VÁRZEA GRANDE
Várzea Grande realizada mais uma edição da Feira da Família
VÁRZEA GRANDE
A Prefeitura de Várzea Grande será novamente palco da tradicional Feira da Família (F.A.M), que ocorre sempre na primeira quinta-feira de cada mês, das 8h às 18h, na praça, em frente do Paço Municipal. Mais do que um espaço de comercialização, a feira já se firmou como um ambiente de convivência, valorização da agricultura familiar e estímulo ao consumo consciente.
Com dezenas de barracas de pequenos produtores do Município, a FAM reúne alimentos frescos, hortaliças, doces, pães, ovos caipiras, artesanatos e muito mais. A diversidade de produtos é um reflexo da riqueza da produção rural de Várzea Grande.
Um dos grandes atrativos é a praça de alimentação, com a comercialização do café da manhã, ao almoço, passando pelo lanche da tarde. Amanhã, como em toda edição, o cardápio do almoço sempre vem como alguma novidade e a dessa edição é a yakisoba. Além do prato típico japonês, será ofertado espetinho, strogonoff de carne e de frango (ambos acompanhados de arroz e batata palha), batata recheada no pote, com valores a partir de R$ 10.
Para o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Ricardo Amorim, a Feira da Família é um modelo de política pública que fortalece a economia e aproxima o campo da cidade.
“A feira representa muito mais que geração de renda. É um espaço que conecta o produtor rural diretamente ao consumidor, fortalece vínculos comunitários e promove uma alimentação mais saudável e acessível. Cada edição é uma chance de mostrar o que Várzea Grande tem de melhor no campo e na cozinha”, afirmou o secretário.
Além da comercialização de alimentos, a F.A.M estimula práticas sustentáveis, movimenta a economia local e celebra a identidade cultural e gastronômica da cidade. A entrada é gratuita e aberta a toda a população.
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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