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A RUA CÂNDIDO MARIANO: UMA HOMENAGEM DOS VEREADORES DE CUIABÁ AO MARECHAL RONDON

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O historiador Estevão de Mendonça registra em sua obra Datas Mato-Grossenses (1919) que no mês de novembro de 1907, a Câmara Municipal de Cuiabá aprovou um projeto de lei em homenagem ao militar Cândido Mariano da Silva Rondon, projeto este de autoria dos vereadores Manoel Antônio Pereira Borges e Amadeu Calhao. Havia uma rua no antigo bairro da Boa Morte denominada Coronel Antônio Paes (ex-presidente da província de Mato Grosso), a antiga rua da Boa Morte, que ligava a avenida da Prainha à praça Santos Dumont. A partir da aprovação desse projeto, essa rua passou a denominar-se Cândido Mariano.
Na exposição de motivos para a alteração do nome da rua Coronel Antônio Paes, os vereadores Manoel Borges e Amadeu Calhao consideram ser devida a homenagem a Rondon por conta dos serviços prestados por ele de forma amorosa e dedicada ao Estado de Mato Grosso e, consequentemente, a sua Capital Cuiabá. Mas quem era Cândido Rondon e o que ele realizava nos idos do ano de 1907 para receber, ainda em vida, essa homenagem por parte dos vereadores de Cuiabá? É o que veremos neste artigo.

Nascido no dia 5 de maio de 1865 no distrito de Mimoso (Santo Antônio do Leverger), Cândido Mariano da Silva Rondon tinha 42 anos quando recebeu a homenagem dos edis cuiabanos. Mesmo com essa tenra idade, ele já acumulava inúmeros feitos que justificariam o seu nome em um logradouro de Cuiabá. Nesse período, coube a ele uma das mais importantes tarefas para o Brasil que desejava unir os centros urbanos aos seus rincões. A comunicação deficitária precisava ser resolvida para que o país se integrasse, e coube, dentre outros, a Rondon, a tarefa de instalação de extensas linhas telegráficas pelo interior brasileiro.

A sua primeira experiência foi como 1º Ajudante do Major Gomes Carneiro, que comandou em 1890-1891 a instalação de linhas telegráficas de Cuiabá até o oeste de Goiás (Araguaia). Ao fim desse empreendimento, Mato Grosso pôde se comunicar eficientemente ao Rio de Janeiro, na época a Capital da República. A comunicação entre as regiões que demorava semanas, agora levaria minutos com as linhas telegráficas que utilizavam o Código Morse. Um caso notório da precária comunicação até então, entre Cuiabá e o Rio de Janeiro, ocorreu no momento da Proclamação da República. O episódio ocorrido no dia 15 de novembro de 1889 foi conhecido em Cuiabá somente 30 dias depois, quando chegou por meio de um barco a vapor vindo de Corumbá.
A segunda expedição da qual participou Rondon já o tinha como líder. Foi dada a ele a tarefa de comandar a ligação telegráfica de Mato Grosso com o Paraguai e a Bolívia (1900-1906). Nesse período, Rondon era conhecido nacionalmente como um grande sertanista e indigenista. Ele não só estendia cabos telegráficos pelos sertões, mas estabelecia laços pacíficos e de cooperação com os indígenas (diferente dos genocídios de incursões anteriores), mapeava e denominava a geografia da região, criava núcleos de povoamento, abria caminhos e catalogava espécies da fauna e da folha e colhia substâncias minerais.
Foi no ano de 1907 que Rondon recebeu o seu maior desafio, que seria ligar o Brasil à região amazônica. A tarefa foi dada a ele por Afonso Pena, Presidente da República. O Presidente deseja estabelecer a comunicação com a região amazônica, alcançando o recém-criado Território do Acre (1903). Por conta da liderança, competência e fama de Rondon, a intitulada Comissão de Linhas Telegráficas Estratégicas do Mato Grosso ao Amazonas, ficou mais conhecida como Comissão Rondon (1907-1915). Afirma Cesar Domingues que um dos principais propósitos dessa Comissão seria permitir uma maior presença do governo brasileiro no Acre e no Amazonas, onde iniciava-se a exploração da borracha e a construção da ferrovia Madeira-Mamoré. Constava-se ainda que o governo federal desejava conhecer e regular a política regional a partir da eficiência da comunicação. 
De volta à exposição de motivos redigida pelos vereadores Manoel Borges e Amadeu Calhao no ano de 1907, eles afirmam que viam como insignificante aquela homenagem diante do imenso valor que tinha Rondon, mas que seria um começo merecido daquele ilustre conterrâneo. Essa “insignificante” homenagem dos edis cuiabanos foi, no entanto, pioneira. À medida em que conquistava outros feitos históricos que abrilhantavam a sua biografia, o futuro Marechal colecionava homenagens. Selecionamos algumas: Distrito de Rondonópolis – MT em 1918 (depois município); Distrito General Rondon – PR em 1953 (depois município Marechal Rondon); Território (futuro Estado) de Rondônia (1956); Indicação ao Prêmio Nobel da Paz (1957);e Patrono das Comunicações no Brasil (1963).
Atualmente, a rua Cândido Mariano prolonga-se até a rua Estevão de Mendonça (curiosamente aquele que registrou a homenagem dos vereadores), no bairro do Quilombo, com cerca de 1.500 metros de percurso desde a avenida da Prainha. Muitos conhecem ou ao menos já ouviram falar no Marechal Rondon, no entanto, poucos sabem que a rua Cândido Mariano é uma referência a esse herói mato-grossense de fama internacional. Por isso, é necessário que busquemos dar publicidade à história de Cuiabá e é esse o papel que exercemos com a coluna Cultura e Memória do Legislativo Cuiabano da Secretaria de Apoio à Cultura.
Danilo Monlevade
Secretaria de Apoio à Cultura
Fontes de Pesquisa:
DOMINGUES, Cesar Machado. A Comissão de Linhas Telegráficas do Mato Grosso ao Amazonas e a Integração do Noroeste. ANPUH, 2010.
MENDONÇA, Estevão de. Datas Mato-Grossenses. Niterói: Escola Typ. Salesiana, 1919.
SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso: Da ancestralidade aos dias atuais. Cuiabá: Entrelinhas, 2002.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Complexo Jardim Passaredo une futebol, cidadania e apoio escolar no Coxipó

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, oferece uma programação gratuita de esporte, educação, lazer e cultura no Complexo Multiuso Jardim Passaredo. As atividades atendem crianças, jovens e adultos e proporcionam novas opções de convivência e desenvolvimento para moradores do Jardim Passaredo e de bairros da região do Coxipó.

Entre as atividades está o futebol kids, que acontece todas as segundas e quartas-feiras e atende cerca de 100 crianças no polo do Jardim Passaredo. As aulas são realizadas nos períodos da manhã e da tarde e vão além da prática esportiva.

Segundo o professor Fábio Ricardo Oliveira Gomes, do Instituto Desportivo da Criança, responsável pelo polo junto com a professora Paula, as atividades também trabalham valores e temas importantes para a formação dos participantes.

“Nós não trabalhamos somente o esporte. Ensinamos para a vida. Juntamos eles para tirar da rua, tirar das coisas erradas. Exemplo, domingo teve a eleição, nós falamos sobre a importância disso e tudo mais, sobre o meio ambiente, sobre a natureza”, explicou.

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As aulas são divididas em diferentes momentos. Antes das atividades físicas, os professores realizam rodas de conversa com as crianças sobre temas como meio ambiente, estudos e cidadania. Em seguida, são desenvolvidos exercícios, brincadeiras recreativas, alongamento, atividades táticas e finalização. O encontro termina com uma partida de futebol e uma nova roda de conversa.

Para a mãe Ana Paula Abreu, que acompanha as filhas gêmeas, de sete anos, nas atividades de futebol, o projeto contribui diretamente para a saúde e o desenvolvimento das crianças.

“Para mim é de suma importância estar trazendo elas para esse esporte, porque traz para elas mais saúde, coordenação motora e desenvolvimento com os colegas. Para mim, o principal é a saúde mesmo”, afirmou.

O coordenador interino do Complexo Multiuso Jardim Passaredo, Paulo Marcos Monteiro Guia, destaca que o espaço atende diferentes necessidades da comunidade, oferecendo atividades esportivas, de lazer e também apoio educacional.

“Esse complexo é de grande valia, tendo em vista que as crianças podem ter um tempo de lazer, de preocupação com o corpo, de atividade física, de exercício físico e de auxílio escolar também. Isso é muito importante para a comunidade do Jardim Passaredo, do Tijucal, São Francisco e essa grande região aqui do Coxipó”, afirmou.

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Programação semanal

Além do futebol kids, o Complexo Multiuso Jardim Passaredo oferece uma programação diversificada e gratuita durante a semana:

• Funcional: segundas, quartas e sextas, das 7h30 às 8h30;
• Futebol Kids: segundas e quartas, das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30;
• Lutadoras: segundas e quartas, das 18h30 às 20h;
• Judô Kids: segundas e quartas, das 18h30 às 20h;
• Reforço escolar: de segunda a quinta, das 7h às 11h e das 13h às 17h;
• Vôlei Kids: terças e quintas, das 8h às 11h;
• Viola de cocho: terças e quintas, das 18h às 20h;
• Aulas de violão: quartas, das 9h às 11h e das 14h às 16h.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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