VÁRZEA GRANDE
Prefeita e deputado Hugo Garcia discutem ações para destravar agricultura familiar
VÁRZEA GRANDE
Entre as necessidades urgentes, além de assistência técnica e fomento, está a conectividade na zona rural, com acesso às redes móveis de comunicação
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu na tarde desta sexta-feira (27), em seu gabinete, o deputado estadual Hugo Garcia (Republicanos), em uma reunião de trabalho voltada ao fortalecimento da agricultura familiar no Município. O encontro contou com a presença de secretários e vereadores, e teve como foco principal a implementação de políticas públicas que destravem barreiras jurídicas e técnicas enfrentadas pelos pequenos produtores rurais.
“A agricultura familiar é apaixonante. São pessoas simples e unidas que precisam de apoio. Quero destravar esse setor em Várzea Grande. Eles são carentes em todos os sentidos”, afirmou a prefeita. Ela destacou ainda a necessidade de conectividade no campo. “Quero também para levar internet à zona rural, precisamos melhorar a comunicação e a telecomunicação”.
O deputado Hugo Garcia, engenheiro agrônomo, defendeu investimentos em fruticultura e o cultivo de produtos que possuam alto valor agregado. “Estamos propondo a vários municípios a implantação da fruticultura para pequenos produtores, com cultivos como mirtilo, macaúba, cacau, goiaba, caju e maracujá, entre outras. Muitas dessas frutas ainda importamos de outros estados e outras podem ser exportadas inclusive”, disse.
Ele também se comprometeu a intermediar apoio junto ao Ministério da Agricultura. “Temos projetos como o Solo Seguro e kits de irrigação completos, com bomba, reservatório e energia solar. O pequeno produtor só precisa plantar e produzir”.
Durante o encontro, o parlamentar relembrou sua atuação recente na Assembleia Legislativa. “Em apenas 78 dias de mandato conseguimos aprovar a regulamentação da irrigação para o pequeno agricultor, uma medida essencial para o desenvolvimento do campo”. No entanto, criticou a lentidão da burocracia. “A agricultura familiar sofre muito com a morosidade da burocracia, especialmente na questão do CAR”.
A prefeita, que também é advogada ambiental, reconheceu o problema. “Eu sei disso. Como advogada ambiental, conheço bem os obstáculos jurídicos que travam o setor”.
O secretário municipal de Governo, Benedito Lucas de Miranda, apresentou ao deputado, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim. Ele expôs o trabalho que vem sendo realizado com uma equipe reduzida, mas engajada. “Estamos nas comunidades rurais de segunda a segunda inclusive aos finais de semana com ações técnicas e projetos que já fazem a diferença, como a Feira da Família”, destacou.
Amorim reforçou o potencial produtivo do Município. “Em Várzea Grande, 85% do território é agricultável e apenas 15% é urbano. Nossa produção é de caixaria, a exemplo do maxixe, quiabo, tomate, abóbora, mandioca, verduras, mas também temos banana, mamão, limão, pitaia e maracujá. Temos ainda uma lista com 74 famílias prontas para iniciar a irrigação”.
O vereador Samir Katumata (PL) elogiou a iniciativa e a atuação do deputado. “A proposta pode sim agregar valor a uma parcela importante da população que precisa melhorar sua renda”. Também participaram da reunião os vereadores Bruno Rios (PL), Alessandro Moreira (MDB), Braz Jaciro (PSDB) e Raul Curvo (Republicanos).
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Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
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