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Cuiabá vira referência nacional com assinatura da PPP do Mercado Municipal Miguel Sutil
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A gestão Emanuel Pinheiro deu, nesta quarta-feira (21), mais um importante passo em direção a valorização artística, cultural e ancestral de Cuiabá, com a assinatura da ordem de serviço para requalificação do Mercado Municipal Miguel Sutil. Por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), mais de R$ 120 milhões serão investidos em diversos setores estruturais do Centro Histórico.
O prefeito Emanuel Pinheiro revelou que desde a divulgação da formalização da PPP, a Administração Municipal tem sido procurada por gestores de grandes metrópoles brasileiras, interessados em conhecer detalhes dos projetos urbanísticos. A ideia de cada um deles é avaliar a possibilidade de desenvolver ações semelhantes em suas respectivas localidades.
“São prefeitos e prefeitas de cidades como Campo Grande, Belém, Fortaleza, que desejam conhecer afinco tudo o que vamos fazer aqui. A nossa cidade virou vitrine para o Brasil. A PPP nº 001 da capital é referência nacional. Seremos responsáveis por promover o reencontro entre o povo e suas raízes, rumo ao futuro, respeitando suas características, em conjunto com pessoas que amam e vivem de fato por Cuiabá”, declarou Pinheiro.
O empresário do ramo farmacêutico, Alex Paganelli, que possui um empreendimento no polo comercial, comentou sua escolha e abrir um comércio no local se deu em razão da grande movimentação diária de pessoas na região. “Uma ótima localização, público fiel, fluxo excelente. Agora com a reforma, a esperança é a melhor. Vamos estar lá futuramente, ampliando e crescendo uns com os outros”, completou.
O novo ambiente será composto por quatro pavimentos, com mais de 180 lojas, ampla praça de alimentação, quiosques, restaurantes, espaços climatizados e estacionamento inteligente. Além disso, terá outras frentes de trabalho importantes como a requalificação das vias locais, criação de espaços adequados para o tráfego de pedestres e modernização do mobiliário urbano, por meio do auxílio de tecnologias de última geração, devolvendo de maneira ordeira, digna e humanizada um dos maiores símbolos da cuiabania.
A estrutura contará ainda com a implantação do estacionamento rotativo, destinado a receptividade de carros e motos com mais de 600 vagas, operacionalizado por sistema automatizado com sensores para identificar a disponibilidade, compra e recarga de crédito, na modalidade gaveta, facilitando o acesso dos turistas e clientes ao novo cartão postal.
Via concorrência pública nº 005/2022, a Parceria Público-Privada foi firmada entre o Executivo Municipal e o Consórcio C.S Mobi, formado pelas empresas: Areatec – Tecnologia e Serviços LTDA; Promulti Engenharia, Infraestrutura e Meio Ambiente LTDA e a CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais LTDA como vencedor do certame. A Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), auxiliará na coordenação das obras.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
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Justiça reconhece avanços da Prefeitura e mantém contas sem bloqueio de R$ 15 milhões
A atuação da Procuradoria Geral do Município garantiu uma decisão favorável à Prefeitura de Cuiabá e evitou o bloqueio de R$ 15 milhões das contas municipais, medida que seria prejudicial ao planejamento e à execução das políticas públicas da administração. Em decisão proferida nesta terça-feira (4), pelo juiz Emerson Luis Pereira Cajango, da Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, a Justiça reconheceu que o Município apresentou elementos que demonstram os esforços empreendidos na política de proteção e bem-estar animal e que, antes de qualquer medida de constrição de recursos públicos, é necessária a produção de novas provas.
“O Município sempre atuou com responsabilidade e transparência, demonstrando nos autos que vem cumprindo seu dever constitucional de promover a política pública de bem-estar animal, investindo na estruturação dos serviços, na manutenção do atendimento veterinário e na melhoria contínua das unidades. A decisão da Justiça prestigia esses esforços da administração municipal e reafirma que medidas tão severas quanto o bloqueio de recursos públicos exigem provas técnicas consistentes e respeito ao devido processo legal”, afirmou o procurador-geral do Município, Luiz Antônio.
Ao analisar o pedido do Ministério Público, o magistrado observou que a própria vistoria realizada pelo Juizado Especial Volante Ambiental (Juvam), em abril deste ano, registrou condições adequadas de limpeza, alimentação, manejo dos animais, disponibilidade de medicamentos e acompanhamento veterinário na unidade municipal.
A Procuradoria também apresentou documentos comprovando o funcionamento do Programa Reação Animal 24 Horas, a escala permanente de médicos veterinários, o atendimento prestado por clínicas credenciadas, as condições do abrigo municipal e a execução dos recursos do Fundo Municipal de Bem-Estar Animal (Funbea).
Embora o Ministério Público tenha reiterado o pedido de bloqueio dos recursos, alegando descumprimento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o juiz entendeu que ainda existem controvérsias sobre os fatos mais recentes e que não há elementos técnicos suficientes para justificar, neste momento, a indisponibilidade dos R$ 15 milhões.
Na decisão, o magistrado destacou que eventual bloqueio de recursos públicos deve observar os princípios da proporcionalidade e da menor onerosidade, ressaltando que o pedido do Ministério Público foi apresentado de forma genérica, sem um plano detalhado sobre a destinação imediata do valor pretendido.
Por isso, o juiz determinou que a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encaminhem, em até dez dias, os relatórios, laudos, registros fotográficos e demais documentos produzidos durante as diligências realizadas no fim de julho.
Já o Ministério Público terá prazo de 15 dias para apresentar um plano emergencial detalhando como os R$ 15 milhões seriam aplicados caso o bloqueio venha a ser autorizado futuramente, indicando prioridades, estimativas de custos e mecanismos de fiscalização da utilização dos recursos.
Ao final, o magistrado encaminhou o processo ao Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Ambiental para tentativa de conciliação entre as partes, buscando uma solução consensual para o cumprimento das obrigações previstas no TAC.
Com isso, o pedido de bloqueio das contas da Prefeitura permanece indeferido neste momento e somente poderá ser reavaliado após a conclusão da instrução probatória e a análise dos novos elementos técnicos determinados pela Justiça.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT


