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Câmara realiza Audiência Pública para debater sobre BRT

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15/09/2023
Câmara realiza Audiência Pública para debater sobre BRT
A Câmara de Cuiabá realizou Audiência Pública nesta sexta-feira (15/09) para debater a implantação do BRT na capital. O evento foi realizado a pedido do vereador Luis Cláudio (PP) e contou com a presença do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), o Vice-prefeito José Roberto Stopa (PV), o Deputado Federal Emanuelzinho (MDB), além de secretários, vereadores, lideranças comunitárias, dentre outros participantes.&nbsp
O vereador Luis Cláudio apontou que o traçado original do BRT é o mesmo do VLT, ou seja, o uso do mesmo projeto executivo, contudo, em seguida foi mudado o traçado com BRT passando pela Avenida Getúlio Vargas e Isaac Póvoas. Mas a Sema, solicitou Estudo de Impacto de Vizinhança/Relatório de Impacto de Vizinhança (EIV/RIV) devido a mudança no traçado.
“A sociedade foi consultada sobre essas mudanças? O estado não discute o traçado. Não se discutiu com os comerciantes de Várzea Grande e agora querem levar o BRT para a Couto Magalhães, depois de todo transtorno aos comerciantes da FEB”.&nbsp
Tanto o vereador Luis Cláudio quanto os representantes da Prefeitura de Cuiabá trouxeram a reflexão de que o BRT não é a melhor opção para Cuiabá, mas sim o VLT, que é um modal utilizado pelas grandes cidades como Rio de Janeiro, Curitiba, que está trocando o BRT pelo VLT, e o próprio governo da Bahia, que negocia a compra dos vagões abandonados de Cuiabá.&nbsp
O prefeito Emanuel Pinheiro anunciou que o Deputado Federal Emanuelzinho está articulando em Brasília tentar desenvolver projeto do VLT apenas em Cuiabá.&nbsp
“Isso está sendo discutido junto com o Governo Federal, é uma tentativa. Tanto eu, quanto o deputado Emanuelzinho, quebramos nossa agenda para estarmos aqui pelo legítimo interesse da população cuiabana e várzea-grandense para debater esse tema. O BRT agride e promove retrocesso. Quem eram os defensores do VLT agora mudaram, o que aconteceu para a mudança tão radical? Vamos jogar R$ 1,2 bilhão fora? O BRT foi sucesso na década de 70 em Curitiba, isso não é modernidade. Eu não vou permitir isso”, afirmou o prefeito dizendo que não vai assinar a autorização das obras do BRT em Cuiabá.
Dentre as reclamações é de que não há projeto sobre o BRT com informações fundamentais de como será o alargamento ou estreitamento das vias, como no caso da FEB que poderá ter apenas uma via para os carros.&nbsp
“Foi encaminhado o projeto para a Semob, mas precisa de mais dados, de mais informações. Na Prainha precisam de autorização do Iphan, tem imóveis que não podem ser desapropriados, vai ficar uma via apenas? Como serão esses ônibus do BRT? As frotas de ônibus são de nível alto para ingressar dentro das estações de ônibus”, apontou o secretário de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego, que também é presidente do Conselho Regional de Engenharia (CREA).&nbsp
Além disso, ele destacou que o projeto apresentado não é de BRT, mas Veículo Leve sobre Pneus, pois o BRT não permite que outros veículos transitem na linha exclusiva do BRT. “O BRT é uma via segregada”.&nbsp
O deputado federal Emanuelzinho lamentou a decisão monocrática do Governo em alterar o modal, pois o VLT levaria Cuiabá para o futuro. “Falta projeto. Eles mudaram o modal sem saber como seria o traçado, como seria a devolução dos vagões”.
Também participaram presencialmente da audiência os vereadores Rogério Varanda (MDB) e Sargento Vidal (MDB).
Secom- Câmara Municipal de Cuiabá&nbsp

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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