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Maysa Leão cobra valorização dos professores da rede municipal de Cuiabá

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Ana Cláudia Fortes – assessoria Vereadora Maysa Leão&nbsp

Durante a sessão ordinária desta terça-feira (15), na Câmara Municipal de Cuiabá, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) fez um firme pronunciamento em defesa dos professores da rede municipal de ensino. Ela se posicionou contra o projeto de lei encaminhado pelo Executivo, que propunha a retirada de um terço do adicional de férias referente ao recesso escolar de julho,&nbsp um direito assegurado pela Lei Orgânica do Município.
Filha de dois professores, Maysa destacou sua trajetória pessoal para reforçar a defesa da valorização da categoria. “A coisa que eu mais vi na vida foi meus pais trabalhando em casa. O trabalho do professor não acaba quando o sinal toca. Todo mundo fala que a educação é o futuro do país, mas, na hora de valorizar o professor, dizem que não tem verba. Isso é inaceitável”, declarou.
A parlamentar apresentou uma indicação oficial ao prefeito Abílio Brunini, solicitando o respeito ao direito conquistado. Ela enfatizou que o benefício de 45 dias de férias, com um terço de adicional, foi garantido por lei após a luta legítima da categoria, embora não tenha sido cumprido por gestões anteriores. “A antiga gestão não pagava, isso é um fato pacificado. Mas e agora? Quem tem coragem de votar para retirar um direito conquistado na luta?”, questionou.
Durante seu discurso, Maysa relembrou a professora que marcou sua vida escolar. “Eu lembro da tia Valéria, minha professora no Colégio Estadual Ferreira Mendes. Foi ela quem me alfabetizou. Foi ela quem me ensinou a amar as letras, a ler, e isso ninguém tira da gente. O conhecimento é a única herança que não pode ser roubada. E tudo começa com o trabalho de um professor.”
A vereadora também chamou atenção para os altos índices de adoecimento entre os profissionais da educação, muitas vezes sobrecarregados com múltiplas tarefas além da sala de aula. “Os professores não têm hora extra. Trabalham em casa, corrigem provas, preparam aulas, fazem planejamento, pensam em reforço para o aluno que não está aprendendo. Estão adoecidos de exaustão. Chega de só receber homenagens. Precisam ser remunerados, valorizados, inclusive pela sua qualificação, como o mestrado e o doutorado, que até hoje seguem sem o devido reconhecimento”, completou.
Ao encerrar sua fala, Maysa reiterou seu compromisso com a educação e com os profissionais da rede municipal. “Eu não tenho coragem de votar contra os professores, nem de ser inerte diante da injustiça. Esta Casa não vai virar as costas para quem constrói o futuro das nossas crianças.”

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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