VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande integra ação estratégica para ampliar vagas em creches
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A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande (SMECEL), Maria Fernanda Figueiredo, participou, na manhã desta quarta-feira (22), de uma visita institucional à primeira creche concluída com recursos estaduais repassados aos municípios de Mato Grosso. O encontro ocorreu na Creche Pró-Infância Frei Joaquim Tébar Fernandes, no município de Poconé.
A agenda teve como objetivo evidenciar a eficácia da atuação integrada entre Estado, municípios, Tribunais de Contas e demais instituições parceiras na garantia do direito à educação e na promoção do desenvolvimento social, com foco na primeira infância.
O convite foi feito pelo Gabinete de Articulação para Efetivação da Política da Educação em Mato Grosso (GAEPE-MT), presidido pelo conselheiro Antônio Joaquim. A iniciativa busca destacar resultados concretos obtidos por meio da cooperação entre instituições públicas, especialmente no enfrentamento do déficit de vagas na educação infantil, na retomada de obras paralisadas e na ampliação da oferta de creches em todo o Estado.
Durante a visita, a secretária Maria Fernanda destacou a importância da união entre os entes públicos para garantir avanços na área educacional.
“Estamos aqui na Creche Pró-Infância Frei Joaquim Tébar Fernandes, fruto do trabalho conjunto de pessoas e instituições comprometidas com a primeira infância. É uma alegria participar desse momento, mas também uma grande responsabilidade. Garantir o direito à educação dessas crianças não é apenas dever do município, mas também dos governos estadual e federal. Hoje, vemos isso acontecer na prática”, afirmou.
A gestora também ressaltou o cenário de Várzea Grande, que enfrenta déficit de vagas em creches. “Várzea Grande é o segundo maior município de Mato Grosso e possui uma demanda significativa por educação infantil. Por isso, viemos conhecer de perto esse modelo, que pode assegurar apoio do Estado para ampliar a oferta e garantir o acesso das crianças à educação desde os primeiros anos de vida”, completou.
O prefeito de Poconé, Jonas Moraes, enfatizou a importância das parcerias institucionais para a efetivação de políticas públicas.
“Essa creche representa mais do que uma obra concluída: simboliza o resultado de parcerias sólidas entre Estado, municípios e órgãos de controle. O trabalho integrado é essencial para garantir que nossas crianças tenham acesso à educação de qualidade desde cedo, promovendo desenvolvimento e oportunidades para toda a comunidade”, destacou.
Várzea Grande ocupa posição estratégica no cenário educacional de Mato Grosso, com iniciativas voltadas à primeira infância e à ampliação do acesso à educação. A participação no encontro também fortalece o intercâmbio de experiências entre os municípios, contribuindo para o aprimoramento das políticas públicas educacionais em todo o Estado.
A visita foi coordenada pela Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas de Mato Grosso (COPEC/TCE-MT) e contou com a participação de diversas autoridades, entre elas o conselheiro Antônio Joaquim; representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Ministério Público do Estado (MPE) e do Governo de Mato Grosso; o deputado estadual Eduardo Botelho, representando a Assembleia Legislativa (ALMT); além do prefeito de Poconé, Jonas Moraes.
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Hepatites virais: diagnóstico precoce é essencial para combater doenças que podem permanecer silenciosas
Muitas vezes, as hepatites virais chegam sem avisar. A pessoa pode estar infectada e passar anos sem apresentar qualquer sintoma, enquanto o vírus provoca alterações no fígado. Foi justamente para levar informação e estimular o cuidado com a saúde que a equipe da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande realizou uma palestra para os hóspedes da Casa de Acolhimento Rogina de Arruda, localizada no bairro Novo Várzea Grande.
O encontro abordou as hepatites virais, com destaque para os tipos B, C e Delta, além de informações sobre sífilis e HIV. A atividade foi realizada a convite da própria instituição, que atende pessoas vindas de outras regiões para consultas e tratamentos de saúde, além de pessoas em situação de rua e em outras condições de vulnerabilidade.
Durante a palestra, o médico da Atenção Básica, Dr. Natanael, explicou como ocorre a transmissão, quais são os principais sinais e sintomas e como é feito o diagnóstico. A equipe também reforçou a importância da prevenção e da realização de testes.
Além do médico Natanael, participaram da atividade a enfermeira Jhaniele, a técnica de enfermagem Raquel, Laura, da Vigilância em Saúde do Trabalhador, a gerente da Vigilância Epidemiológica, Silvana, a enfermeira Maria José e a servidora Rosemeire Fernandes, agente de combate às endemias.
Uma doença que pode passar despercebida
As hepatites virais são infecções que atingem o fígado. Quando apresentam sintomas, eles podem incluir cansaço, febre, mal-estar, náuseas, vômitos, dor abdominal, urina escura, fezes claras e pele e olhos amarelados. Entretanto, principalmente nos casos de hepatites B e C, a ausência de sintomas é comum, o que pode atrasar a descoberta da doença.
A história do engenheiro florestal André Coutinho mostra como a hepatite C pode ser silenciosa. Diagnosticado com a doença, ele passou por um período de luta até conseguir enfrentar o problema e seguir com o tratamento. André conta que, até hoje, não sabe exatamente onde ocorreu o contágio.
“Comecei a ficar ruim, com todos os sintomas, procurei o pronto atendimento e, nos exames, fui diagnosticado com a hepatite. Fiz o tratamento certinho para não ter complicações severas”, comentou André.
A experiência também reforça uma das principais orientações dos profissionais de saúde: não é preciso esperar o aparecimento de sintomas para procurar atendimento. No caso da hepatite C, aproximadamente 80% das pessoas não apresentam sintomas, e o diagnóstico frequentemente acontece durante exames de rotina ou por meio de testagem.
Diagnóstico
O diagnóstico das hepatites B e C pode começar por meio de testes rápidos disponíveis na rede pública de saúde. No caso da hepatite C, quando o teste aponta contato com o vírus, exames complementares são realizados para confirmar se existe infecção ativa.
A hepatite B pode ser prevenida com vacina, disponível gratuitamente nas unidades de saúde. Já a hepatite C não possui vacina, mas atualmente existe tratamento capaz de curar a infecção.
A programação também abriu espaço para discutir outras infecções, como sífilis e HIV, ampliando a conversa sobre prevenção, diagnóstico e acesso aos serviços de saúde.
“Sempre somos chamadas pela direção de entidades para ministrarmos palestras orientativas e também para realizarmos exames. Essa participação é ótima para nós, da saúde, para estarmos próximos da população, levar conhecimento e exames. Esse é o nosso papel”, ressaltou a agente de combate às endemias Rosemeire Fernandes.
E o trabalho de orientação não termina na palestra. Como parte da programação voltada à saúde dos homens, a equipe já deixou agendada para novembro uma nova atividade na instituição, desta vez com orientações sobre câncer de próstata e cuidados com a saúde do homem.
Mais do que transmitir informações, ações como essa ajudam a aproximar o serviço de saúde de pessoas que, muitas vezes, enfrentam barreiras para acessar atendimento. Afinal, quando uma doença pode permanecer silenciosa por anos, informação, prevenção e diagnóstico são ferramentas fundamentais para evitar que o problema só seja descoberto quando as complicações já apareceram.
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