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Cuiabá fecha o cerco contra descarte irregular de lixo e aplica mais de R$ 29 mil em multas em “bota-foras”
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A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) encerrou o mês de março com 20 multas aplicadas em empresas que atuam na Capital com o serviço de transporte de resíduos de construção civil e resíduos volumosos. O número é resultado das ações contínuas de fiscalização do descarte de materiais recolhidos pelos chamados “bota-fora”.
Conforme o relatório produzido pela Diretoria de Resíduos Sólidos, 11 empresas foram penalizadas por serem flagradas descartando materiais de forma irregular, totalizando mais de R$ 29 mil em multas. Os processos são lançados no sistema da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP), que define os valores conforme o grau de classificação das infrações.
“As empresas que trabalham com esse tipo de atividade devem dar a destinação correta aos materiais. Infelizmente, algumas, não querendo pagar por isso, acabam adotando o descarte irregular como alternativa. Uma ação extremamente danosa ao meio ambiente e à saúde pública, que vamos continuar combatendo”, explica o diretor-geral da Limpurb, Júnior Leite.
As operações são realizadas periodicamente e de forma integrada entre a Limpurb, SORP e Polícia Militar (PM) em diversos pontos mapeados pelo Município como rotas de despejo ilegal. Além das multas, nas abordagens são feitas também orientação/notificação dos motoristas e apreensão dos veículos, de acordo com a dimensão da infração.
Entre as localidades alcançadas pelo trabalho de fiscalização estão bairros como Parque Atalaia, Boa Esperança, Recanto dos Pássaros, Vista Alegre, Tijucal, Pedra 90, Jardim Imperial, Jardim Buriti, Três Barras, entre outros. Nestas regiões, a Limpurb executa constantemente ações de limpeza de bolsões de lixo.
A população cuiabana também pode ajudar a Limpurb a combater esse tipo de irregularidade. Para isso, a empresa pública disponibiliza o Disque Denúncia, possibilitando que, por meio do WhatsApp (65) 99331-7826, o cidadão possa acionar a equipe de fiscalização volante. O atendimento virtual é feito de segunda a sexta-feira, em horário comercial.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Prefeitura remove edificações desocupadas em área de nascentes após recomendações do Ministério Público
A Prefeitura de Cuiabá realizou, na manhã desta quinta-feira (27), uma nova ação de fiscalização e remoção de edificações irregulares no Loteamento Residencial Ilza Terezinha Picoli Pagot e entorno. A atuação ocorre em cumprimento a recomendações e notificações do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), que orientam o poder público a exercer seu papel constitucional e legal na proteção do meio ambiente, do patrimônio público e da segurança da população.
Durante a operação, realizada de forma coordenada pela Secretaria de Ordem Pública, com apoio da Polícia Militar e demais órgãos envolvidos, cerca de oito edificações desocupadas foram demolidas. As estruturas eram de alvenaria, muros e obras ainda em construção. Conforme levantamento realizado pelos órgãos municipais, não havia moradores nos imóveis no momento da intervenção. Nenhuma família foi retirada de residência habitada.
A área possui nascentes e características de área úmida, com presença de minas d’água, além de solo arenoso e suscetível a processos erosivos e alagamentos. O local está inserido em área de preservação permanente (APP), que possui legislação específica e restritiva justamente para garantir a proteção dos recursos hídricos e das nascentes.
Laudo elaborado pela Defesa Civil Municipal também classificou a região como de alto risco hidrológico. Segundo os estudos técnicos, as condições do terreno podem provocar erosões, alagamentos e comprometer a segurança de edificações instaladas no local. Por se tratar de área ambientalmente protegida e de risco, a ocupação também apresenta restrições para eventual regularização fundiária.
Ao comentar a atuação, o prefeito Abílio Brunini reforçou que o Município não apoia novas ocupações irregulares e que a Prefeitura está cumprindo determinações e orientações dos órgãos de controle e do sistema de Justiça. “Não invadam área pública, privada, área de proteção permanente, área de praça, qualquer equipamento público ou privado. Se invadir, infelizmente, teremos de agir para proteger o direito à propriedade e o bem público”, afirmou.
O prefeito também destacou que a fiscalização não tem como objetivo retirar famílias de imóveis habitados sem o devido atendimento. “Se tivesse alguma família dentro, ela teria o apoio”, afirmou, ao explicar que as estruturas demolidas durante a ação foram previamente verificadas e estavam desocupadas.
A Prefeitura ressalta que o combate às ocupações irregulares ocorre especialmente em áreas públicas, propriedades privadas e locais ambientalmente protegidos, em atendimento às recomendações e notificações do Ministério Público e às determinações judiciais. A legislação estabelece proteção especial para áreas de nascentes e APPs, restringindo intervenções que possam causar degradação ambiental.
Nos casos em que houver famílias em situação de vulnerabilidade eventualmente afetadas por ações de desocupação, o Município prevê atendimento individualizado por meio do Comitê Intersetorial de Gestão de Desocupações de Áreas Públicas (CIGDAP), com participação das secretarias de Assistência Social e Habitação e encaminhamento à rede de proteção social.
A medida reforça a atuação integrada do poder público para impedir novas ocupações em áreas ambientalmente protegidas e de risco, preservar as nascentes e garantir o cumprimento das normas ambientais, urbanísticas e das orientações dos órgãos de controle.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



