CUIABÁ
Descarte ilegal de óleo é descoberto durante operação de limpeza urbana
CUIABÁ
A Prefeitura de Cuiabá intensificou nesta semana a limpeza das bocas de lobo na avenida Carmindo de Campos e, durante os trabalhos, as equipes se depararam com uma situação alarmante: diversas caixas de drenagem estavam contaminadas com óleo descartado de forma irregular, configurando crime ambiental. Ao todo, pelo menos seis bocas de lobo apresentaram acúmulo do resíduo, que segue diretamente para a rede de drenagem pluvial e, posteriormente, para córregos e rios, provocando sérios danos ao meio ambiente.
A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Obras, que além da limpeza está atuando na fiscalização e no encaminhamento das irregularidades aos órgãos competentes. O secretário adjunto de Obras, Mateus Silva Alves, afirmou que a situação encontrada é inadmissível e que medidas já estão sendo adotadas para responsabilizar os infratores.
“Isso que encontramos aqui é óleo puro dentro da rede de drenagem. É um crime ambiental e isso não pode continuar. Já acionamos a Secretaria de Meio Ambiente e a Secretaria de Ordem Pública para verificar essa situação, porque esse material vai para o córrego e depois para o rio, causando um dano enorme ao meio ambiente”, declarou.
Segundo Mateus, além do descarte irregular de resíduos, outro problema grave são as ligações clandestinas de esgoto e de gordura feitas diretamente na rede pluvial, que não foi projetada para receber esse tipo de efluente. “O comerciante ou morador que tiver ligação errada, clandestina, precisa se regularizar. Quem não fizer poderá ser multado e penalizado. Não deixem chegar a esse ponto. Fazer a ligação correta é contribuir com a sociedade e com o meio ambiente”, reforçou.
As equipes constataram ainda que muitas bocas de lobo estavam completamente entupidas, o que aumenta o risco de alagamentos, mau cheiro e proliferação de pragas urbanas. O excesso de óleo agrava ainda mais o problema, pois dificulta o escoamento da água e compromete todo o sistema de drenagem.
A Prefeitura reforça que a limpeza e manutenção da rede é um trabalho contínuo, mas que depende diretamente da colaboração da população. O descarte correto do lixo, do óleo de cozinha e a separação adequada das redes de esgoto e drenagem são medidas essenciais para evitar prejuízos ambientais e transtornos urbanos.
“Talvez não consigamos conscientizar todo mundo, mas precisamos sensibilizar. Cada um fazendo a sua parte já ajuda muito. Descartar corretamente o lixo e o óleo evita transtornos, facilita nosso trabalho e protege os rios”, concluiu Mateus.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
CUIABÁ
Prefeitura e Iphan articulam parceria para destravar obras no Centro Histórico
O diálogo entre a Prefeitura de Cuiabá e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já vinha sendo conduzido com a superintendência estadual, agora ganha encaminhamento em nível nacional. Neste sábado (18), representantes do Iphan estiveram no gabinete do prefeito Abilio Brunini, junto com o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, José Afonso Portocarrero, para discutir uma parceria voltada à desburocratização de reformas e intervenções no Centro Histórico da capital.
No mesmo dia também foi realizada a entrega do casarão restaurado na Praça do Rosário, no Centro Norte de Cuiabá, marcando o retorno da família ao imóvel e um avanço nas ações de preservação do patrimônio histórico. Durante o encontro institucional, o prefeito Abilio Brunini destacou a importância da cooperação entre os entes públicos para viabilizar a revitalização da região central.
“O nosso sonho é transformar o Centro Histórico em um espaço novamente frequentado pela cuiabania e pelos turistas, onde a vida, a cultura e o lazer voltem aos becos e ruas da capital velha. Para isso, precisamos da colaboração de todos os entes, buscando soluções conjuntas e mais agilidade nos processos para garantir as intervenções necessárias”, afirmou.
Casarão restaurado integra ações de revitalização
A edificação entregue, localizada na Praça do Rosário, nº 65, havia sido atingida por um incêndio em 2018, que destruiu a cobertura e comprometeu a estrutura interna. Desde então, o imóvel entrou em processo de deterioração, com perda de paredes e agravamento das condições de habitabilidade.
A reconstrução foi viabilizada por meio do Canteiro Modelo de Conservação de Cuiabá (CMCC), projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em parceria com o Iphan, dentro do Programa Conviver.
As obras ocorreram entre agosto de 2025 e abril de 2026 e envolveram oficinas, mutirões e atividades práticas que mobilizaram mais de 100 participantes, entre estudantes, profissionais e membros da comunidade. A iniciativa integra ações de assistência técnica voltadas a habitações de interesse social em áreas urbanas tombadas.
Coordenadora do Canteiro Modelo de Conservação, a professora doutora Luciana Pelaes Mascaro destacou que o projeto busca atender famílias de baixa renda que enfrentam dificuldades para manter imóveis históricos, além de contribuir para a permanência da população no centro da cidade.
“Conseguimos recurso para fazer a recuperação de habitações para pessoas com renda de até três salários mínimos, que têm dificuldade de manter esses imóveis tombados. A principal importância é ajudar essas famílias e fixar moradores no centro, o que contribui para uma cidade mais compacta, dinâmica e segura, fortalecendo o comércio e as relações urbanas”, informou.
O secretário municipal José Afonso Portocarrero ressaltou o apoio da Prefeitura de Cuiabá à iniciativa e a expectativa de ampliação do projeto para outros imóveis do centro histórico.
“A prefeitura tem conhecimento do projeto e fica muito contente com essa iniciativa do Iphan com a Universidade Federal. Estamos apoiando no que for necessário. A gente espera que essa proposta se expanda, porque há uma área grande do centro histórico com casarões em processo de abandono, e a ideia é ampliar a quantidade de imóveis atendidos”, contextualizou.
Já o presidente do Iphan, Deyvesson Israel Alves Gusmão, enfatizou o papel da participação social na preservação do patrimônio e os impactos do programa na revitalização dos centros históricos.
“O programa Conviver nasce da necessidade de interlocução do poder público com a sociedade na conservação de áreas históricas. A preservação só é efetiva com participação social, e o principal resultado é um centro histórico vivo, com pessoas morando e vivendo nesses espaços. A recuperação desses imóveis é voltada para famílias de baixa renda e contribui para o desenvolvimento social, econômico, estimula o turismo e fortalece a cidadania”, pontuou.
Além de devolver o imóvel à família, a entrega reforça a importância da preservação do patrimônio cultural e das relações comunitárias no entorno da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e Capela de São Benedito, um dos principais marcos históricos e religiosos de Cuiabá.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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