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Câmara aprova projetos de Maysa Leão voltados à inclusão e atenção a pacientes com doenças raras

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Ana Cláudia Fortes – Assessoria da vereadora Maysa Leão
A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou, durante a sessão desta terça-feira (20), dois projetos de lei de autoria da vereadora Maysa Leão (Republicanos): um que institui o Dia Municipal do Braille e outro que cria um fluxograma de atendimento para pessoas com doenças raras no âmbito do SUS municipal. Ambos foram aprovados por maioria e seguem para sanção do prefeito Abilio Brunini.
A proposta que estabelece o Dia Municipal do Braille foi construída em parceria com a comunidade cega, especialmente com o apoio da Associação Mato-grossense dos Cegos (AMC), presidida por Keli Cristina Ramos de Oliveira, e do Instituto dos Cegos do Estado de Mato Grosso (ICEMAT).
“Esse projeto foi um pedido da comunidade cega. Quero saudar a Keli, presidente da AMC, e o meu amigo Juarez. Eles me ensinaram o quanto essas pessoas ainda são excluídas todos os dias”, declarou Maysa durante a votação.
A vereadora ressaltou que a criação da data tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância da acessibilidade.
“Esse dia é para lembrar que essas pessoas leem com as mãos, com os dedos. E se não há Braille em cardápios, em corrimãos, em prédios públicos e privados, elas estão sendo excluídas. É isso que queremos mudar”, afirmou. “Cada gabinete desta Casa precisa conversar sobre isso, implementar a lei e fazer com que ela saia do papel.”
Prioridade para pacientes com doenças raras
O segundo projeto aprovado estabelece um fluxograma para organizar o atendimento de pessoas com doenças raras, desde a atenção primária até os centros de referência especializados. A proposta surgiu a partir de uma audiência pública promovida pela vereadora, onde mães relataram dificuldades enfrentadas para garantir o tratamento de seus filhos.
“O projeto nasceu de uma audiência pública, onde mães clamaram por socorro. São 65 casos a cada 100 mil pessoas. Mas, por trás dos números, há nomes. Como o Vicentão, filho da Carol Meireles, uma mãe que luta todos os dias para garantir o tratamento do filho”, pontuou.
Atualmente, o único atendimento especializado disponível na capital ocorre no Hospital Universitário Júlio Müller, o que, segundo Maysa, impõe uma série de dificuldades às famílias.
“Essas famílias enfrentam uma verdadeira via-crúcis, muitas vezes passando por diagnósticos errados e desinformação. Ter um fluxo claro é garantir diagnóstico precoce, dignidade e qualidade de vida”, concluiu a parlamentar.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Com apoio da Prefeitura de Cuiabá, Grupo Flor Serrana lança primeiro álbum

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A valorização da cultura popular cuiabana ganhou um importante reforço com o lançamento do álbum “Flor Serrana – As Tradições da Serra Abaixo”, primeiro trabalho fonográfico do Grupo Flor Serrana. O projeto foi viabilizado por meio do Edital Gambira Cultural – Múltiplas Linguagens, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, executados pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Com 19 faixas, o álbum registra pela primeira vez em formato de áudio o repertório que acompanha as apresentações do grupo desde sua fundação, reunindo canções que preservam a memória, a religiosidade e a identidade das comunidades rurais da Serra Abaixo e da Baixada Cuiabana. Lançado nesta sexta-feira (7), o trabalho já está disponível nas plataformas Spotify e YouTube, ampliando o acesso do público a um patrimônio cultural que, até então, era transmitido principalmente por meio da tradição oral.

O investimento da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reforça o compromisso da gestão municipal com a preservação do patrimônio cultural imaterial, incentivando artistas, grupos e mestres da cultura popular a registrarem e difundirem suas produções para as novas gerações.

Fundado em 2012 por Helena Maria e Nezinho, o Grupo Flor Serrana surgiu a partir das tradicionais Festas de Santo realizadas nas comunidades rurais de Cuiabá, transformando essas vivências em um trabalho permanente de valorização do siriri e do cururu. Ao longo de mais de uma década, o coletivo consolidou-se como um dos principais representantes da cultura popular mato-grossense.

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O repertório reúne composições autorais e adaptações de músicas tradicionais assinadas por Nezinho (Almindo Reis de Oliveira), Jorginho (Jorge Manoel Aguiar), Jhordan Costa, Eduardo Andrade, Adelino Costa, Leocádio Silva e Vinicius Gonçalves, além de obras de domínio popular preservadas pela tradição oral. As canções também evidenciam a devoção aos padroeiros Santo Antônio, São Gonçalo e Nossa Senhora Aparecida, elementos que fazem parte da identidade cultural das comunidades onde o grupo nasceu.

Para a dançarina e coreógrafa Kamily Amorim, o álbum representa um importante instrumento de preservação da cultura popular.

“Mais do que um lançamento musical, o álbum representa um importante registro do patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso. Em um contexto em que grande parte do repertório tradicional permanece apenas na memória dos grupos e de seus mestres, a gravação contribui para a preservação dessas canções e amplia seu acesso para novas gerações e públicos de diferentes regiões do país.”

A produção musical foi realizada pelo Home Studio Alcimar e Thomas do Rasqueado, responsável pela gravação, mixagem e masterização, mantendo a sonoridade característica do siriri tradicional e valorizando instrumentos como a viola de cocho, o ganzá e o mocho.

Incentivo à cultura

O álbum demonstra a importância das políticas públicas de incentivo à cultura desenvolvidas pela Prefeitura de Cuiabá. Por meio da Lei Paulo Gustavo, a Secretaria Municipal de Cultura tem possibilitado que artistas e coletivos registrem e difundam produções que preservam a identidade cultural cuiabana e mato-grossense.

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Além da produção musical, o projeto também valoriza a identidade visual. A capa do álbum, assinada pela artista Tamii, retrata elementos característicos da Serra Abaixo, como a estrada de chão, as serras, o pôr do sol da Baixada Cuiabana e os dançarinos de siriri, traduzindo visualmente a relação entre música, território e pertencimento.

Cultura cuiabana ganha novos espaços

Reconhecido por participações em importantes eventos, como o Festival de Siriri e Cururu de Cuiabá, FIT Pantanal, Festival Vambora, Festival Velha Joana e Sesc Celebra Cuiabá, além de festivais nacionais em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o Grupo Flor Serrana inicia uma nova etapa de sua trajetória com o lançamento do álbum.

Entre os dias 20 e 28 de setembro, o grupo representará Mato Grosso no 1º Festival Folclórico Internacional de Maceió, levando ao público nacional e internacional a tradição do siriri das comunidades rurais da Baixada Cuiabana.

Para celebrar o lançamento, o grupo realizará, no dia 5 de setembro, uma festa com apresentações culturais e shows de artistas regionais. O evento também terá caráter beneficente para arrecadar recursos destinados à participação da delegação no festival internacional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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