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Cuiabá não tem centro de acolhimento a meninas vítimas de violência, alerta Maysa Leão

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Ana Cláudia Fortes – assessoria vereadora Maysa Leão&nbsp

Durante a sessão plenária desta terça-feira (3), na Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) fez um apelo enfático aos parlamentares para que apoiassem sua indicação ao prefeito Abílio Brunini (PL) pela instalação da organização Lírios na capital. A entidade, com mais de uma década de atuação em Várzea Grande, presta atendimento gratuito a crianças e mulheres vítimas de violência.
“Fiz uma indicação ao prefeito Abílio que agora será formalizada com um relatório técnico completo. Peço o apoio para que possamos trazer os Lírios para Cuiabá. É uma organização que há 11 anos atende vítimas de violência em Várzea Grande, onde atuei como voluntária. Começamos com bazares, chás, doações, pires de casa em casa até que conseguimos firmar um termo de cooperação com o município de Várzea Grande”, relatou a vereadora.
A parlamentar destacou que até o fim de 2025 a ONG deve ultrapassar a marca de 30 mil atendimentos e lamentou a ausência de um serviço semelhante em Cuiabá.
“Não há hoje na nossa capital um centro que atenda de forma especializada e acolhedora crianças e mulheres vítimas de violência. Fazemos notas de repúdio, nos indignamos, mas precisamos agir. Apenas 0,01% do orçamento estadual é destinado ao enfrentamento da violência contra mulheres e crianças. Isso é inaceitável. Precisamos destinar mais orçamento à Patrulha Maria da Penha, que as delegacias especializadas funcionem 24 horas, investimento em efetivo, viaturas, estrutura física, ampliação do alcance do botão do pânico, ou seja, ações concretas”, frisou.
Maysa Leão também cobrou a inauguração da Casa da Mulher Brasileira, estrutura que está 90% concluída, segundo ela, e permanece inoperante.
“A Casa da Mulher Brasileira era para ter sido inaugurada em 2023. Não foi essa gestão que atrasou, mas já estamos em junho e a obra está praticamente pronta. Vamos fazer um mutirão, inaugurá-la e colocá-la para funcionar. Essas mulheres e crianças não têm para onde ir. Precisamos estruturar nossas escolas, capacitar professores, fazer um trabalho continuado — não só no Maio Laranja”, afirmou.
Finalizando, Maysa reforçou a urgência da ação e o compromisso com as vítimas. “Minha indicação é clara. Queremos a instalação dos Lírios em Cuiabá. O estudo está feito, estruturado e será entregue ao prefeito. Que nenhuma menina vítima de monstros como este vereador de Canarana, ou qualquer outro, fique sem acolhimento e atendimento. É dever nosso garantir que elas tenham onde pedir socorro e serem socorridas.”

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Com apoio da Prefeitura de Cuiabá, Grupo Flor Serrana lança primeiro álbum

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A valorização da cultura popular cuiabana ganhou um importante reforço com o lançamento do álbum “Flor Serrana – As Tradições da Serra Abaixo”, primeiro trabalho fonográfico do Grupo Flor Serrana. O projeto foi viabilizado por meio do Edital Gambira Cultural – Múltiplas Linguagens, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, executados pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura.

Com 19 faixas, o álbum registra pela primeira vez em formato de áudio o repertório que acompanha as apresentações do grupo desde sua fundação, reunindo canções que preservam a memória, a religiosidade e a identidade das comunidades rurais da Serra Abaixo e da Baixada Cuiabana. Lançado nesta sexta-feira (7), o trabalho já está disponível nas plataformas Spotify e YouTube, ampliando o acesso do público a um patrimônio cultural que, até então, era transmitido principalmente por meio da tradição oral.

O investimento da Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, reforça o compromisso da gestão municipal com a preservação do patrimônio cultural imaterial, incentivando artistas, grupos e mestres da cultura popular a registrarem e difundirem suas produções para as novas gerações.

Fundado em 2012 por Helena Maria e Nezinho, o Grupo Flor Serrana surgiu a partir das tradicionais Festas de Santo realizadas nas comunidades rurais de Cuiabá, transformando essas vivências em um trabalho permanente de valorização do siriri e do cururu. Ao longo de mais de uma década, o coletivo consolidou-se como um dos principais representantes da cultura popular mato-grossense.

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O repertório reúne composições autorais e adaptações de músicas tradicionais assinadas por Nezinho (Almindo Reis de Oliveira), Jorginho (Jorge Manoel Aguiar), Jhordan Costa, Eduardo Andrade, Adelino Costa, Leocádio Silva e Vinicius Gonçalves, além de obras de domínio popular preservadas pela tradição oral. As canções também evidenciam a devoção aos padroeiros Santo Antônio, São Gonçalo e Nossa Senhora Aparecida, elementos que fazem parte da identidade cultural das comunidades onde o grupo nasceu.

Para a dançarina e coreógrafa Kamily Amorim, o álbum representa um importante instrumento de preservação da cultura popular.

“Mais do que um lançamento musical, o álbum representa um importante registro do patrimônio cultural imaterial de Mato Grosso. Em um contexto em que grande parte do repertório tradicional permanece apenas na memória dos grupos e de seus mestres, a gravação contribui para a preservação dessas canções e amplia seu acesso para novas gerações e públicos de diferentes regiões do país.”

A produção musical foi realizada pelo Home Studio Alcimar e Thomas do Rasqueado, responsável pela gravação, mixagem e masterização, mantendo a sonoridade característica do siriri tradicional e valorizando instrumentos como a viola de cocho, o ganzá e o mocho.

Incentivo à cultura

O álbum demonstra a importância das políticas públicas de incentivo à cultura desenvolvidas pela Prefeitura de Cuiabá. Por meio da Lei Paulo Gustavo, a Secretaria Municipal de Cultura tem possibilitado que artistas e coletivos registrem e difundam produções que preservam a identidade cultural cuiabana e mato-grossense.

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Além da produção musical, o projeto também valoriza a identidade visual. A capa do álbum, assinada pela artista Tamii, retrata elementos característicos da Serra Abaixo, como a estrada de chão, as serras, o pôr do sol da Baixada Cuiabana e os dançarinos de siriri, traduzindo visualmente a relação entre música, território e pertencimento.

Cultura cuiabana ganha novos espaços

Reconhecido por participações em importantes eventos, como o Festival de Siriri e Cururu de Cuiabá, FIT Pantanal, Festival Vambora, Festival Velha Joana e Sesc Celebra Cuiabá, além de festivais nacionais em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, o Grupo Flor Serrana inicia uma nova etapa de sua trajetória com o lançamento do álbum.

Entre os dias 20 e 28 de setembro, o grupo representará Mato Grosso no 1º Festival Folclórico Internacional de Maceió, levando ao público nacional e internacional a tradição do siriri das comunidades rurais da Baixada Cuiabana.

Para celebrar o lançamento, o grupo realizará, no dia 5 de setembro, uma festa com apresentações culturais e shows de artistas regionais. O evento também terá caráter beneficente para arrecadar recursos destinados à participação da delegação no festival internacional.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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