses. Atualmente, o CAPS AD funciona em um prédio alugado de 250 metros quadrados. A nova sede terá 635 metros quadrados e estrutura voltada para acolhimento humanizado, atendimento intensivo, acompanhamento terapêutico integral e hospitalidade.

A secretária municipal de Saúde, Valeria Nogueira, destacou que a implantação da unidade marca uma transformação no cuidado em saúde mental no Município. “Essa é uma conquista muito grande para Várzea Grande. Estamos falando de um CAPS que vai funcionar 24 horas, com atendimento integrado, equipe multiprofissional formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogo e psiquiatra, ofertando terapias voltadas aos usuários do SUS. É uma tratativa diferenciada, que vai abarcar toda a questão social, mental e também os problemas relacionados ao álcool e outras drogas”, afirmou.

Segundo a secretária, a nova sede permitirá oferecer mais conforto, acolhimento e dignidade aos pacientes e familiares. “Hoje funcionamos em um espaço alugado e improvisado que havia se tornado, até então, definitivo. Com a sede própria, teremos uma estrutura ampla, adequada e dentro dos padrões recomendados pelo Ministério da Saúde”, completou.
DEMANDA LEVADA A SÉRIO – A responsável técnica dos CAPS do Município, Marisa Rodrigues, explicou que a transformação do CAPS AD II em CAPS AD III era uma demanda defendida pela equipe desde 2018. A principal diferença entre os dois modelos está justamente na possibilidade de acolhimento noturno e permanência transitória de pacientes em situações de crise o atendimento permanente 24 horas por dia e sete vezes por semana.

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“O CAPS III permite leitos de hospitalidade, ou seja, o paciente pode permanecer na unidade por um período transitório para estabilização clínica e acompanhamento intensivo. É uma ampliação muito importante da estrutura e no cuidado individualizado”, explicou.

Atualmente, cerca de 800 pacientes são acompanhados pelo serviço no Município. Grande parte deles é formada por usuários de álcool e outras drogas, incluindo pessoas em situação de rua. O trabalho desenvolvido pela equipe busca reduzir danos, fortalecer vínculos sociais e estimular a autonomia dos usuários.
“A gente trabalha a autonomia e a redução de danos dentro da unidade. Muitos pacientes procuram ajuda justamente para diminuir o uso da droga e reconstruir a própria vida”, ressaltou Marisa.

O funcionamento da unidade será dividido entre atendimentos terapêuticos diurnos e acolhimento intensivo noturno. Durante o dia, os pacientes terão acesso às consultas individualizadas, grupos terapêuticos, oficinas de expressão, atividades culturais e ações psicoeducativas voltadas ao fortalecimento emocional e social.

Já o acolhimento noturno será destinado às pessoas em crise, incluindo casos de intoxicação aguda, abstinência, descompensações psíquicas ou vulnerabilidade social. O objetivo, segundo a equipe técnica, não é institucionalizar o paciente, mas oferecer suporte temporário até sua estabilização.

“O acolhimento noturno não tem caráter de asilo. É um apoio transitório para estabilização e retomada do projeto terapêutico no território”, reforçou a responsável técnica.

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NOVO ESPAÇO – A estrutura contará com oito leitos — cinco masculinos e três femininos — para permanência breve de até 14 dias. O espaço foi planejado para oferecer suporte clínico e psicossocial intensivo, evitando internações hospitalares desnecessárias e mantendo o cuidado em ambiente comunitário e protegido.

Além do atendimento clínico, a equipe também atuará no acompanhamento social dos usuários, auxiliando em processos de escolarização, inserção no mercado de trabalho, acesso a benefícios sociais e fortalecimento da rede de apoio familiar e reinserção na sociedade.

A nova sede terá salas de atendimento individualizado, banheiros adaptados, farmácia, sala administrativa, sala de reunião, espaços internos e externos de convivência, refeitório, cozinha, lavanderia, posto de enfermagem, almoxarifado, abrigo de resíduos, DML, DMI e sala de repouso. A unidade contará ainda com quartos coletivos separados em alas masculina e feminina, além de quarto de plantão para os profissionais.

Para a médica psiquiatra Dra. Ackermann Fortes, a nova estrutura permitirá ampliar o acolhimento humanizado tanto aos pacientes quanto às famílias.

“Ter uma sede adequada significa poder oferecer um tratamento mais humanizado aos nossos acolhidos e também estender esse cuidado às famílias, que muitas vezes também precisam de apoio para enfrentar o sofrimento causado pelo álcool e outras substâncias psicoativas”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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