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Vereador propõe instituição da Comenda Padre Firmo

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06/11/2023
Vereador propõe instituição da Comenda Padre Firmo
O vereador Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania) propôs a instituição do Título Honorífico Comenda Firmo Pinto Duarte Filho “Padre Firmo”, destinado a homenagear personalidades por relevantes feitos religiosos, sociais e educacionais, no âmbito do município de Cuiabá. O projeto de resolução 18/2023 foi apresentado no dia 30 de outubro.
Os homenageados também devem cumprir os requisitos previstos na Resolução nº 002, de 15 de março de 2012, como ter idoneidade moral e prestação de relevantes serviços ao município.
“Padre Firmo foi o pioneiro da famosa missa das quartas-feiras no ginásio do Colégio Salesiano São Gonçalo. Dedicado em sua caminhada pela fé, ele iniciou o evento “Vinde Vede”, onde acabou por falecer horas depois quando pregava alegre para aquela multidão fervorosa debaixo de 40 graus, no último dia do retiro. Considerado como o maior encontro de orações da igreja Católica no Estado, o “Vinde Vede”, tradicionalmente realizado no período de Carnaval, já reuniu no estádio Governador José Fragelli, o Verdão, mais de 30 mil pessoas”, justificou o vereador.
Filho caçula de Maria Dimpina, Padre Firmo herdou da mãe o gosto pela literatura e cultura mato-grossense. Do município de Cáceres, enquanto morou em Cuiabá, sua infância e adolescência foi na região do Campo de Ourique, onde hoje está localizado o Centro Geodésico da América do Sul.&nbsp
Ordenou-se sacerdote em 08 de dezembro de 1955, sendo o último padre ordenado por Dom Aquino Corrêa. Entre os anos de 1974 e 1983, ele foi diretor da Comunidade Salesiana em Barra do Garças. Neste período, implementou um projeto primado por uma nova e dinâmica pedagogia especialmente voltada para as comunidades indígenas missionadas em Sangradouro, Merure e São Marcos.&nbsp
Com o tempo, assumiu a direção espiritual do movimento católico intitulado “Renovação Carismática Católica”, junto à Arquidiocese de Cuiabá, assim como também dirigiu espiritualmente o movimento de “Cursilhos de Cristandade de Cuiabá” e atuou também como diretor da Missão Salesiana em Mato Grosso.&nbsp
Membro da Academia Mato-grossense de Letras (AML), onde tomou posse em 08 de dezembro de 1997, escreveu também o livro “Mulher – a Intercessora”, dentre outros textos inéditos.
Secom – Câmara Municipal de Cuiabá&nbsp

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Doação de órgãos realizada no HMC beneficia pacientes de quatro estados

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Em meio à dor de uma despedida, um gesto de solidariedade pode significar o recomeço para outras famílias. Foi com esse sentimento que o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realizou, na manhã desta quarta-feira (2), a captação de múltiplos órgãos e tecidos de um paciente de 51 anos, vítima de traumatismo craniano após uma queda de aproximadamente 1,5 metro.

Antes do início do procedimento, profissionais do hospital realizaram o tradicional corredor da honra, também conhecido como corredor de aplausos. O momento foi marcado por respeito e emoção em homenagem ao doador e à família, que, mesmo diante de uma perda irreparável, autorizou a doação dos órgãos.

A captação teve início às 10h50 e mobilizou mais de 50 profissionais, entre equipes do próprio HMC e especialistas que vieram de Campo Grande (MS) para participar do procedimento.

Foram captados fígado, dois rins e córneas. O fígado foi destinado a Mato Grosso do Sul. O rim direito seguirá para o Rio Grande do Sul, enquanto o rim esquerdo será encaminhado para Pernambuco. As córneas foram captadas para implante local.

A ação representa a possibilidade de salvar quatro vidas e ainda beneficiar pacientes que aguardam por transplante de córnea.

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Para a secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, a doação representa um gesto de extrema generosidade em um momento de profunda dor para a família.

“É uma perda irreversível para a família, mas, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ajudar outras vidas. A nossa gratidão a esses familiares é imensa. Neste Setembro Verde, precisamos reforçar a importância de conversar sobre a doação de órgãos dentro de casa, com nossos parentes, para que, se uma tragédia vier a acontecer, essa possibilidade seja analisada com carinho e sensibilidade. Existe uma longa fila de pessoas esperando por um transplante, e hoje essa família está ajudando a mudar a história de outras pessoas.”

A captação realizada no HMC ocorre justamente no mês em que são ampliadas as ações de conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos. O Setembro Verde busca estimular o diálogo sobre o tema e mostrar à população que uma única decisão pode representar uma nova oportunidade para várias pessoas.

A diretora-geral de Saúde Pública, Kelluby Oliveira, destacou que a captação é resultado de uma grande mobilização das equipes e reforçou o significado do corredor da honra como uma forma de reconhecer a família e o doador.

“Hoje mais de 50 profissionais se mobilizaram para que essa doação pudesse acontecer. O corredor da honra é um momento de respeito, gratidão e reconhecimento. É a nossa forma de homenagear esse paciente e, principalmente, essa família, que, em meio à dor, possibilitou que outras pessoas tivessem uma nova chance.”

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A captação desta quarta-feira reforça que, mesmo diante de uma despedida marcada pela dor, a solidariedade pode permanecer como legado. Para quatro pessoas que aguardam por um transplante, a decisão de uma família significará uma nova oportunidade de vida.

O médico Eduardo Andraus, responsável técnico do HMC, explicou que a doação só ocorre após protocolos rigorosos que confirmam a morte encefálica.

“A morte encefálica é uma condição irreversível, diagnosticada por protocolos muito rígidos que comprovam que o cérebro deixou de funcionar. Mesmo que o coração continue batendo por um período, a pessoa já faleceu. A confirmação é feita de maneira criteriosa e segura, permitindo que, quando a família autoriza a doação, os órgãos sejam preservados e encaminhados para pacientes que aguardam por um transplante.”

No Brasil, a autorização da família é fundamental para que a doação de órgãos de um potencial doador falecido possa ocorrer. Por isso, além de ter o desejo de ser doador, é importante conversar com os familiares e deixar clara essa vontade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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