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Com um banho por mês, projeto dá dignidade a moradores de rua

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Desde 2017 um grupo de voluntários desenvolve um projeto de oferecer banho para moradores de rua. Atendendo a um convite do vereador Renivaldo Nascimento (PSDB), Marta Cristina Costa e Silva e Rose Ângela Vieira Passos Bueno utilizaram a tribuna da Câmara Municipal desta quinta-feira (18) para falar sobre o projeto.&nbsp
Cerca de 2 mil pessoas vivem em situação de rua na capital. São pessoas que são “invisíveis”, ao serem ignoradas quando estão deitadas no chão das ruas e avenidas da região central, ou nos semáforos pedindo dinheiro.&nbsp
“Muitas vezes as pessoas têm medo delas. Mas são pessoas que estão em situação de extrema vulnerabilidade, não têm como se alimentar ou fazer a higiene básica. Foi pensando em devolver um pouco de dignidade que os amigos passaram a se reunir, e através de doações, promover um banho e refeição”, explicou Rose Ângela.&nbsp
A presidente da Associação Beneficente do Banho Solidário em Cuiabá, Marta Cristina Costa e Silva, conta que cada ação em levar essa dignidade aos moradores de rua custa em torno de R$ 5 mil. Mantida apenas com recursos próprios desse grupo de amigos, eles conseguem fazer o banho solidário uma vez por mês.&nbsp
Após a pandemia o desafio se tornou ainda maior, pois houve o aumento de 140% no número de pessoas atendidas pelo projeto.&nbsp
“Estamos buscando essa visibilidade para agregar mais pessoas para apoiar. Não é só um banho, a gente colocar roupas nas araras para eles escolherem, recebem toalha limpa, kit com sabonete, escova de dente, creme dental servimos a comida em Buffet e não em marmitex para escolherem o que desejam comer. É um ser humano que está ali, que precisa de dignidade”, destacou Marta.&nbsp
Rose Ângela comentou que um banho, algo muito comum para muitos, mas no caso das pessoas em situação de rua, alguns não tomam uma ducha por mais de dois meses.
“Têm muitas pessoas que foram parar nas ruas por transtorno mental, situações de violência, delinqüência, dependência química e já estão desvinculadas de suas famílias, que não sabem nem como acolher de volta esse parente. Por meio desse projeto, a gente busca conversar, saber mais sobre essa pessoa”.&nbsp
O vereador Renivaldo Nascimento parabenizou o projeto e destacou que os voluntários envolvidos são pessoas comprometidas, que saíram do discurso e da mesmice para colocar a mão à obra e levar dignidade aos moradores de rua.&nbsp
“Infelizmente as políticas públicas em Cuiabá e em Mato Grosso não atendem esse segmento, que está se avolumando e uma hora vai estrangular e não estamos enxergando isso. Com apoio, esse projeto pode crescer e poder chegar a retirar pessoas de situação de rua e oferecer apoio psicológico”.

SECOM – Câmara Municipal de Cuiabá

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados

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Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.

Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.

A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.

Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.

A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.

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Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.

“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”

A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.

A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.

“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”

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A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.

O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.

“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”

No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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