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Ativistas da causa animal debatem políticas públicas na Comissão de Direitos dos Animais da Câmara

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12/02/2025
Ativistas da causa animal debatem políticas públicas na Comissão de Direitos dos Animais da Câmara

Da assessoria – Vereador Daniel Monteiro&nbsp

O vereador Daniel Monteiro (Republicanos), presidente da Comissão dos Direitos dos Animais, realizou a primeira reunião ordinária da Comissão nesta quarta-feira (12). O foco do encontro foi discutir a proteção e os direitos dos animais no âmbito municipal, com a apresentação de propostas e iniciativas para fortalecer as políticas públicas voltadas à causa animal.
A Comissão tem como vice-presidente Samantha Iris (PL) e Ten.Cel. Dias (Cidadania) como membro titular, que ouviram relatos e anseios de representantes de ONGs de proteção animal.
Uma das principais reclamações dos voluntários é a falta de apoio financeiro do poder público para financiar o trabalho de resgate e cuidado de animais abandonados.
“Na minha ONG, não tenho mais condições de cuidar. Infelizmente, é um descaso do poder público”, revelou Sandra da Silva Barbosa, protetora e representante da associação Aliança com as Quatro Patas.&nbsp “Nós, protetores, não vamos conseguir realizar esse trabalho sozinhos”, destacou a ativista.
Marlon Figueiredo, conhecido como Marlon Protetor, é influenciador e defensor dos direitos dos animais, atuando na causa em Mato Grosso há oito anos. Ele é idealizador do movimento Proteção Animal Mato Grosso e abriga mais de 30 animais em sua casa. Marlon atua no combate aos maus-tratos e dá apoio à Delegacia de Meio Ambiente e Bem-Estar. Ele destacou a falta de homens engajados na causa. Também participaram da reunião Kelly Rondon, Susielene Rodrigues e Michelle Scopel.&nbsp
O presidente da Comissão, vereador Daniel Monteiro, afirmou que a reunião foi fundamental para compreender as diferentes visões e atuações das ONGs.
“A Tampatinhas, por exemplo, foca na castração, que é uma política de médio prazo. Também ouvimos representantes de ONGs que trabalham com resgate e abrigo, focados em soluções de curto prazo para tirar os animais das ruas e prestar cuidados básicos. Foi muito importante, porque agora conseguimos identificar o rumo a ser tomado e o que devemos esperar e cobrar da prefeitura. No curto prazo, precisamos encontrar abrigos transitórios e formas de cofinanciar o terceiro setor, que sustenta esses animais em suas casas ou abrigos temporários. Já no médio prazo, precisamos programar uma política robusta de castração para, no longo prazo, resolver esse problema social de forma definitiva”, explicou.
O vereador também garantiu que a causa animal terá vez e voz durante a presidência dele na Comissão
“Podem contar com a comissão para discutir as dores da causa em Cuiabá. Nós reformamos o regimento interno no começo do ano e criamos esta comissão, que não existia antes. Agora, a causa animal tem uma comissão dedicada exclusivamente a ela”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público

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A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.

Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.

A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.

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Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.

Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.

O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.

A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.

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Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.

A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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