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Mães atípicas são homenageadas pela luta por inclusão e direitos de seus filhos

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Marcando o encerramento das atividades voltadas ao mês das mães, a vereadora Maysa Leão (Republicanos), realizou nesta sexta-feira (26), a Sessão Solene “Mães pela Inclusão”, que visa homenagear e reconhecer a luta das mães de pessoas com deficiência, autistas e neurodiversos.
“É dia de homenagear essas mães, que são mais do que mais mães – são verdadeiras guerreiras e que lutam pelo direito dos seus filhos. A maternagem é um grande desafio, imagine a maternagem atípica que também faço parte. Queremos dar voz a essa causa”, pontuou a vereadora Maysa Leão.
Mãe de duas crianças com síndrome de down, Beatriz Bombazaro, destacou sua batalha e a força das mães.
Ela compartilha a rotina com os filhos Enzo(9 anos e autista) e Maria(2 anos), nas redes sociais como uma forma de combater o preconceito.
“Na época que tive o diagnóstico do meu filho, pouca se falava sobre a síndrome, mas eu não suportava perceber as pessoas olhando diferente pra ele. Nunca desisti e incentivo outras mães a não desistirem também”, disse.
Eliane Fernandes relatou a dificuldade das famílias com autistas adultos.
“Nesta fase encontramos outros desafios como não ter médicos, ambientes profissionais, e pouco se fala sobre isso. Eles são mal vistos e precisam de proteção e valorização em todas as fases da vida, porque a nossa sociedade está tendo número maior de autistas”.
Iara Marcela também é mãe atípica e ficou honrada com a homenagem.
“É um dia muito feliz para essas mamães. A vida não nos prepara para sermos ma?s típicas ou atípicas, mas sermos mães de pessoas com deficiência nos prepara para tudo e nos torna mais fortes para tudo”.
Mês das Mães
Durante o mês de maio também foi realizada pelo gabinete a “Campanha Doação é Inclusão”, que arrecadou itens de beleza e autocuidado para doar para as mães durante evento realizado no bairro São Sebastião, no dia 13.
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A programação contou com serviços de assessoria jurídica da Universidade de Cuiabá (UNIC), atendimento psicossocial da ONG Lírios, orientações da Associação de Apoio aos Pacientes Oncológicos de Cuiabá (AAPOC), atrações e surpresas para as mães, assim como atividades recreativas para as crianças.
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Foi realizada ainda a “Sessão Solene Mães Pela Diversidade”, que homenageou mães de pessoas que compõem a comunidade LGBTQIAPN+. O Dia das Mães é celebrado nacionalmente no dia 14 de maio, e para a vereadora, cada mãe é única e merece reconhecimento.

Da Assessoria

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados

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Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.

Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.

A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.

Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.

A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.

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Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.

“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”

A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.

A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.

“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”

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A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.

O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.

“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”

No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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