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Por trás dos vidros: o cuidado diário que transforma o Aquário Municipal
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Mais do que um ponto turístico querido pelos cuiabanos e visitantes, o Aquário Municipal Justino Malheiros é um espaço vivo, onde ciência, educação ambiental e sensibilidade caminham juntas. Integrado ao Complexo Biocultural do Porto e com acesso totalmente gratuito, o aquário revela ao público a riqueza dos rios e biomas de Mato Grosso, Amazônia, Pantanal e Cerrado, ao mesmo tempo em que desenvolve, longe dos olhares apressados, uma rotina técnica rigorosa voltada exclusivamente ao bem-estar animal.
Quem conduz esse trabalho é o médico-veterinário Udson Rogério Garcia Junior e o biólogo Matheus Augusto dos Santos Lima, que atuam no local desde a reinauguração do espaço. Em linguagem clara e didática, ele faz questão de traduzir o que acontece diariamente “por trás dos vidros”, mostrando que cada detalhe importa quando o objetivo é oferecer qualidade de vida aos peixes e uma experiência educativa completa aos visitantes.
Cuidado diário
Todos os dias, antes mesmo da abertura ao público, a equipe do aquário realiza um verdadeiro “check-in” de saúde dos animais. O procedimento inclui observação comportamental dos peixes, inspeção minuciosa dos sistemas de suporte à vida, como bombas de circulação, filtragem pressurizada, aeração e cenografia, e análises químicas da água.
Essas análises medem parâmetros essenciais, como pH, amônia, nitrito, dureza em carbono e dureza total, indicadores fundamentais para garantir um ambiente seguro e estável. “A água é o ambiente de vida do peixe. Qualquer alteração reflete diretamente na saúde dele”, explica Udson. Por isso, o monitoramento é constante e preventivo, evitando problemas antes mesmo que eles apareçam.
O resultado desse manejo técnico é expressivo: o aquário mantém índices de perda inferiores a 5% em mais de um ano, sendo a maioria por causas naturais. Em meses como dezembro e janeiro, não houve qualquer ocorrência negativa, reflexo do trabalho integrado entre veterinária e biologia, desenvolvido em parceria com o biólogo Mateus.
Água limpa
Manter cerca de 360 mil litros de água, distribuídos em 22 recintos, em perfeitas condições exige um esforço coletivo e altamente especializado. Um dos procedimentos centrais são as Trocas Parciais de Água (TPAs), nas quais até 30% do volume total é renovado periodicamente.
Esse processo conta com o apoio da equipe de mergulho, responsável pela aspiração do fundo dos tanques. A retirada da matéria orgânica acumulada evita a decomposição e o aumento de substâncias tóxicas, como amônia, nitrito e nitrato, que podem comprometer a saúde dos peixes. Além disso, os mergulhadores realizam a limpeza da cenografia, paredes e divisores, garantindo não apenas um visual agradável ao público, mas, principalmente, um ambiente biologicamente equilibrado.
Cada conjunto de tanques opera sob seis sistemas de filtragem independentes, o que permite ajustar o tratamento da água conforme a litragem e as necessidades específicas de cada espécie. “Essa divisão é fundamental para respeitar as particularidades dos peixes”, ressalta o veterinário.
Alimentação
Outro pilar essencial do cuidado diário é a nutrição. Todos os peixes do Aquário Municipal recebem rações específicas, formuladas de acordo com seus hábitos alimentares naturais. Espécies carnívoras consomem dietas com maior teor de proteína, enquanto os onívoros recebem uma alimentação balanceada, que respeita suas características.
Udson exemplifica: a piraputanga, embora onívora, tem forte tendência herbívora e se alimenta naturalmente de insetos e frutas; o piau, por sua vez, exige uma carga proteica mais elevada. Já o abotoado, peixe de hábitos noturnos e detritívoro, que se alimenta no fundo do rio, recebe uma dieta que combina proteínas e matéria vegetal. “Alimentar corretamente é uma forma de reduzir o estresse, fortalecer a imunidade e garantir longevidade”, explica.
O Aquário Municipal também segue rigorosamente a legislação ambiental. Todos os peixes atuais vieram da mesma piscicultura e foram adaptados simultaneamente no final de 2024. O espaço não aceita doações de animais feitas por populares, justamente para evitar riscos sanitários e ambientais.
Para integrar o acervo, todo peixe precisa ter documentação legal, como a Guia de Transporte Animal (GTA), e muitos são microchipados, o que permite controle e rastreabilidade. Além disso, novos animais passam obrigatoriamente por um período de quarentena de 15 a 40 dias antes de serem introduzidos nos tanques principais, garantindo segurança para todo o conjunto.
A rotina do aquário busca reproduzir, o máximo possível, as condições naturais. Isso inclui a iluminação, que segue o ciclo do dia. Atualmente, as luzes permanecem acesas entre 7h30 e 18h, oferecendo de 10 a 12 horas de luminosidade, conforme a época do ano.
“Mesmo sem pálpebras, os peixes precisam de descanso”, explica Udson. O cuidado é ainda maior com espécies noturnas, como o armado, que mantêm seus hábitos naturais de movimentação no escuro ou no fim do dia. O período de luz, levemente menor que o da natureza, foi definido como ideal para garantir o equilíbrio e o bem-estar dos animais.
Orientações ao público
Parte fundamental do trabalho educativo do Aquário Municipal é orientar os visitantes sobre como se comportar durante a visitação. Udson destaca três regras simples, mas essenciais:
• Manter o máximo de silêncio possível, já que a água propaga ondas sonoras com facilidade, causando estresse aos peixes;
• Nunca tocar ou bater nos vidros, pois vibrações e impactos afetam diretamente os animais;
• Jamais utilizar o flash das câmeras, uma vez que os peixes não possuem pálpebras e a luz intensa representa uma agressão direta ao seu bem-estar.
“Quando o visitante entende que está diante de seres vivos, a experiência muda. O aquário deixa de ser apenas lazer e se transforma em aprendizado e respeito”, pontua o veterinário.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT
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Campanha da Prefeitura marca participação da Seleção Brasileira nos bairros de Cuiabá
A campanha Minha Rua é Show de Bola, idealizada pela Prefeitura de Cuiabá, encerrou neste domingo (5) sua participação na Copa do Mundo de 2026 ao lado da população. Mesmo com a derrota da Seleção Brasileira por 2 a 1 para a Noruega, resultado que eliminou o Brasil da competição, milhares de moradores voltaram a se reunir em diferentes bairros da capital para acompanhar a partida em um ambiente de integração, lazer e convivência comunitária.
Ao todo foram 5 partidas e 16 ruas contempladas. Nesta rodada, os telões foram instalados na Travessa L6, no Jardim Liberdade; Rua Alta Floresta, no CPA II; Rua Santa Isabel, no bairro Santa Isabel; e Rua U, no bairro Primeiro de Março. As ruas foram escolhidas por votação popular nas redes sociais da Prefeitura, após se destacarem pela mobilização dos moradores e pela decoração durante a competição.
Nos bairros Jardim Liberdade e Primeiro de Março, a programação contou ainda com uma parceria com a Coca-Cola, que distribuiu gratuitamente 500 latinhas de refrigerante em cada um dos pontos de transmissão. A ação também teve o apoio da empresa Moreninha do CPA, responsável pela distribuição de 500 picolés em cada um desses dois locais, proporcionando ainda mais lazer e confraternização às famílias durante a transmissão.
O prefeito Abilio Brunini acompanhou a partida na Rua Alta Floresta, no CPA II, e destacou que, mais do que o resultado em campo, a campanha cumpriu o objetivo de fortalecer a convivência entre os moradores e resgatar uma tradição que marcou gerações de cuiabanos.
“Independentemente do resultado da Seleção, quem venceu foi a nossa população. Ver as ruas cheias, as famílias reunidas, as crianças brincando e os vizinhos celebrando esse momento juntos mostra que conseguimos resgatar um sentimento muito bonito de comunidade. Esse sempre foi o principal objetivo da campanha”, afirmou o prefeito.
No CPA II, além da transmissão da partida, os moradores organizaram churrasco, música ao vivo, sorteio de uma camiseta da Seleção Brasileira e reuniram centenas de pessoas em um grande momento de confraternização.
A mobilização da comunidade começou semanas antes do Mundial e envolveu dezenas de moradores na preparação da decoração.
“Foi tudo feito com o esforço dos moradores. Ninguém doou nada. A gente foi pedindo ajuda para um, para outro, e, com a união da comunidade, conseguimos reunir os materiais e transformar a rua. Cerca de 40 pessoas participaram dessa mobilização, que começou três semanas antes da Copa”, contou o morador Marcelo Silva.
Morador do CPA II há 40 anos, Mauri Padilha afirmou que nunca havia presenciado uma mobilização semelhante no bairro.
“Eu moro no CPA há 40 anos e nunca tinha visto uma mobilização como essa. A organização ficou muito bonita e reuniu toda a comunidade. Quero agradecer ao prefeito Abilio Brunini por apoiar essa iniciativa e valorizar os moradores, que se dedicaram para deixar o bairro ainda mais bonito”, afirmou.
Para a moradora Lauricelly Leite, a campanha proporcionou um momento de integração que ficará na memória da comunidade.
“Foi uma tarde muito especial para todos nós. Ver a rua cheia, as famílias reunidas e todo mundo vivendo esse clima de Copa foi emocionante. Agradeço ao prefeito Abilio Brunini por incentivar esse projeto, que aproximou os moradores e fez o nosso bairro reviver essa tradição”.
Ao longo da Copa do Mundo, a campanha percorreu diversos bairros de Cuiabá, levando telões, lazer e fortalecendo os laços entre as comunidades.
No primeiro jogo da Seleção Brasileira, contra Marrocos, os telões foram instalados na Rua Ponta Grossa, no bairro CPA I, e na Rua Cáceres, no bairro Parque Amperco.
Na partida contra o Haiti, cinco locais receberam a estrutura da Prefeitura: Rua 17, no bairro Santa Terezinha; Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; Rua 44, no bairro São João Del Rey; Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada; e a Praça Cultural do Parque Cuiabá, que contou com uma estrutura especial voltada à comunidade haitiana residente na capital.
Na terceira transmissão, durante a vitória do Brasil por 3 a 0 sobre a Escócia, os telões foram instalados na Rua Vila Mirante, no bairro Ribeirão do Lipa; Rua Lages, no CPA I; Rua 17, no bairro Santa Terezinha; Rua 15, no bairro João Bosco Pinheiro; Rua 44, no bairro São João Del Rey; e Rua Belo Horizonte, no bairro Alvorada.
Na quarta rodada, o Brasil venceu o Japão por 2 a 1, de virada, garantindo a classificação às oitavas de final. Na ocasião, a Prefeitura levou a estrutura para a Rua Cruz da Malta, no bairro Serra Dourada; Rua F, no Jardim Passaredo; Rua Cinco, no bairro São João Del Rey; e Rua 10, no bairro Jardim Aroeira.
Com cinco transmissões realizadas durante a Copa do Mundo, a campanha Minha Rua é Show de Bola transformou ruas de diferentes regiões de Cuiabá em grandes pontos de encontro, incentivando a participação popular e resgatando uma tradição que há anos fazia parte da história da cidade. Mesmo com a eliminação da Seleção Brasileira, o legado da iniciativa permaneceu nas comunidades, que voltaram a ocupar os espaços públicos para viver momentos de integração, amizade e pertencimento.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT


