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Vereadores denunciam agressão contra idoso em Cuiabá

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Vinícius Ferreira |SECOM Câmara Municipal de Cuiabá 
A Comissão dos Direitos dos Idosos da Câmara Municipal de Cuiabá realizou, de forma remota, nesta segunda-feira (5), a primeira reunião ordinária do ano marcada por uma grave denúncia de violência contra pessoas idosas. Durante o encontro, o presidente da comissão, vereador Chico 2000 (sem partido), denunciou um casal de policiais penais acusado de agredir um idoso após um acidente de trânsito ocorrido no dia 20 de dezembro de 2025, na capital. 
Segundo o relato apresentado à comissão, o idoso foi vítima de agressões físicas, sendo atingido no olho esquerdo, o que resultou em comprometimento parcial da visão em razão do impacto. Imagens exibidas durante a reunião reforçaram a gravidade do caso e causaram indignação entre os parlamentares presentes.
De acordo com o boletim de ocorrências, o caso aconteceu na avenida Pau Brasil, na região do Coxipó da Ponte. A esposa da vítima compareceu à Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI) na segunda-feira (22) e contou que, dois dias antes, seu esposo “colidiu injustamente com outro automóvel”. Depois da batida, o idoso de 60 anos seguiu o outro veículo até que uma passageira percebeu que o motorista do outro carro apontava uma arma em direção a eles.
Relatou que, em determinado momento, os dois suspeitos pararam o carro e, ao serem questionados sobre a batida, passaram a agir de forma agressiva. Uma mulher então se dirigiu ao carro do idoso, com arma em punho, mas foi contida por um casal que estava num terceiro carro.
Durante a discussão, o motorista do veículo desferiu um soco no rosto do idoso e a mulher deu um tapa no rosto. A denunciante disse que conseguiu anotar a placa do Renault Kwid dos suspeitos, mas disse que foi coagida por eles a apagar as imagens, após terem tentado tomar o celular dela. Disse ainda que a mulher suspeita tentou jogar um copo de vidro no carro da vítima, mas foi impedida por populares. Outras pessoas intervieram para impedir que o conflito escalasse. A denunciante ainda disse que, por conta das agressões, o idoso precisou passar por cirurgia.
Os vereadores membros da comissão, Dilemário Alencar (União Brasil) e Dra. Mara (Podemos), manifestaram repúdio às agressões e destacaram a necessidade de uma atuação firme dos órgãos competentes no enfrentamento da violência contra a pessoa idosa em Cuiabá. Os parlamentares afirmaram que irão discutir o caso junto a instituições responsáveis, buscando providências efetivas e a responsabilização dos envolvidos.
Chico 2000 também criticou o andamento da apuração do caso, informando que o procedimento saiu da Delegacia Especializada de Delitos Contra a Pessoa Idosa (DEDCPI) e foi encaminhado à Delegacia de Trânsito. Segundo o vereador, a mudança não deveria ter ocorrido, uma vez que houve violência explícita no contexto dos fatos, o que justificaria a permanência do caso na delegacia especializada.
Ao final da reunião, a comissão deliberou pela convocação de autoridades para a próxima reunião, com o objetivo de aprofundar o debate e cobrar esclarecimentos. Foram definidos convites ao delegado da DEDCPI, Marcos Veloso; ao desembargador e presidente da Comissão de Atenção à Pessoa Idosa do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri; ao secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel César Augusto Roveri; e ao diretor-geral da Polícia Penal, Josimar Pires.
Outro caso
No início do mês a policial penal foi filmada abordando um motorista de aplicativo e agindo de forma truculenta com ele. O Sindsppen saiu em defesa dela e da colega e afirmou que houve uma “tentativa de macular a imagem e a honra das servidoras que estavam em serviço e atuando dentro dos limites legais”.
“Ele demonstrou claro desacato e resistência à abordagem legal das policiais penais, além de buscar intimidar as servidoras ao declarar ser filho de militar. É fundamental sublinharmos que as policiais envolvidas são mulheres no exercício de sua função pública, sendo que uma delas encontra-se gestante, e o motorista em questão possui histórico de passagem por agressão contra mulher. Esse histórico, somado à perseguição e à postura desrespeitosa manifestada no local, elevou a ocorrência a um patamar de risco, exigindo a solicitação de apoio e a consequente condução do indivíduo por resistência e desobediência à autoridade”, diz a nota.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Prefeito e secretário encaminham projeto à Câmara para permitir renovação de contratos da Educação

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e o secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, encaminharam à Câmara Municipal um projeto de lei que amplia o prazo para contratação temporária de profissionais da Rede Municipal de Ensino. A proposta busca permitir a renovação de contratos e reduzir a necessidade de realização recorrente de processos seletivos, garantindo maior continuidade aos serviços educacionais. O Projeto de Lei nº 383/2026 foi protocolado pelo Executivo em 24 de agosto.

O prefeito Abilio Brunini destacou que a proposta busca evitar a realização de processos seletivos todos os anos para atender a uma necessidade que permanece na Rede Municipal de Ensino. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou. Segundo ele, a medida permite dar maior estabilidade ao planejamento da Educação, sem deixar de cumprir a exigência de realização de concurso público.

A proposta altera a Lei Municipal nº 4.424, de 2003, que regulamenta as contratações temporárias por excepcional interesse público. Pelo texto, os contratos enquadrados na hipótese de contratação de professores substitutos e visitantes poderão ter duração de até 18 meses, com possibilidade de uma única prorrogação por igual período, alcançando o limite máximo de 36 meses. A mudança também prevê a aplicação da nova regra aos contratos temporários vigentes e aos processos seletivos simplificados ainda dentro do prazo de validade, desde que atendidos os requisitos legais.

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Durante conversa sobre a medida, o prefeito destacou que pretende evitar a realização de novos processos seletivos todos os anos quando a necessidade de profissionais permanece. “Eu tenho o desejo de evitar que fique fazendo processo seletivo todos os anos. Nós vamos fazer um processo seletivo, vale contrato dois anos, a gente renova e depois faz um processo seletivo novo”, afirmou Abilio, ao explicar que a mudança também será acompanhada dos estudos necessários para a realização de concurso público na Educação.

Segundo o secretário Reginaldo, a equipe técnica da Secretaria de Educação realizou estudos e buscou orientação jurídica para estruturar a proposta. A Secretaria havia encaminhado à Procuradoria-Geral do Município uma solicitação para analisar a alteração da legislação e a possibilidade de aplicar a nova sistemática aos contratos e processos seletivos em andamento.

O secretário municipal de Educação, Reginaldo Alves Teixeira, ressaltou que, paralelamente à proposta de alteração da legislação, já está em andamento o planejamento para a realização de concurso público na Educação. “Em paralelo, a gente está fazendo um estudo também para continuar aí com o concurso público, que é uma exigência aí já faz há bastante tempo, e a gente está fazendo esse estudo”, afirmou. Ele explicou que, enquanto o concurso é estruturado, a Secretaria trabalha para viabilizar a renovação dos contratos dos profissionais selecionados, caso a Câmara aprove a alteração legislativa.

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A justificativa administrativa aponta que a realização sucessiva de processos seletivos exige mobilização de equipes para elaboração de editais, inscrições, análise documental, recursos, homologação, convocação, contratação, cadastramento, atribuição e lotação. A repetição desses procedimentos também gera custos e pode provocar dificuldades na organização das unidades e no início dos períodos letivos.

Para os professores, a Secretaria destaca ainda o impacto pedagógico da continuidade dos profissionais. A permanência durante o período em que existir a necessidade temporária contribui para preservar o planejamento, acompanhar a aprendizagem dos estudantes e manter a integração entre docentes, equipes gestoras e comunidade escolar.

A proposta, no entanto, não garante a renovação automática dos contratos. O texto estabelece que a prorrogação dependerá da necessidade da Administração, da permanência da situação temporária de excepcional interesse público, da disponibilidade orçamentária e financeira e do cumprimento dos demais requisitos legais.

O projeto também deixa claro que a ampliação do prazo não transforma os contratos temporários em vínculos permanentes e não substitui o concurso público como forma de ingresso efetivo no serviço público. A Prefeitura informou que, paralelamente à tramitação da proposta, a Secretaria de Educação trabalha em estudos para avançar na realização de concurso público para a área.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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