CUIABÁ
Dedicação e conhecimento técnico resultam na produção média de 30 mil mudas de árvores por mês
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Uma mistura de conhecimento técnico com dedicação, cuidado e delicadeza. Essa é a receita básica utilizada na produção média de 30 mil mudas de árvores, por mês, que acontece no Horto Florestal Tote Garcia. A ação é coordenada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), que possui no local uma equipe especializada para desenvolver cada uma das etapas do processo.
O trabalho é contínuo e, somente aos domingos, não é realizado. Quem chega no Horto nas primeiras horas do dia já consegue notar a movimentação dos servidores. O resultado é a geração de milhares de mudas de espécies nativas como pateira, aroeira, jacarandá; espécies frutíferas como manga, goiaba, caju, jabuticaba, acerola, limão; e espécies ornamentais como ixora, pingo de ouro, palmeira, e ipês de cores variadas.
“Nossa equipe conta com uma bióloga, um engenheiro florestal, e outros servidores que fazem todo trabalho de coleta e semeadura para a produção das mudas nativas, frutíferas e ornamentais. São espécies tradicionais do cerrado de Mato Grosso e adequadas para suportar o clima quente da nossa Cuiabá”, explica o coordenador administrativo do Horto Florestal, Janilso Martins.
O processo de geração das mudas é dividido em dois tipos, dependendo de cada espécie: por semeadura ou por estaquia. O primeiro procedimento consiste na produção a partir da semente, colocadas em pequenos sacos preenchidos com terra preta, onde irão germinar. O segundo utiliza ramos, que também são postos nos recipientes para se desenvolver e, posteriormente, ajudar na arborização e embelezamento da cidade.
Após passar pela semeadura ou estaquia, os recipientes com as futuras árvores são acomodados em um setor chamado berçário. Neste local, ficam alguns meses recebendo cuidados diários, até a germinação e, então, são transferidas para o espaço denominado viveiro, onde ficam expostas ao sol. No total, todo esse processo leva cerca de quatro meses até que as mudas estejam prontas para o plantio.
O diretor-geral da Limpurb, Júnior Leite, explica que as mudas produzidas no Horto Florestal chegam a todas as regiões da cidade, seja por meio da distribuição feita à população ou pelo próprio plantio executado pela empresa pública. Ele reforça que as espécies ornamentais são produzidas exclusivamente para utilização em ações de jardinagem realizadas nas praças, parques, canteiros das avenidas e outros equipamentos públicos.
“As ornamentais são as únicas que não são colocadas para doação. As demais estão à disposição da população de maneira muito fácil. Não precisa fazer agendamento. É só ir até o Horto, das 7h às 11h, onde é feita uma requisição rápida e, imediatamente, o cidadão é encaminhado para retirar. No entanto, quando se trata de uma alta quantidade, para algum evento, por exemplo, é preciso pegar uma autorização na Limpurb”, pontua Júnior Leite.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT
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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados
Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.
Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.
A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.
Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.
A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.
Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.
“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”
A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.
A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.
“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”
A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.
O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.
“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”
No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT



