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Novembro inicia com 463 vagas de empregos formais em Várzea Grande
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O Sistema Nacional de Emprego (Sine) de Várzea Grande iniciou a primeira semana de novembro com 463 vagas de trabalho formal disponíveis em diversos setores da economia. As oportunidades abrangem desde funções operacionais até cargos técnicos e administrativos, com destaque para vagas voltadas a pessoas com deficiência (PCDs), reforçando o compromisso do município com a inclusão no mercado de trabalho.
O Sine-VG, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, realiza a atualização das vagas todas as terças-feiras e funciona no segundo andar do Várzea Grande Shopping, oferecendo atendimento gratuito para intermediação de mão de obra, cadastro de currículos e encaminhamento para entrevistas.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Mário Quidá Neto, destaca o papel do Sine como instrumento de fortalecimento da economia local. “Nosso objetivo é conectar o cidadão às oportunidades geradas pelas empresas instaladas em Várzea Grande. O crescimento do número de vagas formais reflete o dinamismo econômico do município e o empenho da gestão em atrair novos empreendimentos e gerar empregos com carteira assinada”, disse Mário.
Entre as oportunidades com maior número de vagas estão: auxiliar de linha de produção (111), auxiliar de limpeza (56), balanceiro (40), ajudante de obras (20) e atendente de lojas (11). Há ainda vagas específicas em setores de logística, construção civil, comércio, serviços e indústria. As vagas também estão disponíveis no site da prefeitura no endereço: www.varzearande.mt.gov.br no link “Trabalha VG”.
Confira a lista completa: Açougueiro (2); Agente de Inspeção de Qualidade (2); Ajudante de Carga e Descarga (12); Ajudante de Obras (20); Ajudante de Padeiro (5); Assistente de Logística (1); Analista de Planejamento de Manutenção (1); Assistente de Controladoria (4); Assistente de Vendas (6); Atendente de Balcão (1); Atendente de Lanchonete (3); Atendente de Lojas (11); Auxiliar Administrativo (1); Auxiliar de Almoxarifado (2); Auxiliar de Compras (1); Auxiliar de Cozinha (3); Auxiliar de Escritório (1); Auxiliar de Estoque (21); Auxiliar de Expedição (4); Auxiliar de Limpeza (56); Auxiliar de Linha de Produção (111); Auxiliar Geral de Conservação de Vias (1); Auxiliar Operacional de Logística (1); Balanceiro (40); Carpinteiro (3); Caseiro (1); Chefe de Serviços de Limpeza (11); Consultor de Vendas (2); Cozinheiro Geral (1); Eletricista (1); Eletricista de Instalação Industrial (2); Empregado Doméstico nos Serviços Gerais (1); Encanador (1); Encarregado de Expedição (1); Encarregado de Manutenção (3); Estoquista (4); Instalador de Película Veicular (1); Jardineiro (10); Mecânico de Manutenção de Aparelho de Refrigeração (2); Mecânico de Manutenção e Instalação Elétrica (1); Montador de Estrutura Metálica (7); Motorista Carreteiro (1); Motorista de Caminhão (5); Motorista de Caminhão Guincho (2); Motorista Entregador (4); Oficial de Manutenção (3); Oficial de Manutenção Civil (8); Operador de Caixa (10); Operador de Empilhadeira Elétrica (3); Operador de Telemarketing (2); Operador de Vendas (Lojas) (26); Pedreiro (5); Promotor de Vendas (1); Representante Comercial Autônomo (1); Servente de Limpeza (8); Servente de Obras (6); Técnico de Edificações (2); Técnico de Manutenção Industrial (1); Técnico de TI (1); Técnico em Eletromecânica (1); Técnico em Segurança do Trabalho (1); Torneiro Mecânico (1); Vendedor no Comércio de Mercadorias (2); Vendedor Interno (7).
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Informação ajuda mulheres a reconhecer a violência e buscar proteção em Várzea Grande
Antes da agressão física, muitas vezes existe o controle. Antes do medo, podem surgir os ciúmes excessivos, as ameaças, as humilhações, as palavras que diminuem, o controle do dinheiro, das roupas, das amizades e até do celular.
Nem toda violência deixa marcas visíveis no corpo. Algumas deixam marcas silenciosas, que podem durar anos.
Em Mato Grosso, somente em 2025, 7.159 mulheres vítimas de violência doméstica foram acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar. O número representa uma média de quase 597 mulheres atendidas todos os meses e é 26,3% maior que o registrado em 2024, quando 5.670 mulheres foram assistidas pelo programa.
Em Várzea Grande, a dimensão do problema também aparece nos números do Judiciário. Ao longo de 2025, foram registrados 1.421 novos processos de medidas protetivas de urgência na comarca, uma média de quase 118 pedidos por mês. O dado não representa o total de mulheres vítimas de violência, mas mostra quantas buscaram a proteção da Justiça diante de situações de violência doméstica e familiar.
O cenário pode chegar ao extremo da violência: Mato Grosso registrou 27 feminicídios no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da Polícia Civil do Estado.
É diante dessa realidade que o Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, reforça uma mensagem que precisa chegar a todas: nenhuma mulher precisa enfrentar uma situação de violência sozinha.
Na manhã desta segunda-feira (17), mulheres atendidas pela Unidade de Saúde da Família do Jardim Eldorado, em Várzea Grande, participaram de uma palestra sobre os direitos das mulheres e os caminhos existentes para buscar proteção e orientação.
A atividade foi conduzida pelas advogadas Patrícia Campos e Adriana Ragnini, da Comissão de Combate à Violência contra a Mulher da OAB de Mato Grosso.
Durante o encontro, as participantes foram orientadas sobre os diferentes tipos de violência previstos na legislação, os mecanismos de proteção e a importância de não naturalizar comportamentos agressivos.
A violência pode ser física, mas também psicológica, moral, sexual e patrimonial. Uma ameaça, uma humilhação constante, o controle financeiro, a perseguição ou a tentativa de impedir que a mulher tenha contato com familiares e amigos também podem fazer parte do ciclo de violência.
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) estabelece mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher e prevê medidas de proteção para mulheres em situação de violência.
Mais do que falar sobre leis, a palestra buscou fortalecer a autoestima e a coragem para pedir ajuda.
“É importante que a mulher saiba reconhecer os sinais da violência e entenda que ela tem direitos e uma rede que pode acolhê-la. Muitas vezes, a informação é o primeiro passo para que ela consiga romper esse ciclo e buscar proteção”, destacou a responsável técnica da unidade, Thalita Almeida.
A orientação também foi para que as mulheres não esperem a violência chegar à agressão física para procurar ajuda. O medo, a ameaça, a humilhação e o controle também precisam ser levados a sério.
A mensagem deixada durante o encontro foi simples, mas necessária: a mulher não está sozinha. Existe uma legislação que pode protegê-la, serviços que podem orientá-la e uma rede de atendimento preparada para acolher quem decide pedir ajuda.
Em Várzea Grande, o Centro Especializado de Atendimento às Vítimas (CEAV) funciona no Fórum da cidade, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h, oferecendo acolhimento e orientação. O serviço também atende pelo WhatsApp (65) 3688-8404.
Em maio deste ano, a Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande também passou a funcionar em regime de plantão 24 horas, ampliando a proteção e o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar. O telefone de contato é (65) 98173-0670.
Porque romper o silêncio nem sempre é fácil. Mas nenhuma mulher deve ser convencida de que sofrer é normal.
Informação protege. Orientação fortalece. Denunciar pode salvar uma vida.
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